Open-access A editora Kapelusz e suas relações com a educação ibero-americana: entrevista com María Rosa Neufeld, neta do fundador1

Kapelusz Publishing House and its relationship with Ibero-American education: an interview with María Rosa Neufeld, granddaughter of the founder

Resumo

Nesta entrevista com María Rosa Neufeld, não exploramos sua profícua carreira acadêmica no âmbito da Antropologia Política e da Educação, mas nos dedicamos a lançar luz sobre um aspecto pouco conhecido de sua biografia: ela foi neta de Adolfo Kapelusz, fundador da editora argentina Kapelusz. Criada em 1905 e com sucursais no México, no Uruguai, na Venezuela e na Espanha, além da sede na Argentina, a editora teve significativo impacto na consolidação de uma biblioteca de formação docente na Iberoamérica. Produziu de lápis a manuais escolares para os ensinos primário, secundário e formação docente. Entre os diversos produtos que lançou, encontram-se quadros parietais, mapas, cadernos de exercício e fichas, além de livros acadêmicos de autores argentinos e traduções ao espanhol de autores estrangeiros. Em sua juventude, María Rosa chegou a trabalhar na editora. No Departamento de Artes, acompanhou o trabalho de sua mãe, Maria Etelvina Kapelusz, que era responsável por elaborar as ilustrações e capas de livros, bem como por fazer as encomendas de imagens a artistas externos à editora. Por meio da entrevista, temos acesso a informações sobre a organização de uma empresa familiar, as locações que ocupou, as linhas editoriais que implementou e muitos outros detalhes do processo de produção de livros. Consistem em retalhos de memória que nos permitem reconstituir elementos de uma história editorial mesclada a uma tradição de família. Na década de 1990, com a venda da Kapelusz para a organização colombiana Carvajal, formando a Kapelusz-Norma, os arquivos foram perdidos. Ao trazer a público esta entrevista, almejamos contribuir para sanar uma lacuna documental, alimentando estudos em história da educação, história editorial e história da cultura escolar.

Palavras-chave:
História da educação; Circulação editorial; Cultura material; Manuais escolares; História editorial

Abstract

In this interview with María Rosa Neufel, we do not explore her prolific academic career in the fields of Political Anthropology and Education. Instead, we focus on shedding light on a lesser-known aspect of her biography. She was the granddaughter of Adolfo Kapelusz, founder of the Argentine publishing house Kapelusz, established in 1905. With branches in Mexico, Uruguay, Venezuela, and Spain, in addition to its headquarters in Argentina, the publishing house had a significant impact on the consolidation of a teacher training library in Ibero-America. It produced everything from pencils to school textbooks for primary, secondary, and teacher’s education. Among the various products it released were wall charts, maps, exercise notebooks, and worksheets, as well as academic books by Argentine authors and Spanish translations of foreign authors. In her youth, María Rosa worked at the publishing house. In the Art Department, she worked alongside her mother, Maria Etelvina Kapelusz, who was responsible for creating illustrations and book covers, as well as commissioning images from artists outside the publishing house. Through this interview, we gain access to information about the organization of a family business, the locations it occupied, the editorial lines it implemented, and many other details of the book production process. These are fragments of memory that allow us to reconstruct elements of an editorial history intertwined with a family tradition. In the 1990s, with the sale of Kapelusz to the Colombian organization Carvajal, forming Kapelusz-Norma, the archives were lost. By making this interview public, we aim to help address this documentary gap, contributing to studies in the history of education, publishing history, and the history of school culture.

Keywords:
History of education; Publishing circulation; Material culture; School textbooks; Publishing history

Apresentação da entrevistada

María Rosa Neufeld é antropóloga social, especializada em temáticas da Antropologia Política e da Educação. É graduada em Ciências Antropológicas pela Universidad de Buenos Aires (UBA) e docente aposentada na mesma instituição. Na UBA, foi professora titular do Departamento de Ciências Antropológicas, codiretora do Mestrado em Antropologia Social e do Programa de Antropologia e Educação da Seção Antropologia Social. Ministra Seminários de Mestrado e Doutorado na UBA e em diversas universidades argentinas, mantendo um forte compromisso com a orientação de teses e bolsistas de mestrado e doutorado. Sua produção escrita inclui livros e numerosos artigos em revistas acadêmicas, nos quais se destaca sua reflexão sobre desigualdade social, diversidade cultural, poder e exclusão, sempre com uma mirada que contempla a questão educacional. Entre 1984 e 2013, foi professora efetiva do curso de Licenciatura em Ciências Antropológicas, responsável pela disciplina Antropologia Sistemática I e por seminários sobre Antropologia e Educação. Além da leitura de suas obras, podemos acompanhar a potência de seu pensamento no El podcast de María Rosa (disponível no Spotify4), em que explora teoria e história em Antropologia Social.

