Dependência para a realização de atividades relacionadas à alimentação em idosos

Isabel Oliveira Bierhals Fernanda de Oliveira Meller Maria Cecília Formoso Assunção Sobre os autores

Resumo

O estudo objetivou descrever a dependência relacionada às atividades de compra, preparo e ingestão de alimentos em idosos residentes na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. Análise bivariada e regressão logística ordinal avaliaram a relação entre as três dependências e as exposições estudadas. Dentre os 1.451 idosos estudados, 21,1% precisavam de ajuda para alguma atividade e o cuidado foi principalmente realizado por filhos e cônjuges. A maior prevalência foi encontrada na atividade de comprar alimentos (20,7%), seguida por preparar a refeição (11,5%) e alimentar-se (2,0%). Idosos com 80 anos ou mais apresentaram mais chance de estar em uma categoria de maior dependência em relação aos de 60 a 69 anos, atingindo um odds de 5,0 para homens e 7,1 para mulheres. Para os que consideravam sua saúde regular, ruim ou muito ruim, a chance foi em torno de 2,3 vezes maior, sendo similar entre os sexos. As mulheres sem companheiro apresentaram 1,7 vezes mais chance e as com maior escolaridade apresentaram 70,0% de proteção em relação às suas categorias de referência; homens mais pobres apresentaram 5,3 vezes mais chance em comparação aos mais ricos. Os resultados apontam os subgrupos mais vulneráveis para apresentarem dependências e a importância do familiar cuidador.

Estudos transversais; Atividades cotidianas; Avaliação da deficiência; Comportamento alimentar; Idoso

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