Poluentes do ar e internações devido a doenças cardiovasculares em São José do Rio Preto, Brasil

Kátia Cristina Cota Mantovani Luiz Fernando Costa Nascimento Demerval Soares Moreira Luciana Cristina Pompeo Ferreira da Silva Vieira Nicole Patto Vargas Sobre os autores

Resumo

O presente estudo teve como objetivo estimar os efeitos de poluentes ambientais sobre o número de internações por doenças cardiovasculares. Foi um estudo ecológico com dados de internações hospitalares de residentes em São José do Rio Preto, São Paulo, Brasil, com diagnóstico nas categorias de I-00 a I-99, entre 01/10/11 e 30/09/12. Os poluentes analisados foram partículas finas (PM2,5), ozônio, monóxido de carbono, óxido de nitrogênio e dióxido de nitrogênio. Foram estimados pelo modelo CCATT-BRAMS. O uso do modelo aditivo de regressão de Poisson foi utilizado para estimar associação entre a exposição ao PM2,5 e internação por doença cardiovascular. Foram calculados os excessos de internação e os gastos por estas doenças. Observou-se que a exposição ao PM2,5 no quinto dia após a exposição (lag 5) foi significativo para internação e aumentou em 15 ppts segundo incremento de 10µg /m3 na concentração de PM2,5. Foram identificadas 650 internações evitáveis com custos da ordem de R$ 1,9 milhão. Desse modo, foi possível identificar associação entre exposição ao PM2,5 e internações devido a doenças cardiovasculares em cidades de médio porte como São José do Rio Preto fornecendo subsídios aos gestores municipal e regional de Saúde.

Poluentes do ar; Material particulado; Doenças cardiovasculares; Custos hospitalares; Modelos matemáticos

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