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María Rosa Neufeld

Apesar dessa profícua carreira acadêmica, o que nos moveu na presente entrevista foi um dado nem sempre mencionado em suas biografias. María Rosa é neta de Adolfo Kapelusz, que criou um importante império editorial na Argentina na primeira metade do século XX. Em sua juventude, María Rosa chegou a trabalhar na editora. Acompanhou o trabalho de sua mãe, Maria Etelvina Kapelusz, no Departamento de Artes. A seção era responsável por elaborar as ilustrações e capas de livros, ou fazer as encomendas de imagens a artistas externos à editora. Por meio da entrevista, temos acesso a informações sobre a organização de uma empresa familiar, as locações que ocupou, as linhas editoriais que implementou e muitos outros detalhes do processo de produção de livros. Consistem em retalhos de memória que nos permitem reconstituir elementos de uma história editorial mesclada a uma tradição de família iniciada por seu avô.

Adolfo Kapelusz chegou na Argentina aos 18 anos de idade, proveniente da Áustria. Em Buenos Aires, casou-se com a também imigrante Paula Spitzer. Tiveram seis filhos: Yolanda, Frida, Jorge, María Etelvina, Violeta e Nora. Em 1905, Adolfo inaugurou a Casa Papelaria, na calle Chacabuco 355, entre Moreno y Belgrano, célula inicial da Adolfo Kapelusz y Cia., instalada à Av. Rivadávia, 978. Em pouco tempo alterou seu projeto empresarial, constituindo uma editora especializada na publicação de livros escolares e material didático5. Produziu de lápis a manuais escolares para os ensinos primário e secundário e para a formação docente. Entre os diversos produtos que lançou, encontram-se quadros parietais, mapas, cadernos de exercício e fichas, além de livros acadêmicos de autores argentinos e traduções ao espanhol de autores estrangeiros. Teve uma enorme relevância na disseminação da Escola Nova na América Latina (De Tosi, 2019, p. 2), especialmente a partir da colaboração que estabeleceu com a Universidad de la Plata.

A associação com a Universidad de La Plata foi estratégica. Também criada em 1905, desde seus primórdios a Universidad de La Plata acolheu uma Seção Pedagógica que, integrada às seções de Filosofia, História e Letras, compôs a base da estrutura da Facultad de Ciencias de la Educación, “[...] dando inicio a la enseñanza superior de esas ciencias como carrera, que abría un relevante espacio académico para la formación de profesores universitarios en las ciencias educacionales y en la pedagogia” (Vicente, 2016, p. 190). Segundo Maria Eugenia Vicente: “En la Facultad, el campo científico-experimental de la educación fue promovido por Víctor Mercante, y entre 1914 y 1920, durante su decanato, se desarrollaron planes de estudio y currículos claramente orientados en esa dirección”.

Como docente da Facultad estava, entre outros, José Rezzano, editor da revista La Obra. Fundada em 1921, La Obra reunia um conjunto de colaboradores que convergiam na defesa das inovações pedagógicas. Em 1926, a revista oficializou sua adesão à New Education Fellowship por meio da publicação do recém-criado suplemento intitulado Nueva Era, que, a partir de 1927, começou a ser editado de forma independente também sob a direção de José Rezzano (Frechtel, 2023). José era casado com Clotilde Guillén de Rezzano, educadora argentina conhecida pela sua atuação na divulgação e na experimentação de novas ideias pedagógicas, como os centros de interesse e o plano Dalton, que introduziu na Escola Normal nr. 5, em Buenos Aires. Suas redes internacionais a colocavam em contato com o Instituto Jean-Jacques Rousseau, em Genebra, e, em particular, com Ad. Ferrière (Vidal; Rabelo; Monção, 2023). Entre 1946 e 1950, ela seria curadora da coleção Biblioteca de Cultura Pedagógica, também para a Editora Kapelusz. La Plata, assim, era simultaneamente um celeiro da formação pedagógica em nível superior e um ponto de conexão com o movimento internacional da educação nova. Portanto, tinha relevância nacional para o mercado editorial escolar e internacional para os educadores atentos ao movimento de renovação educacional (Vidal; Rabelo, 2026).

