Relação entre privação de sono e ansiedade na pesquisa básica

Resumos

Sleep deprivation is a condition that is more and more observed in modern society bringing various neurobehavioral effects, being anxious states one of the main problems. Many studies have successfully demonstrated the relationship between sleep deprivation and anxiety in clinical research. As to basic experimentation, various models have been efficiently used in order to evaluate an anxious behavior. However, the same efficacy is not found on basic studies that deal with the relationship between paradoxical sleep and anxiety. The great majority of studies which approach this matter in animal models do not present results that may be applied to clinical practice and this is basically due to two reasons: inconsistency among results and lack of replicability as related to clinical studies. It has to be emphasized that the use of animal models is extremely useful, mainly under experimental conditions which cannot be ethically or plausibly be approached in human beings. So, the present theoretical assay tries to evaluate in a brief and critical manner the applicability of animal models in sleep deprivation under a translational perspective.

Anxiety; Sleep; Basic research; Animal models; Translational medical research


A privação de sono é uma condição cada vez mais observada na sociedade moderna, resultando em diversos efeitos neurocomportamentais. Um dos principais efeitos comportamentais dessa condição é a proeminência de estados ansiosos. Diversos estudos têm demonstrado, com sucesso, a relação entre privação de sono e ansiedade na pesquisa clínica. Quanto à experimentação básica, diversos modelos têm sido eficientemente empregados na avaliação do comportamento do tipo ansioso. Todavia, a mesma eficácia não é encontrada nos estudos básicos, que abordam a relação entre privação de sono paradoxal e ansiedade. A maioria dos estudos que aborda essa relação em modelos animais não apresenta resultados passíveis de extrapolação à prática clínica, e isso se deve basicamente a dois motivos: inconsistência entre resultados e falta de replicabilidade em relação a estudos clínicos. Ressalta-se que o uso de modelo animais é extremamente útil, sobretudo em condições experimentais que não podem ser ética ou plausivelmente abordadas em seres humanos. Desse modo, o presente ensaio teórico busca avaliar, de modo sucinto e crítico, a aplicabilidade dos modelos animais de privação de sono, sob uma perspectiva translacional.

Ansiedade; Sono; Pesquisa básica; Modelos animais; Pesquisa médica translacional


REVENDO CIÊNCIAS BÁSICAS

Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, São Paulo (SP), Brasil

Autor correspondente

RESUMO

A privação de sono é uma condição cada vez mais observada na sociedade moderna, resultando em diversos efeitos neurocomportamentais. Um dos principais efeitos comportamentais dessa condição é a proeminência de estados ansiosos. Diversos estudos têm demonstrado, com sucesso, a relação entre privação de sono e ansiedade na pesquisa clínica. Quanto à experimentação básica, diversos modelos têm sido eficientemente empregados na avaliação do comportamento do tipo ansioso. Todavia, a mesma eficácia não é encontrada nos estudos básicos, que abordam a relação entre privação de sono paradoxal e ansiedade. A maioria dos estudos que aborda essa relação em modelos animais não apresenta resultados passíveis de extrapolação à prática clínica, e isso se deve basicamente a dois motivos: inconsistência entre resultados e falta de replicabilidade em relação a estudos clínicos. Ressalta-se que o uso de modelo animais é extremamente útil, sobretudo em condições experimentais que não podem ser ética ou plausivelmente abordadas em seres humanos. Desse modo, o presente ensaio teórico busca avaliar, de modo sucinto e crítico, a aplicabilidade dos modelos animais de privação de sono, sob uma perspectiva translacional.

Descritores: Ansiedade; Sono; Pesquisa básica; Modelos animais; Pesquisa médica translacional

INTRODUÇÃO

A ansiedade tem sido descrita como um das mais importantes consequências da privação de sono. Esse efeito foi primeiramente relatado por Dement(1), no experimento pioneiro sobre privação de sono REM (movimento rápido dos olhos, do inglês rapid eye movements) em seres humanos. Nesse estudo, observou-se, em indivíduos privados de sono REM, o aparecimento de uma tríade de comorbidades neurocomportamentais, composta pelo aumento da ansiedade associada a déficit de atenção e à agressividade. Atualmente, diversas pesquisas permitem concluir que a ansiedade, sobretudo na forma de transtorno de ansiedade generalizada, é uma importante consequência da privação de sono, tanto de forma total quanto restrita ao sono REM(2-4). De modo inverso, transtornos de ansiedade acarretam em importantes alterações na arquitetura e na qualidade de sono(5). Nesse caso, essa relação torna-se válida a todos os tipos de transtornos de ansiedade, não se restringindo ao transtorno de ansiedade generalizada.

