O agir leigo e a produção de mapas de cuidado mistos público-privados

Consuelo Sampaio Meneses Luiz Carlos de Oliveira Cecilio Rosemarie Andreazza Graça Carapinheiro Maria da Graça Garcia Andrade Sílvia Maria Santiago Eliane Cardoso Araújo Ana Lúcia Medeiros Souza Denizi Oliveira Reis Nicanor Rodrigues da Silva Pinto Sandra Maria Spedo Sobre os autores

Resumo

O artigo problematiza parte dos resultados de estudo realizado em dois municípios do ABCD paulista no período de 2010 a 2012 com o objetivo de evidenciar a existência de lógicas regulatórias não estatais na viabilização do acesso e consumo de serviços de saúde. Na primeira etapa, foram realizadas entrevistas com atores estratégicos (gestores e políticos) e atores-trabalhadores-chave. Na segunda, foram coletadas histórias de vida de 18 pessoas com elevada frequência de utilização de serviços de saúde. O estudo revelou o papel protagonista dos usuários na construção de “mapas do cuidado”, com destaque para a utilização frequente de recursos públicos e privados nos seus percursos, contornando ou se mesclando com a regulação governamental, para a obtenção do cuidado de que necessitam. Os diferentes formatos do mix público-privado observados transcendem as concepções “oficiais” ainda vigentes sobre a distinção nítida entre os dois sistemas, revelando a importância desse tema para a gestão pública da saúde.

Política de saúde; Assistência à saúde; Administração em saúde; Sistema Único de Saúde; Planos de pré-pagamento em saúde

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