Foi essa associação entre a editora e a Universidad de La Plata, aliás, que impulsionou a tradução ao espanhol de Tests ABC, de Manoel Bergstrom Lourenço Filho. Publicada inicialmente em 1937, a obra teve sua segunda edição em 1939. Em 1943, foi lançada a 5ª edição, com reimpressões em maio e outubro de 1944, e em fevereiro e novembro de 1946. A 6ª e última edição, aumentada, foi publicada em 1960, em dois formatos: brochura e encadernado. No segundo formato, afirmava ter vinculação com a Biblioteca de Psicologia Contemporânea. O sucesso da empreitada foi tal que Tests ABC, na tradução espanhola, tornou-se leitura obrigatória dos cursos de preparação do magistério na Argentina. De acordo com Berta Blaslavsky (2004, p. 115), “[...] los Testes ABC tuvieran una amplia difusión en América Latina. En la Argentina se aplicaron de manera muy generalizada: llegaron a ser obligatorios en la provincia de Buenos Aires y fueron muy populares entre los maestros, a veces todavía los recuerdan”.

A difusão da obra na América Latina deveu-se a outra característica importante da editora. Já na primeira metade do século XX, a Kapelusz tinha sucursais no México, no Uruguai, na Venezuela e na Espanha, além da sede na Argentina. Com a morte de Adolfo Kapelusz, em 1947, seu filho Jorge assumiu a direção da editora. A sede foi alterada para a calle Moreno 372, próxima à Plaza de Mayo, última locação. Em 1953, a editora lançou a coleção Grandes Obras de la Literatura Universal (GOLU). Voltada à educação escolar, trazia prólogos, cronologias e notas em apoio ao trabalho docente. Teve forte impacto na constituição de um novo cânone literário escolar, ao incorporar autores à época pouco conhecidos. Outra iniciativa de repercussão editorial e escolar foi a publicação, em 1979, do Diccionario Kapelusz de la Lengua Española. Apenas para se ter uma ideia da potência desse mercado e da circulação de livros da editora no Brasil, um rápido levantamento efetuado na biblioteca Celso de Rui Beisiegel, da Faculdade de Educação (USP), identificou a presença de 512 obras lançadas pela Kapelusz entre as décadas de 1930 a 1980.

Apesar da grande importância da editora para a história da educação na América Latina e na Espanha, sua história é ainda pouco conhecida. Na década de 1990, com a venda da Kapelusz para a organização colombiana Carvajal, formando a Kapelusz-Norma (De Tosi, 2019), os arquivos foram perdidos. Atualmente, não restam fontes documentais sobre o passado e a atuação desse empreendimento editorial, relevante na consolidação de uma biblioteca de formação docente na Ibero-América.

Ao trazer a público a entrevista realizada com María Rosa Neufeld, almejamos contribuir para sanar essa lacuna documental, alimentando estudos em história da educação, história editorial e história da cultura escolar.

ENTREVISTA

Diana Gonçalves Vidal: ¿Cuáles son sus experiencias respecto de la editorial Kapelusz?

María Rosa Neufeld: Podría comenzar contándote acerca de mi experiencia de muy niña: mi mamá, cuando yo era muy pequeña, me llevaba con ella a la Editorial, en su horario de trabajo, antes de que yo fuera a la escuela. Me dejaba en una salita donde estaba la Biblioteca de Cultura Pedagógica, que yo hojeaba sin saber leer. Por suerte, había algunos otros libros con alguna ilustración, porque los libros de lectura y los manuales no estaban en esa salita, que era para recibir al público. Y, bueno, entre ese momento, que fue previo a la muerte de mi abuelo (mi abuelo murió cuando yo tenía 6 años, en 1947), y 1989/1990, cuando la editorial quebró, fui creciendo... Y lo que pasó durante cada período está marcado por mi inserción etaria: una niña, una adolescente, una estudiante. Trabajé en Kapelusz, con mi mamá. Todo esto lo puedo contar...

