Tendência da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis nas unidades federadas brasileiras

Carla Guimarães Alves Otaliba Libânio de Morais NetoSobre os autores

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) apresentam alta carga de mortalidade, principalmente nos países de baixa-média renda. Os principais grupos são: doenças do aparelho circulatório (DAC), doenças respiratórias crônicas (DRC), neoplasias e diabetes. O Plano de Ações para o Enfrentamento das DCNT no Brasil, 2011-2022 estabeleceu meta de redução da mortalidade prematura por DCNT em 2% ao ano. O objetivo do presente estudo foi analisar a tendência da mortalidade prematura e apontar cenários de cumprimento da meta pelas Unidades Federadas (UF). Realizou-se análise de série temporal das taxas padronizadas de mortalidade entre 2000-2011 utilizando modelo de regressão linear. Estimou-se as taxas de incremento médio anual da mortalidade e Intervalo de Confiança (95%) e categorizou-se as UF com cenários favoráveis e desfavoráveis para atingir as metas. As UF com cenários favoráveis foram: para as DAC - Distrito Federal, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Paraná. Para as DRC - Amazonas, Distrito Federal e Paraná. Para as Neoplasias e Diabetes, todas as UF apresentaram cenários desfavoráveis. A articulação das três esferas de governo permitirá o reforço das intervenções direcionadas para os determinantes das DCNT e para garantir acesso e qualidade da atenção.

Doença crônica; Epidemiologia; Mortalidade prematura


ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva Av. Brasil, 4036 - sala 700 Manguinhos, 21040-361 Rio de Janeiro RJ - Brazil, Tel.: +55 21 3882-9153 / 3882-9151 - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: cienciasaudecoletiva@fiocruz.br