"Fazer emergir o masculino": noções de "terapia" e patologização na hormonização de homens trans* * Somos gratos aos interlocutores da pesquisa, bem como ao apoio financeiro, na forma de bolsa de mestrado ao primeiro autor, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior que possibilitou a realização da investigação, e pelas observações dos/as pareceristas anônimos/as do periódico. Uma versão preliminar deste artigo foi apresentada na 30ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 3 e 6 de agosto de 2016, João Pessoa/PB.

"Making the Masculine Emerge": Notions of "Therapy" and Pathology in the Hormonization of Trans Men

Cleiton Vieira Rozeli Maria Porto Sobre os autores

Resumo

Descreve-se as noções de "terapia" hormonal em cenários medicalizantes nos quais homens transexuais se movem na constituição de transições de gênero. Em meio aos acessos e práticas à (auto)administração de ésteres de testosterona (cipionato e/ou propionato), esses sujeitos acionam a ideia de "terapia" - seja para se afastar ou para reiterá-la -, levando-nos a uma reflexão sobre a atual classificação da transexualidade como doença mental. Realizou-se pesquisa etnográfica em grupos de ativismo trans no Brasil com entrevistas em profundidade no período de 2014 a 2015.

Homens Trans; Testosterona; Doença Mental; Identidade; Antropologia da Saúde

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