Atenção primária à saúde e coordenação do cuidado nas regiões de saúde: perspectiva de gestores e usuários

Aylene Bousquat Ligia Giovanella Estela Márcia Saraiva Campos Patty Fidelis de Almeida Cleide Lavieri Martins Paulo Henrique dos Santos Mota Maria Helena Magalhães de Mendonça Maria Guadalupe Medina Ana Luiza d’Ávila Viana Márcia Cristina Rodrigues Fausto Daniel Baffini de Paula Sobre os autores

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a coordenação do cuidado pela Atenção Primária à Saúde (APS), tendo como pano de fundo o processo de construção da Rede de Atenção à Saúde (RAS) em região do estado de São Paulo. Foi realizado estudo de caso com abordagens quantitativa e qualitativa, procedendo-se à triangulação dos dados, entre a percepção dos gestores e as experiências dos usuários. As dimensões e as variáveis de análise partiram dos três pilares da coordenação do cuidado – informacional, clínico, administrativo/organizacional. Tendo como evento traçador o Acidente Vascular Encefálico, itinerários terapêuticos foram conduzidos com usuários e questionários aplicados a gestores. A construção da Rede de Atenção à Saúde na região estudada tem como traço central o protagonismo de entidade filantrópica. Os resultados sugerem fragilidades da APS em assumir papel de coordenação do cuidado em todas as dimensões analisadas. Ademais, foi identificado mix público-privado para além dos serviços contratados pelo SUS, com desembolso direto para consultas especializadas, exames e reabilitação. Da mesma forma que não existe RAS sem APS robusta capaz de coordenar o cuidado, a APS não consegue exercer seu papel sem um sólido arranjo regional e uma articulação virtuosa entre os três entes federados.

Atenção Primária à Saúde; Regionalização; Coordenação; Itinerários terapêuticos

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