O Potencial Evocado Auditivo com estímulo de fala pode ser uma ferramenta útil na prática clínica?

Caroline Nunes Rocha-Muniz Renata Filippini Ivone Ferreira Neves-Lobo Camila Maia Rabelo Aline Albuquerque Morais Cristina Ferraz Borges Murphy Karenina Santos Calarga Libia Camargo Ribeiro Leite Mayra Monteiro Pires Taise Argolo Sena-Yoshinaga Eliane Schochat Sobre os autores

RESUMO

Objetivo:

Discutir a aplicabilidade clínica do Potencial Evocado Auditivo com Estímulo de Fala (PEATEf) no auxílio à identificação dos transtornos do processamento auditivo.

Métodos

: Foram selecionados os prontuários de 27 crianças e adolescentes, com idade entre sete e 15 anos, que apresentaram alteração no PEATEf. Foram levantados os dados referentes à avaliação comportamental do processamento auditivo desses indivíduos.

Resultados:

Observou-se que das 27 crianças com PEATEf alterado, 23 também apresentaram alteração de processamento auditivo. A partir dessa amostra, foi possível apontar probabilidade de 85,15% em observar avaliação comportamental do processamento auditivo alterada em uma criança que apresentou PEATEf também alterado.

Conclusão:

Sugere-se que o PEATEf pode ser utilizado na prática clínica como uma ferramenta importante no diagnóstico do Transtorno do Processamento Auditivo, uma vez que neste estudo uma alteração do PEATEf quase sempre representou, também, uma alteração nos resultados da avaliação comportamental do processamento auditivo, portanto pode ser utilizado para obter informações acerca da percepção dos sons da fala em crianças menores de sete anos ou de difícil avaliação comportamental.

Descritores:
Potenciais Evocados Auditivos; Vias Auditivas; Transtornos da Percepção Auditiva; Eletrofisiologia; Criança.

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