Qualidade da notificação de defeitos congênitos nas declarações de nascido vivo: estudo de caso em hospital de referência no Brasil

O presente estudo objetivou avaliar a cobertura, validade e confiabilidade do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) para anomalias congênitas, em hospital de Campinas, São Paulo, Brasil. A população de estudo consistiu nos 2.843 nascidos vivos do Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher (CAISM), em 2004. Na base de dados SINASC, foram selecionados os 92 casos com diagnóstico de anomalia congênita no CAISM. Para o mesmo período, na base de dados ECLAMC, foram selecionados os 168 registros de nascidos vivos com anomalia congênita considerados como padrão-ouro, também no CAISM. Observou-se subnotificação de 46,8% para o conjunto dos casos de anomalias congênitas e de 36,4% quando a análise foi restringida para as anomalias congênitas maiores. A sensibilidade foi de 54,2%, e a especificidade, de 99,8%. Na análise da confiabilidade da codificação das anomalias congênitas, observou-se, para três e quatro dígitos da CID-10, um coeficiente kappa de 0,77 e 0,55, respectivamente. Esses resultados sugerem que o SINASC ainda apresenta limitações como fonte para a determinação da prevalência das anomalias congênitas e indicam que esse sistema demanda aprimoramento para retratar a situação desses casos em Campinas.

Anormalidades Congênitas; Declaração de Nascimento; Sistemas de Informação


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