| Bartlett-Healy et al.15/ Estados Unidos/ 2011 |
Experimental/ Inglês |
O estudo abrangeu três comunidades. Em uma os professores do ensino fundamental foram capacitados e receberam materiais para realizar educação em saúde; todas as crianças que participaram receberam um “take-home ovitra” para coletar ovos do mosquito e instruções de como contar ovos e como fazer upload dos dados em um site da internet contendo diversos jogos informáticos. Na segunda comunidade a atividade foi direcionada aos adultos, os quais receberam folhetos educativos ao longo da primavera e verão. Na terceira não houve nenhuma intervenção |
Não houve diferenças significativas na redução dos focos do mosquito em relação às comunidades que realizaram as ações educativas e aqueles que não recebem. O grupo em que se utilizou site apresentou uma diferença significativa no comportamento |
| Cáceres-Manrique et al.16/ Colômbia/ 2010 |
Experimental/ Espanhol |
O estudo foi realizado em quatro distritos. Em dois houve intervenção enquanto dois eram controles. A intervenção consistiu em visitas domiciliares para investigação dos conhecimentos, práticas e apropriação da população. Posteriormente se realizou uma estratégia educativa direcionada aos líderes comunitários para capacitá-los para conduzir ações de vigilância, prevenção e controle vetoriais |
A intervenção foi eficaz. Houve uma redução da taxa larval de 20% e prevalência da Dengue de 4,5%, nos locais de intervenção. Nos controles a taxa larval foi de 15,9% e a prevalência da Dengue foi de 6,7% |
| Contreras et al.17/ Cuba/ 2012 |
Quase experimental/ Espanhol |
O estudo avaliou o impacto de uma intervenção educativa abordando Dengue, direcionada aos profissionais que atuam no combate vetorial de três comunidades. A estratégia educativa consistiu em conferências, seguida de workshops da temática e entrega de uma brochura aos participantes. O grau de conhecimentos foi medido antes e depois da intervenção |
A estratégia educacional foi eficaz por elevar o nível de conhecimento dos profissionais, nas questões referente às ações de controle vetoriais |
| Hernández-Suárez e Mendoza-Cano18/ México/ 2016 |
Quase experimental/ Inglês |
A estratégia utilizada no estudo consistiu em uma campanha para formação de zeladores de escolas primárias, antes de iniciar o ano letivo, para localizar e evitar os locais de reprodução dos mosquitos. A estratégia durou em média 2,5 horas. Durante o treinamento foi usando slides, seguido de uma visita aos lugares típicos dentro de escolas onde o mosquito pode se reproduzir e viver |
Foi obtida uma redução de 45% na incidência de Dengue em relação ao ano anterior, nas escolas em que se realizou a formação dos zeladores das escolas |
| Silva et al.19/ Brasil/ 2013 |
Quase experimental/ Português |
O estudo foi realizado em escolas públicas e residências, em que foram feitas visitas domiciliares pelos pesquisadores junto aos agentes de endemias para observar a situação dos quintais e preencher um checklist. A partir disso, os pesquisadores puderam definir ações educativas para serem realizadas nas escolas que pudessem ampliar os conhecimentos dos estudantes acerca da prevenção e controle vetorial, fundamentada nos pressupostos da aprendizagem significativa. A ação educativa incluiu os seguintes componentes: aula expositiva, ministrada pelos pesquisadores; distribuição de um recurso preventivo “Evidengue®” e um folheto informativo. Após a ação educativa na escola, foram realizadas outras duas visitas das residências para verificar a situação das residências e adesão do Evidengue®, preenchendo novamente um checklist
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A atividade educativa demonstrou um potencial para o controle do vetor. Na primeira visita 89,3% das casas havia presença de algum recipiente propício à reprodução do vetor da Dengue. Após o desenvolvimento das ações educativas, na segunda e terceira visitas, o número de focos diminuiu para (70,0%) e (68,0%) respectivamente |
| Torres et al.20/ México/ 2014 |
Quase experimental/ Espanhol |
O estudo avaliou uma intervenção educativa com uma população de 3.124 alunos, dos quais participaram da intervenção 1.562, os demais constituíram o grupo controle. Aplicou-se um inquérito sobre conhecimentos, atitudes e práticas antes e depois da estratégia educativa. A estratégia consistiu em uma conversa de cerca de 60 minutos, com ênfase na participação dos alunos no autocuidado e prevenção e controle de vetores. Foi apresentado o Aedes in vivo, seguido de um passeio nos pátios das escolas para identificar e registrar os tipos de recipientes capazes de servir de focos de reprodução do mosquito |
Os participantes da intervenção obtiveram aumento significativo de conhecimentos, atitudes e práticas, com diferença estatística significativa em todos os itens avaliados, em comparação ao grupo controle |