Open-access Fatores associados ao near miss neonatal na região Sudeste do Brasil: resultados do Nascer no Brasil II

Factores asociados con casi incidentes neonatales em la región Sudeste de Brasil: resultados del estudio Nacido en Brasil II

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar os fatores associados ao near miss neonatal (NMN) em hospitais públicos e privados da região Sudeste do Brasil. Estudo de coorte prospectiva com 7.552 nascidos vivos de gestações únicas do estudo Nascer no Brasil II (2021-2025). O NMN foi definido pelos critérios de Pileggi-Castro et al. (2014) e as variáveis independentes foram organizadas em modelo hierárquico: nível distal (características sociodemográficas), intermediário (condições maternas e assistência pré-natal) e proximal (complicações obstétricas, tipo de parto e sexo do recém-nascido). O NMN ocorreu em 12,5% dos nascidos vivos. Após ajuste, associaram-se ao desfecho: residência urbana (OR=1,75), ausência de companheiro (OR=1,36), síndromes hipertensivas da gestação, diabetes pré-gestacional (OR=2,76), sífilis (OR=5,44), realização de menos de 50% das consultas pré-natais (OR=2,14), etilismo (OR=1,50), morbidade materna grave (OR=1,96), parto por fórceps/vácuo (OR=2,39) e sexo masculino (OR=1,23). O NMN associou-se a determinantes clínicos, sociodemográficos e assistenciais, evidenciando desigualdades persistentes na atenção pré-natal e intraparto e a necessidade de fortalecer políticas integradas de cuidado materno e neonatal.

Palavras-chave:
Near miss; Complicações na Gravidez; Fatores de Risco; Fatores Socioeconômicos; Serviços de Saúde Maternoinfantil

Abstract

This article aims to analyze the factors associated with neonatal near miss (NMN) in public and private hospitals in the Southeast region of Brazil. A prospective cohort study with 7,552 live births from singleton pregnancies from the “Born in Brazil II” study (2021-2023). NMN was defined according to the criteria of Pileggi-Castro et al. (2014), and the independent variables were organized in a hierarchical model: distal level (sociodemographic characteristics), intermediate level (maternal conditions and prenatal care), and proximal level (obstetric complications, type of delivery, and sex of the newborn). Neonatal mortality (NMN) occurred in 12.5% of live births. After adjustment, the following were associated with the outcome: urban residence (OR=1.75), absence of a partner (OR=1.36), hypertensive syndromes of pregnancy, pre-gestational diabetes (OR=2.76), syphilis (OR=5.44), less than 50% of prenatal visits (OR=2.14), alcoholism (OR=1.50), severe maternal morbidity (OR=1.96), forceps/vacuum delivery (OR=2.39), and male sex (OR=1.23). NMN was associated with clinical, sociodemographic, and care determinants, highlighting persistent inequalities in prenatal and intrapartum care and the need to strengthen integrated maternal and neonatal care policies.

Key words:
Near miss; Pregnancy Complications; Risk Factors; Socioeconomic Factors; Maternal and Child Health Services

Resumen

El objetivo de este artículo es analizar los factores asociados a la morbilidad neonatal grave (MNG) en hospitales públicos y privados de la región Sudeste de Brasil. Estudio de cohorte prospectivo con 7552 nacidos vivos de embarazos únicos del estudio “Nacidos en Brasil II” (2021-2025). La MNG se definió según los criterios de Pileggi-Castro et al. (2014), y las variables independientes se organizaron en un modelo jerárquico: nivel distal (características sociodemográficas), nivel intermedio (condiciones maternas y atención prenatal) y nivel proximal (complicaciones obstétricas, tipo de parto y sexo del recién nacido). La mortalidad neonatal (MN) se presentó en el 12,5 % de los nacidos vivos. Tras el ajuste, los siguientes factores se asociaron con el desenlace: residencia urbana (OR=1,75), ausencia de pareja (OR=1,36), síndromes hipertensivos del embarazo, diabetes pregestacional (OR=2,76), sífilis (OR=5,44), menos del 50 % de las visitas prenatales (OR=2,14), alcoholismo (OR=1,50), morbilidad materna grave (OR=1,96), parto con fórceps o ventosa (OR=2,39) y sexo masculino (OR=1,23). La MN se asoció con determinantes clínicos, sociodemográficos y asistenciales, lo que pone de manifiesto las persistentes desigualdades en la atención prenatal e intraparto y la necesidad de fortalecer las políticas integradas de atención materna y neonatal.

Palabras clave:
Morbilidad neonatal grave; Complicaciones del embarazo; Factores de riesgo; Factores socioeconómicos; Servicios de salud maternoinfantil

Introdução

A mortalidade infantil é um importante indicador das condições de saúde e das desigualdades no acesso e na qualidade da atenção maternoinfantil1. Apesar dos avanços na redução desse indicador no Brasil, especialmente nos componentes pós-neonatal e infantil tardio, a mortalidade neonatal ainda concentra cerca de 70% dos óbitos em menores de cinco anos2, evidenciando desafios persistentes no pré-natal, no parto e no cuidado imediato ao recém-nascido3,4.