Puedo comenzar con Adolfo Kapelusz, mi abuelo, la relación que yo viví de muy pequeña de él con los autores, que era una especie de colectivo que uno palpaba. La familia Kapelusz misma, con su esposa, con sus 6 hijos, la inserción que tuvieron o no en la editorial, alguna cosa sobre la organización de la editorial como empresa. Y después, lo que conocí mucho es el trabajo en un ámbito específico de la editorial, la sección Arte, que estaba a cargo de la señora Etelva [María Etelvina Kapelusz], que era mi mamá, donde se hacía toda la ilustración de cuanto libro publicara Kapelusz.

Diana: ¿Las tapas también?

María Rosa: Todo, todo... aunque, en realidad, muchas tapas mi mamá las encargaba a artistas especializados que trabajaban de manera independiente.

Diana: Empezamos por el comienzo. ¿Cuáles son sus recuerdos de su abuelo, Don Adolfo?

María Rosa: Muy pocos, pero de alguna manera creo que significativos, porque cuando yo era muy pequeña, se ponía mucho énfasis en que él no era alemán, sino austríaco, como algo que hacía de él una persona más amable, más tratable que la imagen estereotipada del alemán. Estaba casado con una húngara que venía de Brasil, de las colonias alemanas o de habla alemana de Blumenau. Y ella, por lo visto, era de alguna colonia de habla alemana en Hungría. Y otro elemento que daba mucha vuelta cuando yo era pequeña era que la familia de mi abuela materna en Brasil tenía vinculación con la fabricación de alcoholes, de azúcar.

Y eso... También tenían una fábrica cuya chimenea llegué a conocer acá, en la Argentina, en la localidad de San Pedro, que queda a unos 180 kilómetros de Buenos Aires. En Buenos Aires, la casa de mis abuelos tenía una galería parecida a esta [se refiere a la galería de su casa actual]. Siempre, con mi esposo, decíamos que nos habíamos comprado la galería de la casa de mis abuelos [MT: quedaba cerca de acá, acá en Buenos Aires]. Y mi abuela tenía una empleada negra que había traído de Brasil. Siempre me pregunté si habría sido una empleada esclava.

Porque era una familia muy tradicional, de prácticas bastante patriarcales. Tenían 6 hijos, un solo hijo varón; las otras, mujeres. La hija mayor no había podido cursar el secundario, porque su papá, el dueño y mentor de la editorial, no le había habilitado, como mujer, que estudiara más allá de la escuela primaria. Mi mamá, que era la segunda, encontró un atajo, dado que mi abuelo autorizó que cursara la Escuela Superior de Bellas Artes, que empezaba por un bachillerato ya entonces, con lo cual pudo hacer los estudios que su hermana mayor no hizo.

Las otras sí hicieron el secundario, supongo que en medio de todos los autores que rodeaban a mi abuelo, que lo habrán aggiornado un poco. Es decir, yo de él tengo un recuerdo muy lejano de un abuelo cariñoso. Y esta cuestión de que él era una persona muy afable era algo que se repetía una y otra vez en los actos que se hacían en su homenaje, una vez fallecido. Es decir, el infaltable acto anual recordatorio, porque eran actos con oradores, todo, en el cementerio alemán, cada vez que recordaban el fallecimiento, yo iba como niñita, escuchaba los discursos, conocía a los autores.

Los autores que yo recuerdo eran Astolfi, un autor de libros de historia que luego aprendí que eran... lo más criticado por cualquier graduado en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires o de cualquier otra universidad. Astolfi, en historia, Clotilde Guillén de Rezzano, que tenía que ver con pedagogía. Más moderno, recuerdo a Rampa, que era un geógrafo.

Marcos Thisted: ¿Paulina Quarleri estaba por ahí o es posterior?

María Rosa: Paulina Quarleri, ella era del Buenos Aires [Colegio Nacional de Buenos Aires], lo cual la hacía atípica en la editorial. Paulina Quarleri era una geógrafa, profesora del CNBA, que depende de la UBA. Y una de las cosas que recordamos o que conjeturábamos el otro día con Ignacio, es que Kapelusz, como editorial, estaba más ligada con un gran, un enorme capítulo de la docencia argentina, los profesorados que emitían títulos superiores, pero no universitarios, 4 años en vez de los 5 de la universidad.

Diana: Contame un poco de esta experiencia, con tu madre, de quedarte ahí, en la salita, esperándola, mirando los libros. Lo que son los primeros recuerdos de la empresa.

