Impacto da permanência em casa e do isolamento social, em função da COVID-19, sobre o nível de atividade física e o comportamento sedentário em adultos brasileiros

João Paulo Botero Breno Quintella Farah Marilia de Almeida Correia Mara Cristina Lofrano-Prado Gabriel Grizzo Cucato Grace Shumate Raphael Mendes Ritti-Dias Wagner Luiz do Prado Sobre os autores

RESUMO

Objetivo

Investigar o impacto da pandemia de coronavírus 2019 sobre o nível de atividade física e comportamento sedentário entre brasileiros com idade ≥18 anos.

Métodos

Uma pesquisa on-line foi distribuída por meio de mídias sociais entre 5 e 17 de maio de 2020. Os participantes responderam a um questionário estruturado no Google Forms, que avaliou o nível de atividade física e comportamento sedentário de adultos no Brasil durante a pandemia.

Resultados

Idade (RC: 0,98; IC95%: 0,97-0,99), doença crônica (RC: 1,29; IC95%: 1,03-1,63), inatividade física antes da pandemia de coronavírus 2019 (RC: 2,20; IC95%: 1,78-2,72) e excesso de peso (RC: 1,34; IC95%: 1,09-1,65) apresentaram maior risco de impacto no nível de atividade física. O aumento do tempo sentado foi associado a indivíduos mais velhos (RC: 0,97; IC95%: 0,96-0,98), inatividade (RC: 1,51; IC95%: 1,16-1,96), doença crônica (RC: 1,65; IC95%: 1,23-2,22), maior número de dias no isolamento social (RC: 1,01; IC95%: 1,00-1,02) e níveis de escolaridade mais altos (RC: 1,87; IC95%: 1,26-2,78).

Conclusão

Nossos resultados demonstraram que a idade, a presença de doenças crônicas e a inatividade física antes do isolamento social tiveram maior risco de impacto na redução do nível de atividade física e maior tempo sentado durante a pandemia de coronavírus 2019.

Coronavírus; Infecções por coronavírus; COVID-19; Quarentena; Sedentarismo; Comportamento sedentário; Inatividade física

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