A relevância da relação entre ansiedade e privação de sono pode ser constatada pelo grande volume de publicações acerca desses dois temas. Boa parte dessas publicações é advinda das pesquisas básicas, sobretudo daquelas conduzidas em animais de experimentação. Contudo, nota-se que os experimentos conduzidos em animais não mimetizam a ansiogênese observada em seres humanos em déficit de sono(6). De fato, muitos experimentos conduzidos em roedores indicam uma condição ansiolítica mediante a falta de sono.

A disparidade na relação entre privação de sono e ansiedade, quando comparados os resultados oriundos de pesquisas básicas e clínicas, é pouco considerada na literatura. No entanto, a implicação dessa constatação é preocupante, uma vez que questiona a aplicabilidade translacional dos estudos básicos na área. Desse modo, o presente ensaio teórico busca avaliar, de modo sucinto e crítico, a aplicabilidade dos modelos animais de privação de sono sob uma perspectiva translacional.

Modelos animais de ansiedade

Diversos modelos animais podem ser utilizados para avaliar comportamentos do tipo ansioso em animais de experimentação. De fato, esses modelos são ferramentas experimentais valiosas para a pesquisa sobre ansiedade, apresentando dados de grande relevância e aplicabilidade clínica. Em geral, esses modelos aplicam-se a roedores de pequeno porte (ratos e camundongos), comumente utilizados na pesquisa biomédica. A análise do comportamento do tipo ansioso em animais baseia-se principalmente na quantificação da latência, na frequência e na duração de parâmetros comportamentais específicos.

Dentre os modelos mais utilizados para análise desse comportamento, destaca-se o labirinto em cruz elevado, considerado como método padrão-ouro para avaliação de ansiedade em pesquisa básica(7,8). Trata-se de uma plataforma em forma de cruz, elevada 50cm em relação ao solo, tendo dois braços opostos abertos e dois braços opostos fechados lateralmente (Figura 1). Por meio desse equipamento, o animal é colocado sob uma condição na qual se confrontam a tendência natural de explorar o ambiente, ação que denota ansiólise, e a de permanecer em um ambiente seguro, representado pelos braços fechados, condição que denota ansiogênese. Outros modelos semelhantes são capazes de avaliar o comportamento do tipo ansioso em diferentes graus, tais como a esquiva discriminativa em labirinto em cruz(9), o teste do campo aberto(10), o labirinto em zero(11) e o labirinto em T(12). Por fim, a quantificação de alguns parâmetros específicos pode ser relacionada à ansiedade, abordando-a indiretamente. Nesse caso, salientam-se o self-grooming (autolimpeza), a imobilização, a locomoção e o número de bolos fecais.

Um modelo alternativo ao uso dos métodos clássicos de avaliação comportamental em animais de experimentação foi recentemente proposto por Kalluef e Tuohima(13,14). Esse modelo usa o self-grooming como parâmetro para inferir sobre o comportamento ansioso. Nota-se que, a despeito de medidas clássicas (latência, frequência e duração), animais pouco e muito ansiosos diferem entre si quanto à microestrutura e à progressão desse comportamento. Em animais com baixos índices de ansiedade, o self-grooming é realizado em progressões céfalo-caudais bem ordenadas e ininterruptas, denotando limpeza corporal, mas não ansiedade. Em contrapartida, em animais com comportamento do tipo ansioso proeminente, o self-grooming é realizado em progressões fragmentadas e desorganizadas. Nesse modelo, é interessante notar como observações absolutamente etológicas, como as descrições da microestrutura do comportamento de self-grooming em roedores, podem ser usadas na elaboração de um modelo de pesquisa com alto potencial para aplicação translacional.

Ainda que existam críticas e ressalvas metodológicas à maioria dos modelos de avaliação do comportamento do tipo ansioso em roedores(15), pode-se afirmar que, de um modo geral, eles são eficientes, desde que corretamente utilizados. Mesmo assim, esta é uma área em constante renovação e sob recorrentes reconsiderações teóricas, as quais resultam em adaptações aos modelos existentes e criação de novos. São essas adaptações que garantem a aplicabilidade desses modelos animais às mais diversas condições experimentais.

