Este trabalho parte da hipótese de que a montagem de um álbum de fotos não apenas acompanha, mas configura o entrelaçamento retórico de uma escrita de vida. Serão analisadas especialmente aquelas escrituras que implicam o cruzamento de dois olhares: o do biógrafo e o do biografado. À semelhança do vínculo que se estabelece entre fotógrafo e retratado, esse encontro produz um imaginário amoroso e sentimental que transborda os marcos tradicionais da biografia como gênero. O álbum de fotos, nesse contexto, funciona como um dispositivo que condensa a intimidade compartilhada, a educação sentimental e a experiência comum de um passado, ao mesmo tempo que desestabiliza a ideia de uma subjetividade unificada e sua representação estável.
Palavras-chave:
vida; fotografia; literatura argentina século XXI; biografia; amor
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