Fatores associados à autopercepção negativa da saúde entre idosos não institucionalizados de Montes Claros, Brasil

Sarah Magalhães Medeiros Lorena Santos Rocha Silva Jair Almeida Carneiro Gizele Carmen Fagundes Ramos Ana Teresa Fernandes Barbosa Antônio Prates Caldeira Sobre os autores

Resumo

Objetivou-se conhecer a autopercepção de saúde entre idosos comunitários no norte de Minas Gerais, identificando fatores associados à autopercepção negativa da saúde. Trata-se de estudo transversal, de base populacional, com amostragem probabilística em dois estágios. Os dados foram coletados nos domicílios por equipe treinada com questionários já validados. Para identificar variáveis associadas à autopercepção negativa da saúde, foram feitas análises bivariadas, seguidas de regressão de Poisson. Participaram do estudo 686 idosos (idade média = 70,9 anos; DP = 8,08), sendo 445 (64,9%) do sexo feminino. A maioria era parda (57,1%) e com escolaridade de até 4 anos (76,3%). Sobre a autopercepção de saúde, 291 idosos (42,4%) apresentaram uma percepção positiva de sua própria saúde (Muito boa ou Boa); 302 idosos descreveram uma saúde “Regular” (44,0%) e 93 (13,5%) referiram-se à própria saúde como “Ruim” ou “Muito ruim”. As variáveis associadas com uma autopercepção negativa da saúde foram: dificuldade de acesso aos serviços de saúde, queda no último ano, hipertensão arterial, problema cardíaco, asma/bronquite e algum grau de fragilidade. Os resultados reforçam o fato de que múltiplos fatores se mostram associados à autopercepção negativa entre os idosos, com ênfase para aqueles vinculados à morbidade.

Saúde do idoso; Autoavaliação (saúde); Estudos transversais

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