Técnicas de preparo de carne: resultados da pesquisa de base populacional ISACamp

Daniela de Assumpção Marilisa Berti de Azevedo Barros Regina Mara Fisberg Semíramis Martins Álvares Domene Sobre os autores

Resumo

O objetivo deste artigo é identificar as técnicas de preparo utilizadas em carnes, segundo variáveis sociodemográficas e de comportamentos relacionados à saúde. Trata-se de estudo transversal de base populacional que utilizou um Recordatório de 24 horas para identificar as técnicas de preparo de carnes. Foram analisados 3.376 recordatórios. As técnicas de preparo foram classificadas em cocção úmida (refogar, ensopar, fervura) e cocção seca (assar, grelhar, fritar). As prevalências de uso foram de 39,0% para cocção úmida, 32,7% para fritura e 28,3% para assar/grelhar. A cocção úmida foi mais prevalente nas mulheres, idosos e nos naturais de outros municípios/Estados, e menos prevalente nos segmentos de melhor nível socioeconômico. Das técnicas de cocção seca, a fritura foi menos utilizada por mulheres, idosos e por pessoas com maior nível de educação e renda. O assar/grelhar foram as técnicas mais aplicadas pelos nascidos em Campinas e pelos estratos mais altos de renda, escolaridade, e que ingeriam frutas e hortaliças ≥ 4 vezes/semana. Os resultados revelam o perfil epidemiológico associado às técnicas de preparo de carnes; mulheres e idosos empregam mais calor úmido e menos fritura, e os mais favorecidos economicamente usam menos cocção úmida e fritura, e mais o assar/grelhar.

Palavras-chave
Carne; Culinária; Consumo Alimentar; Inquérito Epidemiológico

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