| Brug et al., 19929 |
HETZEL (1989)25 |
35% dos homens tinham 1/24 h baixa, 36% tinham um I/Cr baixa e 18% tinham um I/kg baixo. Entre as mulheres, esses percentuais foram 64%, 33% e 26%. |
I/Cr e I/kg são melhores indicadores para o estado nutricional de iodo, pois levam em consideração a estrutura e composição corporal. |
| Cherinet, Kelbess, 200012 |
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
53,3% dos escolares apresentaram bócio, sendo a prevalência maior em crianças que vivem em aldeias com água contaminada e com baixo conteúdo de iodo. |
O melhor indicador para avaliar o estado nutricional de iodo na população é a iodúria, pois reflete a ingestão de iodo atual. |
| Eltom et al, 200013 |
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
A Tg foi maior no terceiro trimestre de gestação e inferior para gestantes suecas quando comparadas às sudanesas. A CUI foi maior nas gestantes suecas. |
A Tg é um indicador mais sensível para deficiência de iodo do que o TSH durante a gravidez. |
| Costante et al., 200214
|
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
A prevalência de bócio nos meninos foi de 28,2%, e nas meninas de 42,8%. Em 14,8% dos recém-nascidos do interior os níveis de TSH foram > 5 µU/ml. A iodúria média dos escolares do interior foi de 53,8 ± 43,4 µg/l, e no nível do mar foi de 89,6 ± 59,8 µg/l. |
TSH neonatal é sensível para a vigilância da deficiência de iodo. E a iodúria é o indicador útil para avaliar a gravidade de deficiência de iodo. |
| Delange et al., 200215
|
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
As concentrações de iodo variaram de 111 a 540 µg/l nos adultos. A CUI foi de 100 a 199µg em 48% dos escolares, indicando suficiência iódica. |
A CUI varia durante o dia e de um dia para outro, por isso uma única medição não é representativa do estado nutricional individual. |
| Skeaff, Thomson, Gibson, 200216 |
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26; WHO, ICCIDD (1997)28 |
51% dos escolares não utilizavam sal iodado, 3,6% tiveram níveis de CUI inferiores a 2 mg/dl e 79,7% superiores a 10 mg/dl, indicando deficiência leve de iodo; 3% apresentaram volume da tiroide anormal. |
O volume da tireoide é variável na infância. E a limitação para utilizar a ultrassonografia para medir o volume da tireoide em crianças se deve a não haver pontos de corte para a classificação. |
| Simsek et al., 200317 |
WHO, ICCIDD (1997)28 |
A CUI foi grave em 38% dos escolares, moderada em 21% e leve em 16%. O percentil da altura para os escolares com deficiência grave foi de 23 cm, moderada foi de 30 cm e leve de 44 cm. A Tg média foi de 22,1 ng/ml. Os níveis de FT4 nos escolares com deficiência de iodo grave foi 1,04 ng/dl, moderada foi de 1,14 ng/dl e leve de 1,19 ng/dl. |
O percentil da altura e a Tg podem ser indicadores sensíveis para demonstrar o efeito crônico da deficiência de iodo em crianças. FT4 e Tg são mais sensíveis para classificar a gravidade da deficiência de iodo. |
| Soldin et al., 200418 |
SOUKHOVA, SOLDIN, SOLDIN (2004)29 |
As concentrações de TSH, T3 e T4 são maiores durante a gravidez do que no pós-parto. T4 permaneceu estável durante a gravidez e T3 aumentou a cada trimestre. FT4 foi menor durante a gravidez do que no período pós-parto. A Tg foi mais alta durante o terceiro trimestre. |
T3, FT4, TSH e Tg tendem a mudar ao longo da gestação, por isso não são bons indicadores de deficiência de iodo. |
| Santiago et al., 200511 |
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
60,1% dos escolares consomem sal iodado. A CUI foi de 102,9 µg (adequada). Porém na zona rural e em crianças que não consomem sal iodado a CUI foi inferior a 100 µg (moderada). Em 19,2% dos escolares a CUI foi inferior a 50 µg (grave). |
A CUI é o melhor indicador para avaliar a deficiência de iodo e o progresso da iodação do sal em escolares, pois reflete a ingestão atual de iodo. |
| Soldin, Tractenberg, Pezzullo, 200519 |
WHO, UNICEF, ICCIDD (1994)26 |
A CUI foi menor em mulheres em comparação aos homens da mesma faixa etária. T4 foi maior nas mulheres em comparação aos homens. As medianas e médias da CUI e T4 foram maiores nas gestantes. Já os níveis de TSH foram menores em gestantes do que em mulheres não grávidas. |
T4 e TSH são indicadores indiretos de deficiência de iodo. O TSH é um bom biomarcador apenas para triagem de tireoide neonatal. A CUI é indicada para avaliar a deficiência de iodo em nível apenas populacional. |
| Ategbo et al., 200820 |
WHO (2007)1 |
O teor de iodo salino foi ≥ 15 ppm em 41,9% dos domicílios e 23% usam sal não iodado. A CUI foi de 139µg em crianças e 127µg em gestantes. 20,9% das gestantes tinham grave deficiência de iodo e 43,3% moderada. Nos domicílios que usam sal não iodado, as medianas da CUI foram menores, 96µg em crianças e 100µg em gestantes. |