Pesquisa básica sobre privação de sono e ansiedade

A aplicabilidade dos modelos animais de ansiedade aqui descrita parece não se repetir quando a privação de sono é inserida como variável adicional. Nesses casos, a privação de sono paradoxal (análoga à privação de sono REM) parece apresentar efeitos ansiolíticos na maioria dos casos(16-19). Esse efeito é evidenciado principalmente pelo aumento no tempo em que animais privados de sono permanecem no braço aberto, quando comparados aos animais não privados de sono. Contudo, existem relatos de aumento do comportamento do tipo ansioso nessas condições(6,20). Quanto à privação de sono total, não há estudos conduzidos na pesquisa básica que a tenham relacionado ao comportamento do tipo ansioso.

Ainda que não se possa afirmar, com certeza, a razão da discrepância dos dados aqui apresentados anteriormente, podem-se listar, como possíveis fatores causais, diferenças entre espécies (ratos versus camundongos), no protocolo de privação de sono paradoxal e no manejo e acomodação dos animais. De fato, esses são os principais argumentos apresentados por Silva et al.(6) para justificar os achados de aumento de comportamento ansioso frente aos estudos prévios que demonstravam ansiólise mediante privação de sono paradoxal. Além disso, deve-se atentar ao fato de que os estudos considerados para demonstrar a inconsistência dos dados são advindos do uso do labirinto em cruz elevado. Portanto, podem-se indicar, como razões para a disparidade descrita, uma possível falta de sensibilidade, a inacurária ou a impropriedade parcial do labirinto em cruz elevado, quando associado à privação de sono paradoxal.

Consequências das disparidades entre pesquisa básica e clínica

Independentemente das razões para as discrepâncias apresentadas, a falta de consenso entre os resultados aqui apresentados prejudica a aplicabilidade translacional dos achados. Ademais, essa constatação ganha força quando se considera que a maioria dos estudos animais não mimetiza a condição de ansiogênese encontrada em indivíduos privados de sono. De fato, ao passo que uma pessoa privada de sono apresenta um estado de ansiedade proeminente, a maioria dos estudos em animais demonstra diminuição de comportamentos do tipo ansioso em condições análogas. Desse modo, a extrapolação de dados advindos das ciências básicas para a prática clínica fica comprometida. Estudos que avaliam intervenções adicionais à relação entre privação de sono e ansiedade tornam-se dúbios. Uma vez que não se tem bem estabelecida a relação entre sono e ansiedade, a avaliação de variáveis adicionais torna-se imprecisa. Como exemplo, podem-se citar estudos que avaliam o efeito de drogas específicas sobre o comportamento do tipo ansioso em animais privados de sono ou em condições semelhantes. Por não haver consenso sobre a relação direta entre as variáveis primárias, a avaliação do efeito farmacológico torna-se inexata. É o caso, por exemplo, de Huang et al.(21), que avaliaram o efeito de drogas, como eszopiclone e zolpidem, sobre o sono e o comportamento ansioso, e de Garg e Kumar(22), que investigaram o efeito da trazodona e da imipramina na relação entre essas duas variáveis.

Com base nos argumentos citados acima, nota-se que, nas condições atuais, a relevância de estudos básicos que abordam a interface entre sono e ansiedade fica comprometida. Assim, torna-se necessária a discussão de alternativas metodológicas que visem sanar esse problema.

Alternativas metodológicas

Como ressaltado anteriormente, a relevância do uso de modelos animais na pesquisa sobre transtornos de ansiedade é inquestionável. No entanto, essa mesma relevância não é encontrada nas pesquisas que envolvem privação de sono, devido tanto à inconsistência dos resultados provenientes da pesquisa animal quanto à falta de replicabilidade dos dados clínicos na ciência básica. Nesse sentido, torna-se necessária a discussão de alternativas aos modelos básicos atualmente empregados na abordagem da relação entre privação de sono e ansiedade, de modo que estes se tornem igualmente aplicáveis. A seguir, algumas alternativas a esse panorama são discutidas.

