| Busca 1 |
Szwarcwald e Castilho18 1998 |
Caracterizar evolução temporal mortalidade por AF. |
Análise temporal e espacial de óbitos AF. Dados: SIM/MS. |
ERJ 1979/1992 |
A taxa de mortalidade por causas externas cresceu de 96 para 125/100 mil, puxada pelas PAF, atribuído ao contrabando internacional de AF, aumento da criminalidade, expansão do CDI e número crescente de indivíduos armados em busca de “proteção”. |
Kodato e Silva28 2000 |
Investigar fatores associados a homicídios praticados contra adolescentes. |
Dados processos judiciais sobre homicídios/MP; observação participante e entrevistas com adolescentes internos pela prática de homicídio. |
RP/SP Processos judiciais 1995/1998 Trabalho Quali não informado o ano da coleta. |
Principais fatores: fragilidade institucional, necessidades financeiras, tráfico de drogas, resolução violenta de conflitos. |
Lima et al.22 2005 |
Investigar a associação entre variáveis socioeconômicas e taxas homicídio. |
Análise espacial de homicídios da população masculina. Dados: SIM/MS. |
PE 1995/1998 |
O processo de produção e comercialização da maconha em PE contribuiu para aumentar a renda média da população, mas propiciou o aumento da violência. |
Sant´Anna et al.23 2005 |
Caracterizar situações de vulnerabilidade ao homicídio. |
Relatos das famílias e estudo de série de casos de vítimas de homicídios (10/19 anos). Dados: SIM/MS. |
POA 1997 |
Jovens em situação de vulnerabilidade social, abandono escolar, baixa renda per capita e escolaridade dos pais. Predomínio de mortes entre o sexo masculino. Antecedentes criminais, principalmente por assalto e CDI e hábito de uso de AF. |
Barata et al.20 2008 |
Identificar padrões de ocorrência de homicídios segundo estratos de condições de vida. |
Análise de conglomerados por amostra aleatória de homicídios. Dados: atestados de óbito (SEADE) boletins de ocorrência e inquéritos policiais de homicídios. |
SP 1998 |
Estrato A: associação com assaltos. Estratos B, C e D: associação com CDI e outras atividades ilegais. Estrato E: associação com brigas e desavenças. Observa-se aumento proporcional crescente das vítimas negras e jovens à medida que se passa do estrato A para o estrato E. Quanto aos motivos: 37,3% desconhecidos, 21% tráfico/consumo de drogas, 19,6% brigas e outros motivos fúteis, 12,1% assaltos seguidos de morte e 10% vingança. Uso de AF em 83%. |
Mclennan et al.32 2008 |
Descrever experiências com CDI de jovens delinquentes e identificar experiências adversas. Febem/SP. |
325 entrevistas com jovens (12/17 anos). |
SP 2004 |
Uso abusivo de substâncias, abandono escolar, envolvimento com gangs, testemunhar violência, acesso facilitado a AF, drogas e álcool foram significativamente relacionados com envolvimento com CDI. |
Vieira33 2011 |
Analisar situações de violências em três instituições para adolescentes. |
Etnografia e entrevistas 16 adolescentes (13/18 anos) em cumprimento de medida socioeducativa. |
SC Não informado o ano da coleta. |
Identificação de histórias sobre a vida no narcotráfico, risco constante e a relação com a morte. |
Andrade et al.19 2011 |
Identificar características mortalidade. |
Estudo ecológico, transversal com coeficientes de mortalidade de homicídios e intervenções legais jovens homens (15/29 anos). Dados: SIM/MS |
PR 2002-2004 |
O coeficiente de mortalidade no PR foi de 94,8/100mil. O percentual do uso de AF em municípios com mais de 150 mil ha é de 85%. O CDI é importante fator para a interiorização dos homicídios, sobretudo na fronteira com o Paraguai, e em cidades à margem das rodovias que ligam as fronteiras à região sudeste. |
Marinho e Andrade37 2011 |
Analisar taxa homicídio. |
Pesquisa exploratória de série temporal de homicídios, em diálogo com a literatura. Dados: SIM/MS. |
RMBH 1998/2007 |
O CDI, especialmente do crack, é elemento relevante para o estudo dos homicídios. |
Sapori et al.27 2012 |
Analisar relação entre homicídios e CDI. |
Amostra de 673 inquéritos de homicídios e 19 entrevistas com traficantes. |
BH 1993/2006 |
18,5% dos homicídios estavam relacionados a conflitos do narcotráfico, com aumento deste percentual - 1993 a 1996: 8,3%. 1997 a 2004: 19,2%. 2005 a 2006: 33,3%. A chegada do crack foi decisiva no incremento dos homicídios. |
Malvasi36 2013 |
Examinar influência da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) na gestão da violência do CDI. |
Etnografia em dois bairros da periferia. |
SP 2009/2011 |
A difusão do PCC como o poder orientador do crime levou à redução dos índices de homicídios nos anos 2000. |
Zaluar e Barcellos24 2013 |
Discutir taxas homicídio considerando conflitos armados (CA) pelo domínio de favelas. |
Pesquisa de vitimização realizada no RJ e nas favelas da cidade, survey, etnografia e análise ecológica da distribuição de homicídios. Dados: SIM/MS |
