O nível de atividade física como um fator interveniente no estado cognitivo de idosos da atenção básica à saúde

Daniel Vicentini de Oliveira Veridiane Brigato de Oliveira Géssica Aline Caruzo Áurea Gonçalves Ferreira José Roberto Andrade do Nascimento Júnior Paolo Marcello da Cunha Cláudia Regina Cavaglieri Sobre os autores

Resumo

Este estudo propôs a avaliar o nível de atividade física e o estado cognitivo de idosos usuários das Unidades Básicas de saúde (UBS) do Município de Maringá, Paraná. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, de corte observacional e transversal, realizado com 654 idosos, de ambos os sexos, usuários das UBS. Foi utilizado um questionário sociodemográfico, o Mini exame do estado mental e o International Activity Questionnaire (IPAQ), versão curta. A análise dos dados foi realizada mediante o teste Kolmogorov-Smirnov, Qui quadrado, Kruskal-Wallis e “U” de Mann-Whitney, adotando significância quando p < 0,05. Os idosos não realizam atividades físicas vigorosas e poucas atividades moderadas durante a semana. Porém, apresentaram alto escore na orientação temporal (Md = 5,0), Orientação espacial (Md = 5,0), memória imediata (Md = 3,0), evocação (Md = 3,0) e linguagem (Md = 8,0). Ao comparar o estado mental em função do nível de atividade física dos idosos verificou-se que os Muito ativo/ativo possuem melhor atenção e cálculo (p = 0,036), evocação (p = 0,001) e estado cognitivo geral (p = 0,002), se comparado aos irregularmente ativos e sedentários. Níveis adequados de atividade física podem estar relacionados a melhores escores de funções cognitivas de sujeitos idosos.

Palavras-chave
Atividade motora; Cognição; Gerontologia; Promoção da saúde

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