Autoestima e comportamentos de saúde bucal em adolescentes

Carolina Thaiza Costa Pazos Silvia Carréra Austregésilo Paulo S. A. de Goes Sobre os autores

Resumo

Este estudo investigou a mediação da autoestima nos comportamentos de saúde bucal dos adolescentes. Para avaliar a autoestima usou-se a escala de Rosenberg, já as características sociodemográficas e comportamentais foram analisadas por questões validadas em outros inquéritos. Com exceção da alimentação, a maior proporção dos adolescentes possuía bons comportamentos de saúde bucal. O número de adolescentes com alto nível de autoestima foi relevantemente menor que aqueles com baixa autoestima. A utilização dos serviços odontológicos, embora associado ao alto nível de autoestima, perdeu significância após ajustado pelo sexo, idade e escovação dos dentes. Porém, a análise de regressão logística múltipla, através das estimativas não-ajustadas e ajustadas com seus respectivos Intervalos de Confiança de 95%, evidenciou associação da autoestima com idade (p-valor=0,001) e frequência de escovação (p-valor=0,019). Independente do sexo, escolares maiores de 16 anos e com autoestima elevada, escovam seus dentes com maior frequência, adquirindo, possivelmente, melhor saúde bucal. Isto confirma a modulação da autoestima sobre os comportamentos de saúde bucal, e atesta a necessidade de implementar a análise e o exercício desse fator psicossocial na assistência à saúde bucal dos jovens.

Palavras-chave
Autoestima; Comportamentos saudáveis; Saúde bucal; Adolescente

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