Investigação sorológica e molecular da leishmaniose tegumentar americana em cães, três anos após um surto, no Noroeste do Estado do Paraná, Brasil

Gustavo Kiyoshi Massunari Evandra Maria Voltarelli Demilson Rodrigues dos Santos Ademar Rodrigues dos Santos Luiz Paschoal Poiani Otílio de Oliveira Raul Jorge Violato Ricardo Matsuo Ueslei Teodoro Maria Valdrinez Campana Lonardoni Thaís Gomes Verzignassi Silveira Sobre os autores

Neste estudo, utilizaram-se técnicas clássicas e moleculares (reação em cadeia da polimerase - PCR) para o diagnóstico da leishmaniose tegumentar americana em 149 cães de uma área no noroeste do Estado do Paraná, Brasil, onde ocorreu um surto de leishmaniose tegumentar americana em 2002; os resultados foram comparados aos obtidos anteriormente. Vinte e cinco cães tiveram a imunofluorescência indireta (IFI) positiva (títulos > 40), incluindo dois animais com lesão sugestiva. O percentual de cães com IFI positiva foi semelhante aos encontrados nos inquéritos anteriores. As culturas dos materiais de lesão, sangue e medula óssea foram negativas para Leishmania. A pesquisa direta do parasito em lesão foi negativa, no entanto a PCR foi positiva. A PCR não detectou DNA de Leishmania (Viannia) no sangue dos cães estudados, mesmo naqueles que tiveram PCR positiva no estudo anterior. O acompanhamento de 27 animais mostrou que a maioria deles permaneceu com os mesmos níveis de anticorpos detectados anteriormente. Houve redução do número de cães com lesões, provavelmente em virtude das medidas de controle da transmissão adotadas após o surto de 2002.

Leishmaniose Cutânea; Cães; Serologia


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