O near miss neonatal (NMN) tem sido utilizado como indicador complementar à mortalidade neonatal, por identificar recém-nascidos que enfrentam risco iminente de morte, mas sobrevivem5. Sua análise contribui para avaliar a qualidade da assistência e reconhecer falhas e fatores evitáveis não captados apenas pelos óbitos6. Apesar da ampla aceitação do conceito, há heterogeneidade nos critérios de definição e mensuração, o que gera grande variação das estimativas, com taxas de NMN podendo ser de duas a até dez vezes superiores às da mortalidade neonatal, dependendo dos critérios e do contexto7,8.

A ocorrência de NMN é associada a múltiplos fatores sociodemográficos, maternos, neonatais e assistenciais6-9. Apesar disto, no Sudeste do Brasil, região que concentra expressiva proporção dos nascimentos por conta do maior quantitativo hospitalar do país, as investigações sobre fatores associados ao NMN permanecem escassas e, em geral, restritas a estudos locais e com uso de diversos critérios de definição desse desfecho8,10. Ademais, observa-se insuficiência de estudos analíticos populacionais que articulem determinantes sociodemográficos, clínicos e assistenciais, representando uma importante lacuna científica e de gestão em saúde.

Diante disso, este estudo tem por objetivo analisar a associação entre fatores sociodemográficos, características/hábitos maternos, aspectos organizacionais dos serviços de saúde, complicação obstétrica, tipo de parto e a ocorrência de NMN em hospitais públicos e privados da região Sudeste do Brasil.

Métodos

Trata-se de uma coorte prospectiva de nascidos vivos da região Sudeste, obtida por questionários aplicados às puérperas e por dados de prontuários do estudo Nascer no Brasil II (2021-2025). Detalhes do delineamento e da metodologia estão descritos em Theme Filha et al.11 e Leal et al.12.

A amostra nacional incluiu 20.276 recém-nascidos (20.051 vivos, 225 natimortos e 73 óbitos neonatais). No Sudeste, foram 7.827 RN (7.737 vivos, 90 natimortos e 24 óbitos neonatais). Para esta análise, utilizaram-se 7.552 nascidos vivos de gestações únicas.

Foram incluídas mulheres internadas para parto (vivo ou natimorto) ou aborto em hospitais com ≥100 nascidos vivos anuais (SINASC). Excluíram-se puérperas com dificuldades de comunicação, partos múltiplos e casos admitidos por aborto que receberam alta ainda gestantes. Este estudo considerou apenas nascidos vivos de gestações únicas da região Sudeste, excluindo múltiplas, natimortos e abortos.

O desfecho NMN foi definido segundo Pileggi-Castro et al.7, abrangendo critérios pragmáticos (peso <1.750 g, idade gestacional <33 semanas, Apgar <7 no 5º minuto) e critérios de manejo (ventilação mecânica, reanimação, intubação, antibióticos, entre outros). Recém-nascidos que sobreviveram ao período neonatal e apresentaram ≥1 desses critérios foram classificados como NMN.

O modelo hierárquico do NMN foi estruturado a partir dos fatores de risco para óbito neonatal13, organizando as variáveis em níveis distal, intermediário e proximal, conforme sua proximidade com o desfecho e o modelo teórico-conceitual (Quadro 1).

Quadro 1
Modelo teórico-conceitual dos fatores preditores do near miss neonatal na região Sudeste do Brasil.

No nível distal, incluíram-se variáveis sociodemográficas: tamanho do hospital (<1.000/≥1.000 NV/ano), tipo de pagamento (público/privado), localização do domicílio (urbano/rural), idade materna (10 a 19, 20 a 34, 35 a 39, ≥40 anos), cor da pele (branca, preta, parda/asiática/indígena), situação conjugal (com/sem companheiro), escolaridade (fundamental incompleto/sem informação; fundamental completo; médio completo; superior completo), trabalho remunerado na gestação (sim/não) e renda familiar (sem informação; 1º-5º quintis).

No nível intermediário, incluíram-se variáveis das características/hábitos maternos e da organização dos serviços: paridade (primípara, 1-2, ≥3 partos); IMC pré-gestacional (baixo peso, eutrofia, sobrepeso/obesidade); síndromes hipertensivas gestacionais (SHG) (não/sim); diabetes (não, pré-gestacional, gestacional); sífilis (não/sim); início do pré-natal (≤12, 13-20, 21-27, >28 semanas/sem pré-natal); adequação do número de consultas (<50%/não fez, 50-74%, 75-99%, 100%); tabagismo e etilismo na gestação (não/sim).

No nível proximal, foram incluídas a morbidade materna grave antes do parto (não/sim) e o tipo de parto (normal, fórceps/vácuo, cesariana). O sexo do recém-nascido (masculino/feminino) não integrou os níveis hierárquicos, mas foi incorporado ao modelo final por ser importante preditor da mortalidade neonatal8.

