Profissionais de saúde e AIDS: um estudo diferencial sobre crenças e afetos associados à experiência de exposição acidental a material biológico potencialmente contaminado

O objetivo deste estudo foi analisar determinantes afetivos e cognitivos que influenciam o trabalho de profissionais que cuidam de pessoas vivendo com o HIV/ AIDS, frente ao risco ou experiência de exposição acidental a material biológico potencialmente contaminado (MBPC). Utilizou-se o referencial teórico metodológico de Fishbein-Ajzen e a teoria de Maslow, que propõe a hierarquia das necessidades humanas. Cinqüenta profissionais de saúde foram avaliados por meio de escalas de atitudes, e de um instrumento de avaliação de necessidades e motivações. Verificou-se a diferença entre as respostas de profissionais que nunca sofreram acidente e aqueles que já passaram pela experiência de acidente ocupacional. Os resultados indicam que os profissionais exercem suas atividades motivados pela necessidade de auto-realização e valorizam sua performance quando podem atender as necessidades emocionais dos pacientes. Para os profissionais que não se acidentaram predominam crenças de que os pacientes se arrependem da exposição ao HIV. O episódio de acidente acarreta dificuldades à vida pessoal e profissional do trabalhador acidentado. Aspectos técnicos também aparecem associados à possibilidade de ocorrência de acidentes.

Assistência à Saúde; Acidentes de Trabalho; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida


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