A CUI reflete a ingestão atual de iodo, por isso deve ser considerada o melhor indicador para avaliar deficiência de iodo. |
| Dorey, Zimmermann, 200821 |
WHO (2007)1 |
A CUI foi de 77 µg nos recém-nascidos, sendo que nenhum apresentou TSH elevado; 92% estavam em amamentação exclusiva. A média de creatinina foi de 478 µg (alta). |
A creatinina variou de duas a três vezes ao longo dos dias, sugerindo que ela não é útil para avaliar a excreção de iodo na primeira semana de vida. Já o TSH é um bom indicador do estado de iodo em recém-nascidos. |
| Barona-Vilar, Montoro, 200822 |
WHO (2007)1 |
Nos recém-nascidos com menos de dois anos de vida, a mediana do TSH foi de 2,19 mU/L. A prevalência de TSH > 5 mU/L foi maior (4% versus 1,9%) em crianças nascidas em maternidades que usaram antissépticos de iodo. |
O TSH é um bom indicador para monitorar o estado nutricional de iodo populacional, mas é necessário eliminar o uso perinatal de antissépticos iodado, pois este eleva o valor do TSH. |
| Elahi, Rizvi Nagra, 200923 |
WHO (2007)1 |
A iodúria variou de 34g/l a 142 g/l e a mediana foi de 67g/l. 68,8% das gestantes estavam com deficiência leve de iodo e 24,8% com moderada. 31,5% das gestantes apresentaram bócio levemente visível. 34,2% estavam em uso de sal iodado. |
O aumento no volume da tireoide é um indicador indireto de deficiência de iodo. Já a iodúria é um bom indicador, pois mostra a disponibilidade de iodo antes e durante a gestação. |
| Konig et al., 201110 |
RARTELS, BOHMER (1971)30; PINO et al. (1996)31 EUSER et al, (2008)32
|
A CV foi comparada entre a UIE medida e a estimada. A CV foi mais alta para a UIC medida (38%) do que para a estimada em 24 horas (33%). Foram necessárias dez amostras de urina para avaliar o estado de iodo individual com 20% de precisão. |
A CUI é um bom indicador do estado de iodo nas populações, porém se for utilizada para avaliar indivíduos, não está claro quantas repetições de urina seriam necessárias e se deveriam ser amostras casuais ou de 24 horas. |
| Prejac et al., 20145 |
IAEA (1980)33 |
A mediana da concentração de iodo do cabelo entre homens e mulheres foi de 0,499 µgg−1, sugerindo nível nutricional inadequado de ingestão de iodo. |
O iodo do cabelo pode ser usado como um indicador valioso e robusto da ingestão dietética a longo prazo. |
| Du et al., 201424 |
WHO (2007)1 |
Na correlação de Spearman a CUI foi positivamente relacionada ao TSH (r = 0,414, p = 0). Na regressão linear múltipla, após ajuste para sexo e idade, o TSH correlacionou-se com o excesso de ingestão de iodo (b = 1.764, p = 0.001) e com ingestão deficiente (b = 21.219, p = 0,028). |
A mediana do TSH pode ser considerada um bom indicador para o monitoramento do estado nutricional de iodo da população adulta em excesso e deficiência. |
| Li et al., 20166 |
WHO (2007)1 |
A iodúria diminuiu de 183,6 µg/l para 104,2 µg/l durante a gestação. O iodo sérico foi reduzido de 106,5 µg/l na 20ª semana para 84,7 µg/l na 36ª semana. A área sob a curva da UI/Cr foi de 0,92 para diagnóstico de deficiência de iodo e 0,78 para iodo sérico. E para diagnóstico de excesso de iodo foi de 0,82 para o iodo sérico e 0,75 para UI/Cr. |
A iodúria é um excelente indicador do consumo recente de iodo. A UI/Cr reflete melhor a excreção de iodo em 24 horas e os níveis de iodo circulante. Para diagnóstico de deficiência de iodo, indica-se UI/Cr, e para diagnósticos de excessos de iodo, recomenda-se o iodo sérico. |
| Yamamah et al., 20162 |
WHO (2007)1 |
O teor de iodo salino variou entre 24,55 e 39,6 ppm. A prevalência de bócio foi de 44,36% nos escolares. 37,8% estavam com deficiência de iodo leve, 17,07% moderada e 3,05% grave. 32,43% estavam com o T4 abaixo dos valores normais para a idade e 12,4% com a Tg acima do normal. |
A palpação da tireoide está associada à ocorrência de falsos positivos. Já a ultrassonografia da tireoide é confiável e precisa para diagnosticar o bócio. A Tg reflete a nutrição iódica por um período de meses ou anos. |
| Zoysa, Hettiarachchi, Liyanage, 20164 |
WHO (2007)1 |
A CUI foi de 170,9 µg/l no primeiro trimestre, 123,80 µg/l no segundo e 105,95 µg/l no terceiro. 16% tinham bócios palpáveis e 13,1% tinham bócios palpáveis mas não visíveis. O volume da tireoide foi de 5,16 ml. O nível sérico de TSH foi 1,3 µIU/ml no 1º no trimestre e 1,6 µIU/ml no 3º trimestre. |
A deficiência de iodo não foi refletida pelo nível sérico de TSH, pois o estado nutricional de iodo foi piorando progressivamente e o TSH manteve-se normal. |