A diáspora das congregações femininas portuguesas para o Brasil no início do século XX: política, religião, gênero* * Recebido para publicação em 5 de janeiro de 2011, aceito em 17 de abril de 2013. Texto dedicado ao historiador das religiões Eduardo Basto de Albuquerque (in memoriam).

The diaspora of the Portuguese women's religious congregations to Brazil in the early twentieth century: politics, religion, gender

Maurício de Aquino Sobre o autor

Neste artigo pretende-se reconstruir historicamente o processo de diáspora de três congregações religiosas femininas portuguesas em decorrência da política religiosa estabelecida pela República de Portugal em 1910. Serão privilegiadas as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena e as Irmãs de Jesus, Maria e José, sobretudo, estas duas últimas que se estabeleceram no estado de São Paulo em 1912. Nesse período, São Paulo já havia despontado como o principal estado do Brasil e, em seus limites, as expansões cafeeira, urbana e ferroviária, envolvidas pela imigração europeia e pela industrialização, abriam novas possibilidades de atuação às mulheres, ainda que a modernização tecnológica não fosse acompanhada no campo das relações de gênero. As mulheres freiras de Portugal se juntaram às outras que aqui estavam e assumiram a gestão de asilos, escolas, faculdades e hospitais, chefiando homens e atraindo mulheres que almejavam outras perspectivas de vida para além daquelas oferecidas pela sociedade civil da época.

Diáspora; Mulheres freiras; Gênero e Religião


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