Atualmente não se conhecem os motivos pelos quais alguns estudos apontam ansiólise, ao passo que outros indicam ansiogênese, como efeitos da privação de sono. Ainda que existam estudos que apresentam aumento do comportamento do tipo ansioso mediante privação de sono, sobretudo na última década, o volume de publicações com essas características ainda não permite que esses resultados sejam unanimemente extrapolados. Para tanto, a replicação desses dados torna-se necessária, de modo a reafirmar a aplicabilidade translacional deles. Espera-se que, com a replicação dos achados, atinja-se consenso quanto à ansiólise ou ansiogênese, como resultado comportamental da privação de sono paradoxal em animais. Consequentemente, esse fato tornaria os resultados prévios opostos como decorrentes de variações ocasionais. Ainda, uma possível constatação da replicação desses experimentos seria a manutenção da inconsistência dos resultados. Nesse caso hipotético, seria demonstrada a inaplicabilidade de modelos animais de comportamento ansioso para situações experimentais que envolvam privação de sono paradoxal.

É oportuno que se investiguem, em detalhes, os motivos pelos quais são relatadas as discrepâncias citadas. Essa medida permitirá o refinamento das técnicas comportamentais em pesquisa básica, garantindo maior aplicabilidade dos dados obtidos. Mesmo que a razão para as discrepâncias citadas não seja conhecida, uma maneira de garantir a replicabilidade dos dados é repetir exclusivamente os experimentos nos quais se obteve ansiogênese como efeito da falta de sono. Essa medida visa garantir a aplicabilidade de resultados em estudos futuros, baseando-se nos protocolos que mimetizam a relação encontrada em seres humanos de modo eficiente.

Por fim, pode-se buscar o emprego de outros métodos comportamentais para a avaliação do comportamento do tipo ansioso, além do labirinto em cruz elevado. De fato, Garg e Kumar(22) empregam, de modo interessante, alguns testes alternativos, como o actofotômetro e o labirinto em zero, em adição ao labirinto em cruz elevado. No entanto, o contexto específico abordado pelos autores, somado à falta de estudos semelhantes ainda, impossibilita a avaliação da consistência e a aplicabilidade desses testes. Destaca-se, nesse caso, o uso potencial do algoritmo de avaliação de grooming, descrito anteriormente. Esse protocolo tem sido utilizado com sucesso para avaliar o comportamento do tipo ansioso em diversos contextos(23-26), contudo ainda não há resultados descritos na literatura com o uso desse método, em relação à privação de sono.

CONCLUSÕES

A privação de sono é uma condição cada vez mais observada na sociedade moderna, resultando em diversos efeitos neurocomportamentais. Esse fato é suficientemente forte para garantir a importância das pesquisas sobre a interface entre privação de sono e ansiedade. De fato, estudos clínicos têm trazido à luz diversas evidências e detalhado cada vez mais interessantemente essa relação. No entanto, demonstrou-se, aqui, que os estudos básicos acerca da relação entre privação de sono e ansiedade, não a replicam, de modo eficiente.

Em uma perspectiva translacional, o uso de modelos animais de pesquisa é válido por possibilitar a abordagem de condições experimentais que não poderiam ser plausivelmente ou eticamente tratadas em seres humanos. Todavia, a inconsistência dos dados obtidos em pesquisa animais, somada à disparidade, quando comparados aos resultados advindos de pesquisa clínica, compromete o emprego de uma abordagem translacional. Sabendo da importância potencial dos modelos animais à pesquisa entre sono e ansiedade, propõe-se que os estudos básicos, nessa área, sejam replicados. Essa recomendação é particularmente válida àqueles protocolos que apontam a ansiogênese como resultado da privação de sono, à semelhança das principais observações feitas em seres humanos. Ademais, sugere-se fortemente o emprego de metodologias novas e de alternativas para avaliação da relação entre os temas tratados, buscando protocolos que sejam suficientemente sensíveis e aplicáveis a essas condições experimentais. Espera-se que essas recomendações venham a possibilitar, no futuro, a extrapolação de dados sobre sono e ansiedade, obtidos em pesquisa animal, à prática clínica.

AGRADECIMENTOS

Fontes de financiamento: AFIP, CNPq e FAPESP-CEPID [FAPESP/CEPID #98/14303-3].

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  • Relação entre privação de sono e ansiedade na pesquisa básica
    Gabriel Natan Pires; Sergio Tufik; Monica Levy Andersen

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    22 Jan 2013
  • Data do Fascículo
    Dez 2012

Histórico

  • Recebido
    16 Abr 2012
  • Aceito
    17 Ago 2012
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