Transtornos mentais entre trabalhadores da área da saúde no Brasil

Berenice Scaletzky Knuth Ricardo Azevedo da Silva Jean Pierre Oses Vinicius Augusto Radtke Rafaela Abreu Cocco Karen Jansen Sobre os autores

Resumo

Este artigo tem por objetivo verificar a prevalência de transtornos mentais comuns (TMC) e Depressão entre Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e trabalhadores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Estudo descritivo transversal, tendo como população alvo os Agentes Comunitários de Saúde e os trabalhadores dos Centros de Atenção Psicossocial, vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas, RS, Brasil. A presença de transtornos mentais comuns foi considerada quando o Self Report Questionnaire (SRQ) > 7 e a ocorrência de depressão quando Beck Depression Inventory II (BDI II) > 12. No total, 257 profissionais participaram do estudo. Dentre os profissionais da saúde mental (n = 119), a prevalência de TMC foi de 25,2% e de depressão de 23,5%. Já a prevalência de TMC foi de 48,6% e de depressão de 29,0% entre os ACS (n = 138). A proporção de TMC entre os dois grupos de profissionais foi estatisticamente diferente (p < 0.001). Neste estudo, pode-se observar que os profissionais dos CAPS estão mais adaptados às questões laborais, percebem-se com menor prejuízo para a saúde decorrente do trabalho e também apresentaram menor prevalência de transtornos mentais quando comparados aos ACS.

Palavras-chave
Profissionais da saúde; Transtornos mentais comuns; Depressão; Agente comunitário de saúde; Centro de Atenção Psicossocial

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