Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual

Intervenciones obstétricas durante el trabajo de parto y parto en mujeres brasileñas de bajo riesgo

Maria do Carmo Leal Ana Paula Esteves Pereira Rosa Maria Soares Madeira Domingues Mariza Miranda Theme Filha Marcos Augusto Bastos Dias Marcos Nakamura-Pereira Maria Helena Bastos Silvana Granado Nogueira da Gama Sobre os autores

Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.

Práticas de Saúde Pública; Saúde Materno-Infantil; Trabalho de Parto; Parto


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