O estado nutricional pré-gestacional foi classificado pelo IMC conforme o Institute of Medicine14. As SHG seguiram a classificação da American College of Obstetricians and Gynecologists15. A morbidade materna grave (MMG) foi definida segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS)16, incluindo eventos como descolamento prematuro de placenta, rotura uterina, eclâmpsia, síndrome HELLP, hipertensão grave, edema pulmonar, insuficiência respiratória, convulsões, choque, trombocitopenia e crise tireotóxica.

Inicialmente, estimaram-se frequências absolutas e relativas das variáveis preditoras. Na análise bivariada, aplicaram-se teste qui-quadrado de Pearson, o odds ratio (OR) e os intervalos de confiança (IC) de 95%. A análise multivariada utilizou regressão logística, adotando o OR como medida de associação entre características maternas, sociodemográficas, assistência e NMN. Variáveis com p<0,25 na bivariada foram incluídas no modelo, permanecendo aquelas com p<0,05.

O estudo principal foi aprovado pelo CEP/ENSP-Fiocruz (Parecer nº 4.104.073; CAAE: 21633519.5.0000.5240), conforme a Resolução CNS 466/2012 Saúde17,18, e todas as participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido.

Resultados

Foram analisados 7.552 nascidos vivos; 940 (12,45%) preencheram critérios de NMN. Entre os pragmáticos, destacaram-se idade gestacional <33 semanas (10,85%), peso <1.750 g (10,11%) e Apgar <7 (6,06%), totalizando 17,87%. Nos critérios de manejo, 97,81% tiveram intervenção (12,17% do total), sobretudo fototerapia nas primeiras 24h (70,75%), antibióticos (37,34%) e CPAP (31,70%) (Tabela 1).

Tabela 1
Incidência de near miss neonatal total conforme os critérios pragmáticos e de manejo. Região Sudeste, 2021-2025.

No Sudeste, 67,9% dos partos ocorreram no setor público e 32,1% no privado. No público predominaram ensino médio (53,1%), fundamental (25,1%), renda mais baixa (18,5%), multíparas (47,6%) e parto normal (50,4%). No privado, ensino superior (54,4%), renda alta (52,3%), primíparas (55,8%) e cesarianas (81,3%). Hipertensão crônica (7,4%), pré-eclâmpsia (4,2%) e sífilis (8,1%) foram mais comuns no público. O pré-natal foi mais adequado no privado (85,8%) e a MMG maior no público (13,0%) (Tabela 2).

Tabela 2
Características sociodemográficas, obstétricas e da organização dos serviços de saúde segundo tipo de pagamento do parto. Região Sudeste, 2021-2025.

A Tabela 3 apresenta os resultados da análise bivariada. No nível distal, foram associados ao NMN: residência em área urbana (OR=1,74; IC95%: 1,15-2,61), idade materna ≥40 anos (OR=1,34; IC95%: 1,01-1,78) e não viver com companheiro (OR=1,43; IC95%: 1,16-1,77).

Tabela 3
Análise bivariada dos fatores sociodemográficos, características/hábitos maternos, aspectos organizacionais dos serviços de saúde, complicação obstétrica, tipo de parto e a ocorrência de near miss neonatal. Região Sudeste, 2021-2025.

No nível intermediário, o NMN se associou às síndromes hipertensivas (hipertensão crônica, OR=1,43; pré-eclâmpsia, OR=2,29; pré-eclâmpsia sobreposta, OR=2,57; hipertensão não especificada, OR=1,89), ao diabetes pré-gestacional (OR=2,76; IC95%: 1,83-4,16), à sífilis materna (OR=5,48; IC95%: 4,07-7,38), ao início tardio ou ausência de pré-natal (OR=1,97; IC95%: 1,26-3,07), à inadequação do número de consultas (OR=2,40; IC95%: 1,60-3,61), ao tabagismo (OR=2,04; IC95%: 1,55-2,69) e ao etilismo gestacional (OR=1,43; IC95%: 1,13-1,80). No nível proximal, foram associadas as seguintes variáveis: MMG (OR=2,24; IC95%: 1,81-2,77), parto por fórceps/vácuo (OR=2,51; IC95%: 1,47-4,28) e sexo masculino do recém-nascido (OR=1,23; IC95%: 1,04-1,46) (Tabela 3).

No modelo multivariado, o NMN manteve associação com residir em área urbana (ORaj=1,75; IC95%: 1,15-2,65), não viver com companheiro(a) (ORaj=1,36; IC95%: 1,11-1,67), síndromes hipertensivas (hipertensão crônica: ORaj=1,39; pré-eclâmpsia: ORaj=2,35; pré-eclâmpsia sobreposta: ORaj=2,59; hipertensão não especificada: ORaj=2,06), diabetes pré-gestacional (ORaj=2,76; IC95%: 1,78-4,28), sífilis materna (ORaj=5,44; IC95%: 3,96-7,48), inadequação do pré-natal (<50% das consultas: ORaj=2,14; IC95%: 1,44-3,18), consumo de álcool (ORaj=1,50; IC95%: 1,11-2,02), MMG antes do parto (ORaj=1,96; IC95%: 1,43-2,69), parto fórceps/vácuo (ORaj=2,39; IC95%: 1,39-4,13) e sexo masculino (ORaj=1,23; IC95%: 1,03-1,47) (Tabela 4).

