Avaliação de sintomas neuropsiquiátricos na demência: para melhorar a precisão

Florindo Stella Sobre o autor

RESUMO

Neste artigo, comentamos sobre as escalas frequentemente utilizadas para avaliação de sintomas neuropsi­quiátricos presentes em pacientes com demência, especialmente, na doença de Alzheimer. Os objetivos consistiram na discussão sobre as principais estratégias de avaliação dos distúrbios de comportamento e, particularmente, no exame da acurácia do Inventário Neuropsiquiátrico - Avaliação do Clínico (NPI-C) A investigação clínica e o diagnóstico das síndromes neuropsiquiátricas requerem uma acurácia apropriada. Avanços no reconhecimento dos sintomas e na acurácia do diagnóstico precoce das manifestações psicopatológicas contribuem para a instituição do tratamento adequado, tanto farmacológico como não-farmacológico. Além disso, instrumentos padronizados e validados são recomendados tanto para a investigação científica, quanto para a prática clínica. Estresse emocional, sobrecarga de trabalho e declínio cognitivo, não raro presente no cuidador idoso, podem afetar a qualidade da descrição dos sintomas vivenciados pelo paciente. Neste contexto, o NPI-C é uma abordagem promissora e versátil para a avaliação das síndromes neuropsiquiátricas na demência, com boa acurácia e confiabilidade, principalmente, com base na impressão diagnóstica do clínico. Esta escala permite uma avaliação global dos sintomas neuropsiquiátricos na demência ou pode ser utilizada como uma estratégia para a investigação de síndromes psicopatológicas específicas na demência, como agitação, depressão, ansiedade, apatia, distúrbios do sono ou distúrbio motor aberrante, dentre outros.

Palavras-chave:
sintomas neuropsiquiátricos; avaliação; escalas; doença de Alzheimer; demência

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