DISPOSITIVO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DO CEARÁ: A (IN)VISIBILIDADE DOS ESTUDANTES DEFICIENTES1 1 Parte deste artigo foi apresentado como resumo expandido no VIII Congresso Internacional de Educação Inclusiva (2018), sendo que o texto por ora apresentado foi reelaborado e ampliado, a partir de novos estudos e leituras sobre o fenômeno em questão.

Eric Passone Karlane Holanda Araújo Sobre os autores

Resumo

Este artigo trata do paradoxo da inclusão escolar na política de avaliação da educação básica do estado do Ceará, unidade federativa que se destaca entre os sistemas estaduais de ensino do país em termos de indicadores de proficiência no ensino fundamental, embora haja no interior de seu sistema um dispositivo normativo que deduz do cálculo da avaliação o desempenho dos estudantes deficientes, gerando um estado de “exclusão interna” ao sistema escolar. A partir do debate acerca das políticas de avaliação como mecanismo de gestão educacional no contexto nacional e da observação de estudos que apontam a tendência excludente da avaliação em larga escala em relação à educação inclusiva, aborda-se um dispositivo de lei que promove a exclusão da educação especial dos resultados provenientes das avaliações do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece).

EDUCAÇÃO ESPECIAL; AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA; ACCOUNTABILITY; EXCLUSÃO ESCOLAR

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