Tabela 4
Regressão multivariada dos fatores sociodemográficos, características/hábitos maternos, aspectos organizacionais dos serviços de saúde, complicação obstétrica, tipo de parto e a ocorrência de near miss neonatal. Região Sudeste, 2021-2025.

Discussão

Pelo critério de Pillegi-Castro et al.7 a incidência de NMN foi 12,45%, semelhante a estudos nacionais19-21. Entre os critérios pragmáticos, predominaram prematuridade (10,85%) e baixo peso (10,11%). Estudo em hospitais de alto risco no Recife encontrou 8,59% de nascimentos <33 semanas22. A frequência de baixo peso, porém, diferiu da relatada em outras investigações23,24.

Quanto aos critérios de manejo, 97,81% dos casos de NMN tiveram alguma intervenção, indicando maior gravidade22. Em estudo com 4.571 puérperas, Assis et al.25 encontraram menores frequências de fototerapia (4%), antibióticos (3,8%) e CPAP (2,1%), enquanto Carvalho et al.26 observaram ventilação mecânica em 66,8% dos casos27. As discrepâncias refletem diferenças populacionais, critérios diagnósticos e complexidade assistencial, reforçando a necessidade de padronização e contextualização das práticas7,23,27.

Entre as variáveis socioeconômicas do modelo hierárquico, Residir em área urbana aumentou em 75% a chance de NMN (ORaj=1,75; IC95%: 1,15-2,65). Estudos reforçam o papel dos fatores sociodemográficos na morbimortalidade neonatal28,29. Em coorte nacional, hospitais situados em capitais também elevaram o risco de NMN (RRaj=1,89; IC95%: 1,40-2,55)21. Assim, mesmo com maior infraestrutura, a sobrecarga e as desigualdades urbanas podem comprometer os desfechos neonatais21,30,31.

Não viver com companheiro aumentou em 36% a chance de NMN (ORaj=1,36; IC95%: 1,11-1,67), reforçando o papel do suporte social na gestação. De forma consistente, Pereira et al.21 observaram maior ocorrência de desfechos graves entre mulheres sem vínculo conjugal, atribuída à menor adesão ao pré-natal e maiores barreiras de acesso.

A literatura aponta as morbidades maternas como fortes preditoras de desfechos neonatais graves32-34. A sífilis foi a condição mais associada ao NMN neste estudo (ORaj=5,44). Em coorte prospectiva, Kale et al.35 também identificaram risco mais que triplicado, sobretudo com pré-natal tardio ou tratamento inadequado. Reconhecida como marcador de vulnerabilidade e falhas na vigilância36,37, a sífilis congênita segue como indicador das desigualdades no cuidado pré-natal37.

A hiperglicemia materna é amplamente reconhecida como determinante da morbidade perinatal38-40. Neste estudo, o diabetes pré-gestacional quase triplicou o risco de NMN (ORaj=2,76), achado consistente com Pereira et al.21 (RRaj=2,63). As síndromes hipertensivas também elevaram o risco de NMN (ORaj=2,35 e 2,59). Evidências nacionais e internacionais mostram maior prematuridade e piores desfechos neonatais entre gestantes com hipertensão41,42, reforçando que a descompensação pressórica prejudica a perfusão placentária e aumenta o risco de hipóxia fetal43,44.

Mulheres que realizaram menos de 50% das consultas recomendadas apresentaram risco duas vezes maior de NMN (ORaj=2,14), achado consistente com a literatura45,46. Em Brasília, Modes et al.47 também observaram maior risco com menos de seis consultas (OR=2,20). Esses resultados reforçam a importância do pré-natal adequado para identificar precocemente condições maternas de risco e reduzir o NMN21,48-52.

O consumo de álcool na gestação aumentou em 50% a chance de NMN (ORaj=1,50). A literatura confirma que o etilismo materno compromete o crescimento fetal e eleva complicações neonatais neonatais53-55, apontando para a necessidade de triagem e aconselhamento no pré-natal56.

Em relação à MMG, reconhecida como fator de risco para desfechos neonatais adversos, este estudo identificou aumento de 1,96 vez na chance de NMN, em consonância com a literatura57,58. De forma similar, coorte prospectiva em Uganda, com 220 mulheres, mostrou que a MMG quadruplicou o risco de desfechos perinatais adversos (RRaj=4,02; IC95%: 2,32-6,98), como prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de terapia intensiva neonatal59.

O parto instrumental por fórceps ou vácuo aumentou em 2,39 vezes a chance de NMN, indicando que intervenções obstétricas de emergência refletem maior gravidade clínica60,61.

