Efeitos da intervenção em hábitos alimentares e atividade física de mulheres nipo-brasileiras com elevada prevalência de síndrome metabólica, residentes em Bauru, São Paulo, Brasil

Avaliou-se o impacto de intervenção no estilo de vida no perfil de risco cardiometabólico de mulheres participantes do Estudo de Diabetes e Doenças Associadas na População Nipo-Brasileira de Bauru. O delineamento foi experimental não-controlado, incluindo avaliação clínico-laboratorial basal e um ano após a intervenção. Examinaram-se 401 nipo-brasileiras (60,8 ± 11,7 anos) sendo 365 classificáveis quanto à presença de síndrome metabólica, estimada em 50,6%. Portadoras de síndrome metabólica eram mais velhas que aquelas sem a síndrome (63,0 ± 10,0 vs. 56,7 ± 11,6 anos; p < 0,01). A intervenção associou-se à melhora nas variáveis avaliadas exceto na proteína C reativa. O índice de massa corporal e a cintura caíram, sendo a redução da adiposidade mais marcante na região abdominal (87,0 ± 9,7 para 84,5 ± 11,2cm; p < 0,001). As diferenças induzidas pela intervenção nos níveis de colesterol total, LDL e glicose pós-sobrecarga foram significantes; mulheres que reduziram > 5% do peso apresentaram melhor perfil que as que mantiveram ou ganharam. Programa de intervenção no estilo de vida em nipo-brasileiras de alto risco cardiometabólico, melhorou o perfil antropométrico e bioquímico, porém, se desconhece se serão duradouros, reduzindo eventos cardiovasculares em longo prazo.

Epidemiologia Nutricional; Síndrome X Metabólica; População; Estilo de Vida


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