María Rosa: Bueno, era digno quizás de describirse, porque después estuve en algún otro edificio de oficinas parecidas a ese, pero yo lo que recuerdo es el edificio de Moreno 372. Es decir, yo no recuerdo haber ido a otro edificio, pese a que el recuerdo que estoy evocando es previo. Aquí hay algo que ubico mal. Es decir, yo lo que ubico, por lo que te contaba antes, esto de mi personita mirando libros, es un recuerdo de una mesa ratona que me quedaba grande, de estantes bajos a los que yo no alcanzaba más que en puntitas de pie o subiéndome al borde de los sillones, y no me acuerdo más.

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Frente del antiguo edificio de la editorial Kapelusz en la calle Moreno, Ciudad de Buenos Aires.

De la zona administrativa y directiva de la Editorial, recuerdo la recepción... Luego uno veía hacia adentro una especie de gran sábana de mesas en las que trabajaba la gente de la contabilidad, y unos pocos tenían sus oficinitas privadas. Esto se repetía en el lugar que conocí más, que era el departamento de arte. Mi mamá era egresada de Bellas Artes, como ya conté, y comandaba una cantidad de dibujantes, que tenían sus mesas de dibujo una detrás de otra, siguiendo dos filas. Todos miraban hacia adelante y mi mamá se sentaba atrás, para ver las manos. Nadie ocupado en lo que no debía. No había celulares, había radios portátiles; en muchas de las mesas de los dibujantes había las que ahora una reconoce como radios vintage. Cuando aparecieron las pilas, había radios con pilas. Eso era moderno en el momento.

Diana: Entonces ya que estamos, esta experiencia con tu madre, ¿cómo fue?

María Rosa: Esa experiencia con mi madre fue, mientras que yo era estudiante de primaria, de secundaria, una experiencia maravillosa, porque mi mamá sabía de arte y le gustaba tomar un libro de historia de la pintura, había tantos, y mostrármelos.... Cuando yo era chica había una colección de una editorial suiza, que se llamaba Skira, con k, de libros de arte. Recuerdo haber visto con ella el dedicado a Van Gogh. O había otro, que lo tengo acá, que a mí me partió la cabeza, que se llamaba L’homme et l’animal, el hombre y el animal... Reproducían obras de arte, que mi mamá conocía con minucia. Por ejemplo, los juegos de niños de Brueghel. Mi mamá me hacía ver detalle por detalle. Yo siempre decía que terminé etnógrafa gracias al entrenamiento con mi mamá. Fuera de chiste, muchas veces me lo planteé. Y, en ese sentido, para mí era una experiencia maravillosa.... Se volvía menos maravillosa, si es que yo intentaba dibujar algo, porque el nivel de exigencia de mi mamá era tremendo, y tenía incorporadas las proporciones del cuerpo humano, según Miguel Ángel, si no recuerdo mal, las proporciones renacentistas.

Diana: Da Vinci...

María Rosa: De Da Vinci, sí... El Hombre Vitruviano. Sí, bueno, es decir que un dibujo de niño no pasaba la vara severísima de mi mamá. Otro tanto le pasaba a los dibujantes que trabajaban para ella. Es decir, creo que a ella le encantaban los autores renacentistas, sí, renacentistas, pero también los impresionistas. Pero a Picasso y a los cubistas, etcétera, les hubiera pegado en los dedos por su falta de respeto por las proporciones... Esto lo cuento porque las ilustraciones de los libros infantiles de Kapelusz, que desde antes de que yo naciera y durante los 80 años de mi mamá las vigiló ella, si había algo que seguían eran las proporciones del cuerpo humano. Es decir, ella era más libre con el color, pero no con el rigor de la representación de la imagen humana, por ejemplo.

Y el asunto fue cómo llegué a la universidad. Yo llegué a la universidad a pesar de una reunioncita que tuve en la editorial con mi tío Jorge Kapelusz, en la que él me dijo que tenía un gran futuro en la editorial, que qué iba a perder el tiempo entrando a Historia [por la carrera que se cursaba en la Facultad de Filosofía y Letras], que era lo que yo quería hacer en ese momento. Entonces, yo no recuerdo más que el haberle dicho, con cara muy hostil: “De ninguna manera...”.