O sexo masculino também se associou ao risco de NMN (ORaj=1,23), devido à maior vulnerabilidade biológica, como imaturidade pulmonar e maior propensão ao desconforto respiratório e prematuridade62. Assim, o sexo deve compor modelos de ajuste e análises de vigilância neonatal, considerando também influências sociais e assistenciais63.

Embora este estudo seja regional, seus achados dialogam com os de Pereira et al.21 ao confirmar o papel central das síndromes hipertensivas e do diabetes pré-gestacional no NMN.

Entretanto, diferentemente do estudo supracitado, no qual nenhuma variável do nível distal (sociodemográfico) apresentou associação significativa com o desfecho, nesta investigação observaram-se fortes associações com fatores sociodemográficos, indicando uma mudança no perfil de vulnerabilidade das gestantes. Se anteriormente predominavam fatores clínicos e assistenciais, neste estudo os determinantes sociais passaram a exercer influência relevante sobre a ocorrência do NMN.

Houve ainda maior influência de condições maternas graves e de aspectos relacionados ao cuidado intraparto. As diferenças entre os estudos sugerem avanços no reconhecimento e manejo das condições clínicas tradicionalmente associadas ao NMN, entretanto, evidenciam a persistência e o aprofundamento de iniquidades de natureza territorial, social e assistencial. No presente estudo, a maior chance de NMN entre residentes em área urbana e entre mulheres que não viviam com companheiro(a), bem como a associação com pré-natal inadequado, sífilis materna e consumo de álcool durante a gestação, indicam que o desfecho permanece socialmente determinado e desigualmente distribuído.

Tais achados revelam desigualdades evitáveis relacionadas às condições de vida, ao suporte social e à oportunidade e qualidade da atenção pré-natal e intraparto, que incidem de maneira desproporcional sobre grupos em maior vulnerabilidade social. Reforça-se a necessidade de ações intersetoriais para ampliar o acesso e a qualidade do pré-natal, qualificar o parto e manejar precocemente comorbidades, reduzindo o NMN e a morbimortalidade evitável.

