Consórcio RPS (Ribeirão Preto, Pelotas e São Luís) de coortes de nascimento brasileiras: história, objetivos e métodos

Susana Cararo Confortin Marizélia Rodrigues Costa Ribeiro Aluísio J. D. Barros Ana Maria Baptista Menezes Bernardo L. Horta Cesar Gomes Victora Fernando C. Barros Helen Gonçalves Heloisa Bettiol Iná Silva dos Santos Marco Antonio Barbieri Maria da Conceição Pereira Saraiva Maria Teresa Seabra Soares de Britto e Alves Mariângela Freitas da Silveira Marlos Rodrigues Domingues Natália Peixoto Lima Paulo Ricardo Higassiaraguti Rocha Ricardo Carvalho Cavalli Rosângela Fernandes Lucena Batista Viviane Cunha Cardoso Vanda Maria Ferreira Simões Antônio Augusto Moura da Silva Sobre os autores

Resumo:

O artigo descreve a história, objetivos e métodos utilizados pelas nove coortes do Consórcio RPS de Coortes de Nascimento. São identificados eixos temáticos comuns, com apresentação dos objetivos, anos de linha de base, fases de seguimento e representatividade das populações de estudo. O Consórcio inclui três coortes de nascimento de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo (1978/1979, 1994 e 2010), quatro de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul (1982, 1993, 2004 e 2015) e duas de São Luís, Estado do Maranhão (1997 e 2010). As coortes provêm de três regiões do Brasil, de três estados diferentes, com importantes diferenças socioeconômicas, culturais e de infraestrutura. As coortes foram iniciadas ao nascer dos participantes, exceto a mais recente em cada município, onde as mães foram recrutadas durante a gestação. Os instrumentos para a coleta de dados foram refinados para aproximar diferentes exposições na primeira infância e a influência, a longo prazo, no processo saúde-doença. Os investigadores das nove coortes realizaram estudos perinatais e depois examinaram o capital humano, saúde mental, nutrição e sinais percursores de doenças crônicas. Um total de 17.636 nascidos vivos foram recrutados em Ribeirão Preto, 19.669 em Pelotas e 7.659 em São Luís. Nas coortes que foram iniciadas durante a gestação, foram entrevistadas 1.400 gestantes em Ribeirão Preto, 3.199 em Pelotas e 1.447 em São Luís. Foram utilizadas diferentes estratégias para reduzir as perdas de seguimento. A rede de pesquisa do Consórcio permite analisar a incidência de doenças e identificar possíveis relações causais que podem explicar os desfechos de saúde nessas populações e contribuir para o desenvolvimento de medidas públicas e políticas de saúde que estejam mais de acordo com as respectivas realidades.

Palavras-chave:
Indicadores de Morbimortalidade; Doenças Não Transmissíveis; Estudos de Coortes; Fatores de Risco

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