RJ Pesquisa de vitimização RJ (2005/2006) e nas favelas (2007), survey (2010), etnografia (data não informada) e análise ecológica da distribuição de homicídios (2006/2009). |
As áreas de CA se dão em locais estratégicos para obtenção e distribuição de AF e drogas. A configuração dos CA se dá nos territórios do CDI, habitados sobretudo pela população negra e pobre. Destaca-se a ausência de policiamento preventivo e atuação violenta e corrupta da polícia nas favelas. |
Barcellos e Zaluar25 2014 |
Avaliar o risco de homicídios em favelas considerando disputas territoriais. |
Etnografia e Análise espacial de homicídios. Dados: SIM/MS e ISP/RJ. |
RJ 2006/2009 |
Dentro das favelas os traficantes oferecem “proteção” à população, porém a presença do tráfico armado em zonas estratégicas da cidade aumenta as taxas de mortalidade por homicídio no entorno de favelas. Aproximadamente ⅓ dos homicídios aconteceu em áreas próximas aos domínios de grupos varejistas de drogas, sobretudo em zonas de conflito entre domínios armados rivais. Destaca-se o papel das AF na socialização de jovens e a corrupta logística que aporta AF para os grupos criminosos. |
Zilli31 2015 |
Compreender práticas de violência entre grupos delinquentes em favelas. |
40 entrevistas com jovens, membros de grupos armados, em cumprimento de penas por atos criminosos. |
RMBH 2010/2011 |
Os processos de sociabilidade e identidade destes grupos são fundamentados no uso instrumental e simbólico da violência, com ênfase no uso de AF. As punições para infrações relativas a CDI são marcadas pelo homicídio. Destaca-se a ausência da polícia e a “segurança” exercida por traficantes na favela. |
Auger et al.21 2016 |
Investigar diminuição expectativa de vida no BR e comparar com o Canadá. |
Estimativas a partir de dados sobre óbitos, nascimentos e população. Dados: SIM/MS e Statistics Canada. |
Brasil e Canadá 2010 |
Em 2010 os homens tiveram uma expectativa de vida de 71,63 anos (BR) e 79,86 anos (Canadá). Os HAF foram a principal causa que diminuiu a expectativa de vida dos homens no BR, respondendo por 72% dos homicídios. As taxas de homicídios nas favelas são altas e exacerbadas pelas condições que compõem a violência, como iniquidade de renda, narcotráfico, contrabando de AF e crime organizado. |
Freitas et al.29 2017 |
Identificar perfil clínico epidemiológico jovens vítimas PAF internados em hospital referência. |
Entrevistas com 231 jovens (12/24 anos). |
NE 2014 |
Principais causas da agressão: Desavenças (25%), motivo desconhecido (16%), acerto de contas por traficante (14%), “bala perdida” (14%), assalto (11%), atos infracionais (10%). 69% envolvidos diretamente na prática da VA. Destacam-se os conflitos relacionados ao narcotráfico e à polícia. |
Benício et al.30 2018 |
Analisar homicídios juvenis. |
Pesquisa-intervenção, entrevistas e grupos focais. 97 jovens. 54 profissionais. |
FOR 2015 |
O fortalecimento do narcotráfico, políticas de segurança militarizadas, naturalização da morte de corpos racializados e desamparo socioinstitucional de jovens em periferias modificaram a dinâmica da violência. |
| Busca 2 |
Silva et al.26 2013 |
Compreender homicídios em dois municípios de comportamentos opostos entre 1980/2007: PA/PE e JS/SC |
12 entrevistas com gestores, conselheiros tutelares, policiais, lideranças comunitárias; 12 grupos focais com profissionais de saúde, jovens, professores, estudantes, familiares de jovens. Cálculo de taxas de homicídios. Dados: SIM/MS. |
PA/PE e JS/SC 2010 |
Em ambos os municípios o consumo de drogas e o CDI foram apontados como principais causas dos homicídios. A ilegalidade do produto, a política de segurança repressiva, o porte ilegal e o tráfico de AF criam um cenário fértil para a ocorrência dos homicídios. Em PA/PE esses efeitos são agravados devido à disputa de territórios por grupos rivais de traficantes. |
Ursin35 2014 |
Investigar consumo de crack em cenas de uso. |
Estudo longitudinal feito ao longo de 4 anos, com três períodos de campo distintos. Observação participante e entrevistas com 11 homens jovens. (18/28 anos) que viviam na rua. |
SSA Não informado os anos da coleta. |
O artigo problematiza as relações entre uso do crack, crime de rua, homicídios e AF, com destaque para a repressão que incide sobre os consumidores de crack. |
Barros et al.34 2018 |
Analisar pacto de “pacificação” do narcotráfico. |
Pesquisa-intervenção, entrevistas, grupos focais com homens jovens (15/29 anos) e profissionais. |
FOR 2015/2016 |
Sob a retórica da “paz”, lógicas de guerra se perpetuaram por outros meios, ampliando a gestão do CDI e AF, afetando sobretudo segmentos juvenis cujas vidas são consideradas “descartáveis”. |