Desigualdades de Gênero na Carreira Acadêmica no Brasil* * As autoras agradecem os comentários divulgados nos pareceres anônimos de DADOS – Revista de Ciências Sociais e o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) às pesquisas que deram origem a este artigo.

Gender Inequality in Academic Careers in Brazil

Inégalités entre les Sexes dans la Carrière Universitaire au Brésil

Desigualdades de Género en la Carrera Académica en Brasil

Marília Moschkovich Ana Maria F. Almeida Sobre os autores

Os estudos sobre as desigualdades entre os sexos na carreira acadêmica atribuem a desvantagem feminina à discriminação no local de trabalho e/ou às demandas sociais colocadas sobre as mulheres. No entanto, ainda são raras as pesquisas que levem em conta o impacto das características particulares das universidades públicas brasileiras sobre essa situação. Esse artigo analisa, em função do sexo, as chances de acesso ao nível mais alto da carreira e aos postos de gestão de docentes no Brasil, a partir de um estudo focado na Universidade Estadual de Campinas. Os resultados mostram que (i) as chances de ascensão ao estrato mais elevado da carreira variam em função da faculdade e/ou instituto; (ii) a velocidade de chegada ao nível mais alto é maior para as docentes mulheres; (iii) os cargos de gestão são relativamente mais abertos a docentes do sexo feminino; (iv) a maior ou menor feminização da faculdade e/ou instituto não parece exercer efeito significativo sobre esses resultados.

carreira acadêmica; universidades; gênero; Brasil; Unicamp


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