Referências

  • 1 Chafik K, Barich F, Aslaou F, Laamiri FZ, Barkat A. The evolution of the criteria for identifying neonatal near miss: a systematic review. Turk J Pediatr 2023; 65(2):181-193.
  • 2 Lopes ASA, Cariry EL, Leite DF, Santana LB, Silva JRS, Santos VS, Gurgel RQ. Early-life mortality rates in Brazil and progress toward meeting related sustainable development goals: a nationwide population study. Lancet Reg Health 2025; 47:101133.
  • 3 United Nations Children's Fund (UNICEF). Child Mortality Estimates: Brazil Neonatal Mortality Rate, 2023-2024. New York: UNICEF; 2024.
  • 4 World Health Organization (WHO). Neonatal mortality rate (per 1000 live births). Geneva: WHO; 2024.
  • 5 Medeiros PB, Bailey C, Andrews C, Liley H, Gordon A, Flenady V. Neonatal near miss: A review of current definitions and the need for standardisation. Aust N Z J Obstet Gynaecol 2022; 62(3):358-363.
  • 6 Medeiros PB, Bailey C, Pollock D, Liley H, Gordon A, Andrews C, Flenady V. Neonatal near-miss audits: a systematic review and a call to action. BMC Pediatr 2023; 23(1):573.
  • 7 Pileggi-Castro C, Camelo JS Jr, Perdoná GC, Mussi-Pinhata MM, Cecatti JG, Mori R, Morisaki N, Yunis K, Vogel JP, Tunçalp Ö, Souza JP, on behalf of the WHO Multicountry Survey on Maternal and Newborn Health Research Network. Development of criteria for identifying neonatal near-miss cases: analysis of two WHO multicountry cross-sectional studies. BJOG 2014; 121(Supl. 1):110-118.
  • 8 Kale PL, Mello-Jorge MHP, Silva KS, Fonseca SC. Neonatal near miss and mortality: factors associated with life-threatening conditions in newborns at six public maternity hospitals in Southeast Brazil. Cad Saude Publica 2017; 33(4):e00179115.
  • 9 Rocha NM, Kale PL, Fonseca SC, Brito ADS. Neonatal near miss and mortality and associated factors: a cohort study of births in the city of Rio de Janeiro, RJ, Brazil. Rev Paul Pediatr 2022; 41:e2021302.
  • 10 Silva JMP, Kale PL, Fonseca SC, Nantes T, Alt NN. Factors associated with severe maternal, fetuses and neonates' outcomes in a university hospital in Rio de Janeiro State. Rev Bras Saude Mater Infant 2023; 23:e20220135.
  • 11 Theme Filha MM, Baldisserotto ML, Leite TH, Mesenburg MA, Fraga ACSA, Bastos MP, Domingues RMSM, Gama SGN, Bittencourt SA, Nakamura-Pereira M, Estevs-Pereira AP, Leal MC. Nascer no Brasil II: protocolo de investigação da saúde materna, paterna e da criança no pós-parto. Cad Saude Publica 2024; 40(4):e00249622.
  • 12 Leal MC, Esteves-Pereira AP, Bittencourt SA, Domingues RMSM, Theme Filha MM, Leite TH, Ayres BVS, Baldisserotto ML, Nakamura-Pereira M, Moreira MEL, Gomes MASM, Dias MAB, Takemoto MLS, Pacagnella RC, Gama SGN. Protocolo do Nascer no Brasil II: Pesquisa Nacional sobre Aborto, Parto e Nascimento. Cad Saude Publica 2024; 40(4):e00036223.
  • 13 Lima S, Carvalho ML, Vasconcelos AGG. Proposta de modelo hierarquizado aplicado à investigação de fatores de risco de óbito infantil neonatal. Cad Saude Publica 2008; 24(8):1910-6.
  • 14 Institute of Medicine; National Research Council. Weight Gain During Pregnancy: Reexamining the Guidelines. Washington, D.C.: National Academies Press; 2009.
  • 15 American College of Obstetricians and Gynecologists. Gestational hypertension and preeclampsia: ACOG Practice Bulletin, Number 222. Obstet Gynecol 2020; 135(6):e237-e260.
  • 16 Say L, Souza JP, Pattinson RC. Maternal near miss: towards a standard tool for monitoring quality of maternal health care. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2009; 23:287-296.
  • 17 Brasil. Ministério da Saúde (MS). Conselho Nacional de Saúde (CNS). Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Diário Oficial da União 2013; 13 jun.
  • 18 Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nascer no Brasil II: inquérito nacional sobre perdas fetais, partos e nascimentos. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2020.
  • 19 Silva GA, Rosa KA, Saguier ESF, Henning E, Mucha F, Franco SC. Estudo de base populacional sobre a prevalência de near miss neonatal em município do Sul do Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant 2017; 17(1):169-177.
  • 20 Lopes FNB, Gouveia APM, Carvalho OMC, Viana Júnior AB, Leite ÁJM, Araujo Júnior E. Associated factors with neonatal near miss in twin pregnancies in a public referral maternity unit in Brazil. J Turk Ger Gynecol Assoc 2021; 22(1):12-21.
  • 21 Pereira TG, Rocha DM, Fonseca VM, Moreira MEL, Gama SGN. Fatores associados ao near miss neonatal no Brasil. Rev Saude Publica 2020; 54:123.
  • 22 França KEX, Vilela MBR, Frias PG, Chaves MA, Sarinho SW. Near miss neonatal em hospitais de referência para gestação e parto de alto risco: estudo transversal. Cad Saude Publica 2021; 37(6):e00196220.
  • 23 Santos P, Cecatti JG, Serruya SJ, Almeida PV, Duran P, Mucio Bd, Pileggi-Castro C; PAHO Neonatal Near Miss Working Group. Neonatal near miss: the need for a standard definition and appropriate criteria and the rationale for a prospective surveillance system. Clinics 2015; 70(12):820-826.
