Quedas recorrentes e fatores de risco em idosos institucionalizados

Lidiane Maria de Brito Macedo Ferreira Karyna Myrelly Oliveira Bezerra de Figueiredo Ribeiro Javier Jerez-Roig José Rodolfo Torres Araújo Kênio Costa de Lima Sobre os autores

Resumo

Queda recorrente representa alto risco de morbidade e mortalidade em idosos, principalmente institucionalizados, dado ao seu quadro de fragilidade e declínio funcional evidentes. O objetivo deste estudo é determinar a incidência e os fatores de risco relacionados a quedas recorrentes em idosos institucionalizados. Estudo longitudinal tipo coorte no período de um ano. Foram avaliados indivíduos com 60 anos ou mais residentes em 10 Instituições de Longa Permanência para Idosos, que deambulassem e possuíssem capacidade cognitiva preservada. Foi questionada a ocorrência de quedas nos últimos doze meses, considerando recorrentes a ocorrência de dois ou mais episódios neste período. Foram ainda coletadas variáveis referentes à instituição, condições sócio demográficas e de saúde do idoso através de questionários. Do total de 364 idosos, 130 foram incluídos. A incidência de quedas recorrentes foi de 26.9% (IC 95% = 22.4 – 31.5). A partir do Qui-quadrado e Regressão Logística, considerando o nível de significância de 5%, foi encontrada fadiga como fator de risco (p = 0.001; RR = 2.9) e uso de betabloqueadores como fator de proteção (p = 0.010; RR = 0.1). Conclui-se que queda recorrente é comum nas Instituições de Longa Permanência para Idosos e a fadiga representa fator de risco.

Palavras-chave
Idoso; Quedas acidentais; Risco; Incidência; Instituições de longa permanência para idosos

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