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A bruxa está solta: os protestos contra a visita de Judith Butler ao Brasil à luz de sua reflexão sobre ética, política e vulnerabilidade* * Este texto foi originalmente apresentado oralmente no evento “Quem tem medo de Judith Butler: as cruzadas morais contra os Direitos Humanos no Brasil”, realizado no dia 8 de dezembro de 2017 na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar os protestos contra a visita de Judith Butler ao Brasil, em 2017, à luz de sua própria reflexão sobre ódio, medo, violência, reconhecimento e liberdade, com especial atenção à sua obra publicada a partir da década de 2000. Minha hipótese é a de que, em sua obra recente sobre ética, o modo como Butler entrelaça reconhecimento e ação política contribui para explorarmos a relação entre a recusa da diferença na esfera pública brasileira e a invisibilidade da vulnerabilidade política de grupos e pessoas retratados como ameaças.

Judith Butler; Reconhecimento; Violência; Ética; Vulnerabilidade

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