Y tuve mucho apoyo de mi mamá, que yo sabía que ella había sido oyente de la Facultad de Filosofía y Letras: se iba desde la editorial, que estaba en el centro, a la facultad, que estaba en la calle Viamonte, y escuchaba los teóricos [por las clases teóricas] de la carrera de Historia, de la carrera de Letras. Mi mamá hubiera disfrutado la facultad. Pero mi tío no pudo conmigo, no pudo tampoco con su hijo, que tuvo una historia trágica [se refiere a la muerte del hijo de Jorge, Ricardo Kapelusz, primo de María Rosa]. Y bueno...

A partir de ahí fue mi mamá presidenta... Pero no era...

Marcos: El poder real...

María Rosa: Claro, retrocedamos un poco a la muerte de mi tío, el hermano de mi mamá.... Él quedó muy impactado. Mi tío estaba casado con una geóloga universitaria, lo cual también era... Ella y mi papá, que era químico farmacéutico (era alemán mi papá), eran los dos universitarios. Es decir, los dos que rompían esa cosa que a ustedes les interesa de la empresa. La empresa, que era una empresa editorial que no valoraba como necesaria ni adecuada para trabajar en ella la formación universitaria... alojaban universitarios pese a esta cosa de... “Esto no nos hace falta”. Me refiero a los primeros tiempos, fundamentalmente. Bueno, mi tío Jorge y su esposa, Verena von Kull ... el von, es el “de” de la pequeña nobleza europea, que era la geóloga. Tenían a Ricardo y a su hermana mayor, Ana María, que sí estudió Historia en la facultad. Con lo cual, las generaciones siguientes se fueron liberando de ese extraño mandato empresario.

Diana: Una de las cosas que vos dijiste era que tu abuelo no estaba con la gente de la universidad, pero sí con los docentes que se formaban en los profesorados. O sea, estaba preocupado con un nivel más de formación docente. Esto me parece interesante para pensar cómo construía las colecciones o pensaba las obras que iba a publicar.

María Rosa: Sobre esto yo no te puedo contar más que lo que infiero. Yo era niña o adolescente, en ningún momento coexistí con mi abuelo en la editorial. Date cuenta, yo tenía 6 años cuando él murió. Sí, con la gente que formaba parte de su entorno. Conocí a Astolfi, a Fesquet, que era uno de matemáticas, esa era gente cuyos rostros yo recuerdo, pero sólo sus rostros. Es decir, si eran universitarios, si tenían otra formación, para mí eso no existía... Lo que sí, lo que sí fui reconstruyendo, rápidamente, es que buena parte de sus contactos no eran los contactos próximos, digamos, de la Facultad de Filosofía y Letras, de Exactas, de donde venía mi tía... Pero mi tía no trajo nunca a ningún conocido de ella a trabajar a la editorial, sino que había un fuerte vínculo, que supongo más personal que otra cosa, con gente de la Universidad de La Plata.

Para mí, la Universidad de La Plata, en esos años, representaba una tradición más positivista que la Facultad de Filosofía y Letras de Buenos Aires. Yo podía comparar las carreras de Antropología de ambas universidades; si las comparas, o lo que leían y no leían la gente de Educación de La Plata y Buenos Aires. Creo que estaban más cerca de líneas positivistas... ¿Por qué lo digo? Por ejemplo... Bueno, por ejemplo, publicaron muchos libros de test mentales. Con los test yo me apasionaba.

Diana: Ah! Esto es todo un capítulo que me interesa.

María Rosa: Pero, pensalo con mente de niña. Yo quedaba en esa habitación, apenas sabiendo leer, porque esto no es de los primeros años, esto es posterior, de mi escuela primaria. Yo me aplicaba a mí misma los tests. Había uno que... los tests de rapidez mental, no me acuerdo bien cómo se llamaban. Trataba de no mirar las soluciones cuando había alguna pista y me ponía los puntajes. Así que, en algún momento en que, como alumna del secundario, creo que en tercer año, soy maestra normal nacional, que en mi época se lograba haciendo cuarto y quinto año del secundario. Creo que ahí me tomaron un par de tests. Yo era una experta. Los tenía todos sabidos.

Diana: ¿Cuándo completaste la formación para maestra? ¿En qué año, más o menos?

María Rosa: Yo me recibí de maestra en el año 1957, si no me equivoco, 1958. Sí, en el 1958. Y ahí entré enseguida a la facultad. Primero a Historia y de Historia pasé a Antropología.

