Dengue e febre hemorrágica do dengue no Brasil: que tipo de pesquisas a sua tendência, vigilância e experiências de controle indicam ser necessárias?

Maria da Glória Teixeira Maria da Conceição Nascimento Costa Maurício Lima Barreto Eduardo Mota Sobre os autores

As epidemias de dengue são responsáveis por milhões de casos e óbitos no mundo, anualmente. O alto nível endêmico desta doença está relacionado à elevada infestação domiciliar pelo Aedes aegypti e infecções humanas pelos diferentes sorotipos do agente. Este estudo analisa os casos registrados no Brasil, descrevendo os padrões da evolução da incidência e sua distribuição espacial. Observou-se que as curvas epidêmicas delineadas após a introdução de cada sorotipo do vírus, e a redução da população de susceptíveis, possivelmente, foram responsáveis pelo declínio das epidemias. Expansão das áreas afetadas e aumento de casos de febre hemorrágica do dengue com alta letalidade foram observados em anos recentes. Esforços baseados apenas no combate vetorial químico têm sido insuficientes para impedir a circulação viral. Evidências demonstram que ações de educação não modificam permanentemente hábitos da população. Enquanto não se dispuser de vacina efetiva para a sua prevenção, o controle dependerá de potenciais resultados de pesquisas interdisciplinares e de mudanças ambientais que dificultem a reprodução do vetor, educação e participação comunitária, vigilância epidemiológica e virológica, e inovações tecnológicas estratégicas com o objetivo de interromper a transmissão.

Dengue; Febre Hemorrágica do Dengue; Incidência


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