A TRANSFERÊNCIA CULTURAL E O BILINGUISMO NO DOCUMENTÁRIO 389 MILES: LIVING THE BORDER POR LUIS CARLOS DAVIS

An Van Hecke Sobre o autor

Resumo

A utilização de múltiplas línguas nos filmes envolve frequentemente a estereotipagem negativa de personagens pertencentes à uma minoria representada nesses filmes. É o caso de alguns filmes de Hollywood em que o espanhol está associado a personagens exóticos ou perigosos, confirmando de forma persistente a posição dominante da língua inglesa. No documentário 389 Miles: Living the Border (2009), o impacto linguístico e cultural da migração é visto de uma perspectiva bastante diferente. Enquanto a maioria dos documentários sobre a fronteira méxico-americana é predominantemente em inglês, possivelmente com legendas em espanhol, ou principalmente em espanhol com legendas em inglês, em 389 Miles ambas as línguas são utilizadas de forma igual. O narrador conta a história em inglês, mas utiliza ambas as línguas nas entrevistas. Há também alguns personagens que mudam do inglês para o espanhol. O objetivo deste artigo é triplo: numa primeira instância, procura examinar o documentário com o uso de alguns conceitos básicos da Teoria dos Polissistemas. O segundo objetivo é explorar a diversidade linguística. Numa terceira instância, este artigo pretende lançar mais luz sobre dois poderosos símbolos mexicanos: a Virgem de Guadalupe e a máscara do lutador. O objetivo final é descobrir como o bilinguismo nos documentários muda a nossa percepção sobre outras culturas, a travessia de fronteiras e a migração.

Palavras-chave
Multilinguismo; Teoria dos Polissistemas; Documentário; Transferência cultural

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