  • 24 Brasil DRPA, Vilela MBR, França KEX, Sarinho SW. Neonatal morbidity near miss in tertiary hospitals in a capital of Northeast Brazil. Rev Paul Pediatr 2019; 37(3):275-282.
  • 25 Assis TSC, Martinelli KG, Gama SGN, Santos Neto ET. Associated factors of neonatal near miss among newborns of adolescent mothers in Brazil. Rev Esc Enferm USP 2022; 56:e20210359.
  • 26 Carvalho OMC, Junior ABV, Augusto MCC, Xavier ATO, Gouveia APM, Lopes FNB, Carvalho FHC. Factors associated with neonatal near miss and death in public referral maternity hospitals. Rev Bras Saude Mater Infant 2020; 20(3):839-850.
  • 27 Silva AAM, Leite AJM, Lamy ZC, Moreira MEL, Gurgel RQ, Cunha AJLA, Leal MC. Neonatal near miss in the Birth in Brazil survey. Cad Saude Publica 2014; 30(Supl. 1):S182-S191.
  • 28 Faruk MO, Zahangir MS, Akhter S, Prome JF, Akter N, Tasnim J. A review of the impact of socio-economic, demographic and cultural factors on child mortality. Discov Public Health 2025; 22:141.
  • 29 Kale PL, Fonseca SC. Age-specific neonatal mortality and associated factors in the 2021 state of Rio de Janeiro (Brazil) birth cohort. Rev Bras Epidemiol 2022; 25:e220038.
  • 30 Silva MLM, Oliveira NN, Ferdin A, Galdino MJQ, Melo EC, Oliveira RR. Análise espacial do near miss neonatal e fatores contextuais no Paraná, Brasil (2020-2022). Rev Bras Saude Mater Infant 2025; 28(2):317-329.
  • 31 Rocha PRH, Bettiol H, Confortin SC, Bazo G, Aristizábal LYG, Simões VMF, Matijasevich A, Santos IS, Silveira MF, Cavalli RC, Silva AAM, Barbieri MA. Fatores associados ao near miss neonatal: coortes de nascimentos de três cidades brasileiras. Cien Saude Colet 2022; 27(7):4663-4674.
  • 32 Goyomsa GG, Deriba BS, Wadejo MM, Debela SA, Amhare AF. Magnitude of neonatal near miss and associated factors among newborns delivered at North Shewa zone public hospitals, Ethiopia. Front Public Health 2022; 10:979636.
  • 33 Colomar M, Mucio B, Sosa C, Gomez R, Mainero L, Souza RT, Costa ML, Luz AG, Sousa MH, Cruz CM, Chevez LM, Lopez R, Carrillo G, Rizo U, Saint Hillaire EE, Arriaga WE, Guadalupe RM, Ochoa C, Gonzalez F, Castro R, Stefan A, Moreno A, Serruya SJ, Cecatti JG. Neonatal outcomes according to different degrees of maternal morbidity: evidence from the CLAP network. Glob Health Action 2023; 16(1):2269736.
  • 34 Mengistu TS, Turner JM, Flatley C, Fox J, Kumar S. The impact of severe maternal morbidity on perinatal outcomes in high income countries: systematic review and meta-analysis. J Clin Med 2020; 9(7):2035.
  • 35 Kale PL, Mello-Jorge MHP, Silva KS, Fonseca SC. Neonatal near miss and mortality: factors associated with life-threatening conditions in newborns at six public maternity hospitals in Southeast Brazil. Cad Saude Publica 2017; 33(4):e00179115.
  • 36 Silva KAG, Oliveira KCPN, Almeida DM, Sobrinha ES, Santos EA, Melo GC, Santos RSP. Desfechos em fetos e RN expostos a infecções na gravidez. Rev Bras Enferm 2021; 74(3):e20200236.
  • 37 Esméria Neta M, Silva CSO, Silva Junior RF, Eleutério TP, Holzmann APF, Ruas EFG, Marques LO. Prevalence and associated factors with syphilis in pregnant women attended in primary health care in a city in the Southeast, Brazil. Rev. Bras Saude Mater Infant 2024; 24:e20230188.
  • 38 Yang F, Liu H, Ding C. Gestational diabetes mellitus and risk of neonatal respiratory distress syndrome: a systematic review and meta-analysis. Diabetol Metab Syndr 2024; 16(1):294.
  • 39 Costa LMO, Rocha Neta RDO, Silva ZP, Souza MVC, Piovezan AP, Andrade ILXC, Lins JVM, Soares BNP. Complicações obstétricas e neonatais relacionadas ao diabetes mellitus gestacional: revisão integrativa. LEV 2024; 15(43):9266-9283.
  • 40 Battarbee AN, Venkatesh KK, Aliaga S, Boggess KA. The association of pregestational and gestational diabetes with severe neonatal morbidity and mortality. J Perinatol 2020; 40(2):232-239.
  • 41 Pereira JC, Pereira Junior AC, Martins EF, Couto BRGM, Souza KV, Rezende EM. Desfechos neonatais desfavoráveis: um estudo de base hospitalar. Rev Med Minas Gerais 2024; 34:e-34101.
  • 42 Bromfield SG, Ma Q, DeVries A, Inglis T, Gordon AS. The association between hypertensive disorders during pregnancy and maternal and neonatal outcomes: a retrospective claims analysis. BMC Pregnancy Childbirth 2023; 23(1):514.
  • 43 Herrera CL, Wang Y, Udayakumar D, Xi Y, Do QN, Lewis MA, Owen DM, Fei B, Spong CY, Twickler DM, Madhuranthakam AJ. Longitudinal assessment of placental perfusion in normal and hypertensive pregnancies using pseudo-continuous arterial spin-labeled MRI. Eur Radiol 2023; 33(12):9223-9232.
  • 44 Guida JPS, Dias TZ, Lajos GJ, Nomura ML, Pacagnella RC, Tedesco RP, Rehder PM, Haddad S, Sousa MH, Passini Junior R, Cecatti JG, Costa ML. Hypertensive disorders during pregnancy as a major cause of preterm birth and adverse perinatal outcomes. Einstein (Sao Paulo) 2024; 22:eAO0514.
