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Estilo de vida e comportamentos de risco para doenças crônicas não transmissíveis entre universitários da saúde na região Centro-Oeste, Brasil

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar o estilo de vida dos universitários e investigar a prevalência de comportamentos de risco para doenças crônicas não transmissíveis. Estudo transversal com 2.163 universitários da área de saúde da cidade de Brasília. Foi aplicado um questionário sobre as variáveis demográficas, classe social, comportamentos e autopercepção de saúde e doenças autorreferidas. Dos 2.163, 69,3% eram mulheres, 65,4% idade entre 20 a 29 anos, 66,8% consumiam álcool e 44,2% não realizavam atividade física. Os homens fumavam (p <0,01) e consumiam mais álcool do que as mulheres. Encontramos diferenças no consumo de feijão (p <0,04) e leite integral (p <0,01) entre homens e mulheres. Elas também apresentaram estilos de vida mais sedentários (p <0,01) e elevada prevalência de sobrepeso (33,8%) e obesidade (5,0%). Os estudantes que não praticavam atividade física tinham mais morbidades, estavam acima do peso (p = 0,03), consumiam mais refrigerantes (p <0,01) e carne com excesso de gordura (p = 0,01). Os estudantes têm adotado um estilo de vida pouco saudável. Observa-se a necessidade da elaboração e implantação de políticas públicas de promoção da saúde dentro da Universidade, com vistas à melhoria da saúde e da qualidade de vida dos universitários.

Palavras-chave:
Universitários; Estilo de vida; Doenças crônicas; Prevenção

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