Um estilo de vida ativo promove a saúde física e mental, melhora a interação social e proporciona estimulação cognitiva, influenciando positivamente o humor e o desempenho cognitivo. No entanto, os hábitos de vida mudaram substancialmente após março de 2020 devido à pandemia de COVID-19, especialmente entre grupos de maior risco, como os idosos.
Objetivo Investigar a relação entre um estilo de vida ativo e o desempenho cognitivo em idosos residentes na comunidade durante a pandemia de COVID-19.
Métodos Foi realizado um estudo transversal com 50 idosos vinculados a um centro comunitário. O estado cognitivo foi avaliado por meio do Exame Cognitivo de Addenbrooke, enquanto os indicadores psicossociais foram avaliados pela Escala de Controle, Autonomia, Autorrealização e Prazer, pela Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse e pela Escala de Depressão Geriátrica. As atividades de lazer foram avaliadas por meio de versão brasileira do Minnesota Leisure Time Activities Questionnaire, com base no autorrelato retrospectivo das atividades realizadas nos 12 meses anteriores.
Resultados Os participantes com maior engajamento nas atividades investigadas apresentaram melhor desempenho cognitivo (p=0,021) e menos sintomas depressivos, embora a diferença não tenha sido estatisticamente significativa (p=0,060). A atividade física foi associada a menos sintomas de ansiedade (p=0,013) e maior autonomia (p=0,047). O envolvimento em atividades intelectualmente estimulantes foi associado a melhor desempenho em todos os domínios cognitivos avaliados.
Conclusão Um estilo de vida ativo esteve associado a melhor funcionamento cognitivo e saúde mental em idosos.
Palavras-chave:
Idoso; COVID-19; Cognição; Participação Social