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Violência infantil: uma análise das notificações compulsórias, Brasil 2011

Este artigo tem por objetivo analisar notificações de violências contra crianças entre 0 a 9 anos, registradas pelos serviços públicos de saúde no Brasil. Utilizaram-se os dados do Sistema da Vigilância de Violências e Acidentes (Viva/SINAN); foram calculadas frequências de variáveis selecionadas segundo grupo etário (0 a 1; 2 a 5, 6 a 9 anos) e Razões de Prevalências. Foram notificados 17.900 casos, 33% no grupo de 0 a 1, 35,8% no de 2 a 5 e 31,2% no de 6 a 9 anos. Violência física predominou nos meninos (RP: 1,22; IC95%: 1,16-1,28), de 6 a 9 anos (RP: 1,19; IC95%:1,12-1,27). Violência sexual predominou em meninas, cor parda/preta (RP: 1,12; IC: 95%: 1,06-1,19), de 6 a 9 anos (RP: 4,63; IC 95%: 4,22-5,08) e com maior chance de ocorrer no domicilio (RP: 1,38; IC: 95%: 1,29-1,48); violência psicológica prevaleceu em meninas, de cor parda/preta (RP: 1,10; IC 95%: 1,03-1,18), de 6 a 9 anos (RP: 2,95; IC 95%: 2,69-3,23), no domicilio (RP: 1,40; IC 95%: 1,29-1,53); negligência predominou em meninos (RP: 1,33; IC 95%:1,27-1,39), 0 a 1 ano; os pais foram os autores mais prevalentes. Os resultados apontam a necessidade do fortalecer ações intersetoriais visando ampliar a rede de proteção social.

Violência doméstica; Abuso infantil; Epidemiologia; Notificação de violência


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