Aspectos clínicos e epidemiológicos dos acidentes escorpiônicos na região do nordeste do Brasil

Os acidentes escorpiônicos constituem um grave problema de saúde pública em países tropicais e subtropicais. Este estudo retrospectivo analisou as notificações dos acidentes escorpiônicos registrados no Sistema de Saúde do município de Campina Grande, no estado da Paraíba, de 2007 a 2012. As informações foram coletadas do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde. Foram analisadas 2283 fichas de notificação. Os dados revelaram que a maioria dos acidentados é do sexo feminino, com idade entre 20 e 29 anos. Os acidentes foram mais frequentes em área urbana, sendo os pés e as mãos os locais anatômicos do corpo mais atingidos pelas picadas. A soroterapia não foi administrada na maioria dos acidentados e as vítimas prevalentemente recorreram aos sistemas de saúde dentro do período de 1 a 3 horas após o acidente. As manifestações clínicas mais frequentes foram dor, edema e parestesias. A maioria dos acidentes foi classificada como leve, porém foram registrados 7 casos de óbito. A elevada taxa de incidência de acidentes escorpiônicos sugere que esse município pode ser uma área endêmica de escorpiões, justificando a necessidade da elaboração de estratégias de controle e prevenção de acidentes por estes animais.

Paraíba; Picada de escorpiões; Envenenamento humano; Escorpiões; Epidemiologia; Saúde Pública


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