Introdução: O tratamento ortodôntico fixo é frequentemente acompanhado de acúmulo de placa ao redor dos braquetes, o que aumenta o número de bactérias periodontopatogênicas.
Objetivo: O objetivo desse estudo foi determinar as alterações ocorridas na microflora subgengival seis meses após a colocação de aparelho ortodôntico fixo.
Métodos: O estudo incluiu 30 pacientes com idades entre 13 e 35 anos, dos quais foram coletadas amostras de placa subgengivaln antes do início do tratamento ortodôntico fixo e após seis meses, no espaço subgengival distovestibular dos incisivos centrais esquerdos superior (U1) e inferior (L1), e espaço subgengival mesiovestibular dos primeiros molares esquerdos superior (U6) e inferior (L6). Usando o método PCR, as amostras de materiais foram testadas quanto à presença das seguintes bactérias: Tannarela forsythia, Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Prevotella intermedia, Prevotella nigrescens e Eikenella corrodens.
Resultados: Seis meses após a colocação do aparelho ortodôntico fixo, foi encontrado um aumento significativo de pacientes com presença de bactérias, especialmente na região dos molares: Tannarela forsythia (U6 T1 10%-T2 80%, L6 T1 16,67%-T2 80%), Porphyromonas gingivalis (U6 T1 60%-T2 90%, L6 T1 60%-T2 83,33%), Prevotella intermedia (U6 T1 23,33%-T2 73,33%, L6 T1 26,67%-T2 76,67%), Prevotella nigrescens (U6 T1 16,67%-T2 63,33%, L6 T1 23,33%-T2 73,33%) e Eikenella corrodens (U6 T1 26,67%-T2 63,33%, L6 T1 23,33%-T2 73,33%).
Conclusão: Na fase inicial do tratamento ortodôntico fixo, foi observado um aumento no número de pacientes com bactérias periodontopatogênicas Tannarela forsythia, Treponema denticola, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Prevotella nigrescens e Eikenella corrodens.
Palavras-chave:
Tratamento ortodôntico fixo; Bactérias periodontopatogênicas; PCR
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