Raiva humana transmitida por caninos: situação atual na América Latina

Os países da América Latina tomaram a decisão política de eliminar a raiva humana transmitida por cão até 2005, e o objetivo deste estudo é analisar o cumprimento desta meta. A situação epidemiológica e as ações de controle foram analisadas de forma desagregada dentro dos países, utilizando-se georreferenciamento da informação. Os 27 casos humanos relatados em 2003 ocorreram em cerca de 0,2% das unidades de segundo nível geopolítico (municípios) da região. Esse dado sugere que a doença atualmente é muito localizada. Vários países não reportam mais transmissão de raiva em cães. Cerca de 1 milhão de pessoas são potencialmente expostas ao risco da raiva e recebem atendimento médico. Existem em média 34.383 (classe: 4.300-148.043) habitantes por posto de saúde com tratamento anti-rábico. São vacinados cerca de 42 milhões de cães anualmente, 70% deles no Brasil e México. A vigilância epidemiológica para a raiva foi considerada média pelos critérios estabelecidos no estudo, sendo enviada 0,05% da população canina estimada de amostras para diagnostico de raiva. Foi considerado que os países estão muito próximos de alcançar a meta.

Raiva; Cães; Vacinas Anti-Rábicas; Vigilância Epidemiológica


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