  • 45 Ferreira FM, Venâncio KCMP, Narchi NZ. Network care: relationship between prenatal care adequacy and hospital obstetric care in a cross-sectional study. Rev Esc Enferm USP 2022; 56:e20220011.
  • 46 Vale CCR, Almeida NKO, Almeida RMVR. Association between prenatal care adequacy indexes and low birth weight outcome. Rev Bras Ginecol Obstet 2021; 43(4):256-263.
  • 47 Modes PSSA, Gaíva MAM, Andrade ACS, Fujimori E. Near miss neonatal em capital do Centro-Oeste brasileiro: estudo caso-controle. Cien Saude Colet 2024; 29(1):e17462022.
  • 48 Anggondowati T, El-Mohandes AAE, Qomariyah SN, Kiely M, Ryon JJ, Gipson RF, Zinner B, Achadi A, Wright LL. Maternal characteristics and obstetrical complications impact neonatal outcomes in Indonesia: a prospective study. BMC Pregnancy Childbirth 2017;17(1):100.
  • 49 Crequit S, Chatzistergiou K, Bierry G, Bouali S, La Tour AD, Sgihouar N, Renevier B. Association between social vulnerability profiles, prenatal care use and pregnancy outcomes. BMC Pregnancy Childbirth 2023; 23(1):465.
  • 50 Modes PSSA, Gaíva MAM, Andrade ACS, Guimarães LV. Factors associated with neonatal near miss in a Midwest capital in Brazil. Rev Bras Saude Mater Infant 2023; 23:e20210244.
  • 51 Defilipo ÉC, Chagas PSC, Drumond CM, Ribeiro LC. Factors associated with premature birth: a case- control study. Rev Paul Pediatr 2022; 40:e2020486.
  • 52 Silva AAD, Leite LOB, Azevedo WF. Assistência pré- natal e desfechos neonatais em RN pré-termos tardios. Braz J Health Rev 2025; 8(5):e82845.
  • 53 Popova S, Dozet D, Temple V, Riddell C, Yang C. A population-based study on women who used alcohol during pregnancy and their neonates in Ontario, Canada. Children (Basel) 2024; 11(8):993.
  • 54 Negrão MEA, Rocha PRH, Saraiva MCP, Barbieri MA, Simões VMF, Batista RFL, Ferraro AA, Bettiol H. Association between tobacco and/or alcohol consumption during pregnancy and infant development: BRISA Cohort. Braz J Med Biol Res 2021; 54(1):10252.
  • 55 Pielage M, El Marroun H, Odendaal HJ, Willemsen SP, Hillegers MHJ, Steegers EAP, Rousian M. Alcohol exposure before and during pregnancy is associated with reduced fetal growth: the Safe Passage Study. BMC Med 2023; 21(1):318.
  • 56 Muggli E, Halliday J, Elliott EJ, Anderson PJ, Penington A, Spittle A, Forster DA, Lewis S, Elliott EJ, Anderson PJ. Low to moderate prenatal alcohol exposure and neurodevelopment in early school-aged children. Sci Rep 2024; 14:7302.
  • 57 Domingues RMSM, Dias MAB, Nakamura-Pereira M, Pacagnella RC, Lansky S, Gama SGN, Esteves-Pereira AP, Bittencourt SA, Miranda Theme Filha M, Ayres BVDS, Baldisserotto ML, Leite TH, Leal MDC. Mortalidade perinatal, morbidade materna grave e near miss materno: protocolo da pesquisa Nascer no Brasil II. Cad Saude Publica 2024; 40(4):e00248222.
  • 58 Ferreira MES, Coutinho RZ, Queiroz BL. Morbimortalidade materna no Brasil e a urgência de um sistema nacional de vigilância do near miss materno. Cad Saude Publica 2023; 39(8):e00013923.
  • 59 Jjuuko M, Lugobe HM, Migisha R, Agaba DC, Tibaijuka L, Kayondo M, Ngonzi J, Kalyebara PK, Kanyesigye H. Maternal near miss as a predictor of adverse perinatal outcomes: findings from a prospective cohort study in Uganda. BMC Pregnancy Childbirth 2024; 24:42.
  • 60 Chawanpaiboon S, Titapant V, Pooliam J. Neonatal complications and risk factors associated with assisted vaginal delivery. Sci Rep 2024; 14:11960.
  • 61 Muraca GM, Ralph LE, Christensen P, D'Souza R, Geoffrion R, Lisonkova S, Joseph KS. Maternal and neonatal trauma during forceps and vacuum-assisted vaginal delivery. BMJ 2023; 383:e073991.
  • 62 Aliyi AA, Deyessa N, Dilnessie MY. Effect of maternal near miss on neonatal mortality in selected hospitals: prospective cohort study, Ethiopia. SAGE Open Med 2021; 9:20503121211042219.
  • 63 Aristizábal LYG, Rocha PRH, Confortin SC, Simões VMF, Bettiol H, Barbieri MA, Silva AAM. Associação entre quase-forte neonatal e desenvolvimento infantil: coortes de nascimento BRISA. BMC Pediatr 2023; 23(1):125.
  • Declaração de disponibilidade de dados
    Os dados de pesquisa estão disponíveis mediante solicitação ao autor de correspondência.
  • Editores-chefes:
    Maria Cecília de Souza Minayo, Romeu Gomes, Antônio Augusto Moura da Silva, Vania de Matos Fonseca

Disponibilidade de dados

Os dados de pesquisa estão disponíveis mediante solicitação ao autor de correspondência.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    17 Ago 2026
  • Data do Fascículo
    Ago 2026

Histórico

  • Recebido
    17 Abr 2026
  • Aceito
    27 Abr 2026
  • Publicado
    29 Abr 2026
location_on
ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Av. Brasil, 4036 - sala 700 Manguinhos, 21040-361 Rio de Janeiro RJ - Brazil, Tel.: +55 21 3882-9153 / 3882-9151 - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: cienciasaudecoletiva@fiocruz.br
rss_feed Acompañe los números de esta revista en su lector de RSS
Ir para arriba Notificar error