Diversos transtornos de aprendizagem afetam crianças sem comprometimentos sensoriais (visão, audição), psiquiátricos ou neurológicos, mesmo quando apresentam inteligência adequada e ambiente social favorável. Essas crianças apresentam dificuldades para aprender a ler, escrever, soletrar, calcular, expressar-se ou concentrar-se.
Objetivo: Demonstrar a importância do teste de cancelamento dos sinos em estudantes jovens sem queixas visuoespaciais e avaliar o teste em diferentes níveis de escolaridade, faixas etárias e sexos.
Métodos: Entre os cem (100) estudantes do ensino fundamental matriculados no segundo ano do ensino médio fundamental II, sessenta (60) foram selecionados para serem avaliados por meio do teste de cancelamento dos sinos. Esse teste consiste em uma folha contendo 315 pequenos desenhos, incluindo 35 sinos. Os participantes devem circular o maior número possível de sinos (tempo limitado a três minutos).
Resultados: A porcentagem de estudantes com suspeita de heminegligência foi de 8,33% (5/60). Os estudantes que omitiram sinos do lado esquerdo apresentaram heminegligência direita, enquanto aqueles que omitiram sinos do lado direito apresentaram heminegligência esquerda. Além disso, 16 dos 60 estudantes avaliados obtiveram escore negativo no cálculo de heminegligência esquerda-direita, correspondendo a 26,66%. As omissões foram ligeiramente mais frequentes no lado direito. A análise estatística revelou correlação não significativa entre os sexos.
Conclusão: A identificação de transtornos neurovisuais em crianças em idade escolar, independentemente da faixa etária, possibilitaria prevenir o impacto desses transtornos na aprendizagem, tratá-los de forma específica e determinar a origem neurológica do transtorno em crianças com dificuldades.
Palavras-chave:
Estudantes; Atenção visual; Teste de Cancelamento dos Sinos; Marrakech; Marrocos
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Source: Adapted from Gauthier et al.
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Source: The authors.
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