Óleo de cravo como anestésico para juvenis de matrinxã Brycon cephalus (Gunther, 1869)

Diversos produtos químicos têm sido empregados como anestésicos para peixes nas estações de piscicultura e laboratórios de biologia de peixes para a devida imobilização dos organismos, afim de se prevenir acidentes e ferimentos na superfície do corpo dos próprios peixes, que podem ficar susceptíveis a patógenos e taxas altas de mortalidade. A tricaina metano sulfonato (MS 222), a quinaldina, a benzocaina e o phenoxyethanol têm sido amplamente utilizados no Brasil, mas alguns efeitos colaterais são observados como perda de muco, irritação nas brânquias e olhos, e também alguns incômodos aos trabalhadores como a necessidade do uso de luvas. Dessa forma, o óleo de cravo é proposto como um anestésico alternativo por ser um produto natural de custo acessível e sem riscos aparentes de intoxicações. No presente trabalho estudamos a possibilidade do uso do óleo de cravo como anestésico para juvenis de matrinxã, utilizando-se 63 peixes, expondo-os a banhos anestésicos nas concentrações de 18, 20, 30, 40, 50, 60 e 60 mg/L, de forma que foram mensurados os tempos necessários para que os peixes atingissem a perda total de equilíbrio e a incapacidade de retornar a posição normal de nado. A concentração de 40 mg/L foi suficiente para anestesiar juvenis de matrinxã em aproximadamente 1 minuto, sendo a recuperação independente da concentração do anestésico.

óleo de cravo; anestésico; matrinxã


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