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Saúde pública e comunicação: impasses do SUS à luz da formação democrática da opinião pública

Ronaldo Teodoro dos Santos Thais de Andrade Vidaurre Franco Rachel Guimarães Vieira Pitthan Lucas Manoel da Silva Cabral Dorival Fagundes Cotrim Junior Brenda Castro Gomes Sobre os autores

Resumo

O presente artigo problematiza o vínculo político entre a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e a comunicação. Compreendendo a comunicação como um campo dos direitos da cidadania pouco desenvolvido no Brasil, trabalhamos com a hipótese de que a presença de um oligopólio midiático no sistema de telecomunicações e jornalismo constrange a formação democrática de um juízo público sobre o SUS afetando a relação de forças que disputam os rumos do sistema. Partindo da análise de pesquisas de opinião e de estudos sobre a cobertura do SUS pela mídia nacional, argumentamos que a comunicação consiste em um determinante político central à construção de uma base social de apoio ao SUS e superação dos impasses identificados pela literatura. Concluímos que a relação entre comunicação, política e democracia traz para o SUS o desafio de disputar no cotidiano dos cidadãos e cidadãs brasileiros a formação de uma consciência pública sanitária, conforme colocado por Giovanni Berlinguer ao nascente movimento da Reforma Sanitária brasileira nos anos 1970.

Palavras-chave:
Comunicação; Democracia; Consciência sanitária; SUS

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