Meio-ambiente, interações entre Trypanosoma cruzi e seu hospedeiro e saúde humana

Uma rede epidemiológica envolvendo o Trypanosoma cruzi foi discutida nos níveis ambientais e de interações moleculares nos hospedeiros que habitam em 19 diferentes ecossistemas. O protozoário tem uma enorme plasticidade controlada geneticamente que confere sua adaptação a cerca de quarenta espécies de triatomíneos e mais de mil espécies de mamíferos. Essas infecções estão profundamente embutidas em inúmeros ecótopos, onde elas estão inacessíveis aos métodos de controle utilizados. Muito mais estudos de campo e de laboratório são necessários à obtenção de dados e informação pertinentes ao controle e prevenção das infecções pelo Tr. cruzi e as várias manifestações da doença. Ênfase deve ser dada àquelas interações que ocorrem nos níveis celulares e ambientais que se poderiam tomar como alvos seletivos para prevenção da doença. Novas tecnologias para mobilização social devem ser disponibilizadas para os que trabalham pela justiça e pela igualdade, mediante informação para a promoção da saúde. Um programa direcionado de educação de massa pode prover informação e comunicação necessárias para proteger os habitantes atualmente expostos ao risco de contrair as infecções pelo Tr. cruzi.

Trypanosoma cruzi; Doença de Chagas; Interações Hospedeiro-Parasita; Meio Ambiente


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