Diana: Entonces, en este entonces trabajaba con los tests mentales también, porque Kapelusz publicó muchos tests mentales.

María Rosa: Claro, por eso estaban ahí, en ese cuartito. Creo que están por ahí arriba [señala las bibliotecas que están en la sala donde se realiza la entrevista].

Diana: Porque una de las cosas que me interesan son los tests mentales de Lourenço Filho.

María Rosa: Claro, eso estaba ahí también.

Diana: Claro, por eso, porque los publicó Kapelusz desde el comienzo.

María Rosa: Claro. Y eso, seguramente, a través de algún vínculo con la gente que yo digo de la Universidad de La Plata. Que yo recuerdo a la última, que era la doctora Ucha. Pero ella fue... era la heredera de ese lugar de dirección de las ediciones universitarias... Antes de ella... Clotilde Rezzano o alguien así, creo que eran los que tenían que ver con esta biblioteca...

Ignacio Frechtel: Lo que pasa es que el marido de Clotilde, José Rezzano, fue profesor en la Universidad de La Plata.

María Rosa: Bingo, claro.

[Sobre los primeros pasos de Adolfo Kapelusz.]

María Rosa: Mi abuelo Kapelusz trabajó primero en una editorial que era igual que lo que él hizo después, una mezcla entre librería, lo que nosotros llamamos una librería de libros escolares, de artículos escolares, lápices, cuadernos, todo eso, que era de un gringo también, no sé si austriaco, alemán o qué era, llamado Peuser. Y estos dos, Kapelusz y Peuser, quedaron de un lado, de un bando, y Estrada del otro. Estrada era la editorial católica y los libros de Estrada eran los que se usaban en las escuelas católicas, principalmente. El mercado de Kapelusz era la escuela pública, fundamentalmente.

Diana: Entonces, ahí estamos hablando de uno de los temas que tenemos acá, que es la relación con los autores. No sé si podés agregar algo más... Que ya estabas hablando de Clotilde...

María Rosa: A ver... Yo sé algunas cosas que mantuvieron después y de las que se preciaba Jorge, por ejemplo, y mi mamá. Ellos se preciaban mucho de ser muy respetuosos de los derechos de autor. Es decir, incluso no sé si mi abuelo había tenido algo que ver con la generación de lo que después sería la consolidación de una ley, me imagino. Es decir, si no me equivoco, esto consistía en que cada libro tenía... a cada libro se le pegaba una estampilla, que se sacaba de una plancha numerada. La estampilla tenía un número, lo que quedaba tenía el número, y el autor sabía cuántos ejemplares se habían editado de su libro.

Ignacio: Dilema histórico de la industria editorial hasta la actualidad.

María Rosa: Claro, claro, porque en realidad hoy lo podés truchar... Hace décadas podías, siempre pudiste trucharlo. Ahora, yo viví también, ya como chica más grande, la ansiedad de mi mamá cuando terminaban de ultimar los detalles de ediciones muy grandes de libros, porque esto de las estampillas se me ocurre que fue un mito fundacional de los derechos de autor, pero no una cosa que siguieran haciendo. Porque yo me acuerdo, por ejemplo, que en la época del peronismo, mi familia era gorila mal. ¿Sabés lo que es una familia gorila? Antiperonista. Pero mi mamá cuidaba religiosamente que la imagen de Eva Perón que iba en los libros estuviera bien retratada... Porque Eva Perón murió en 1952. Yo estaba en la escuela, y esto que para la editorial era un temazo, para mi vida personal también lo era... Para mí Eva Perón era un personaje que yo, como niña, admiraba. Era la madre de los descamisados, la patrona de los humildes. Mi mamá la hacía dibujar en los libros de texto, los libros de lectura, como un hada buena. Es decir, yo recuerdo que el drama número uno de mi mamá fue una vez que, en un libro, si no me acuerdo mal, de tercer grado, el retrato de Eva Perón salió con un ojo verde y uno castaño. Y mi mamá pasó un fin de semana en la editorial, junto con todos los dibujantes, retocando el ojo verde para que los dos ojos quedaran igual.

Marcos: Es increíble, conociéndola a mi abuela... Realmente, no tenía la misma opinión de Eva Perón que vos...

María Rosa: No, pero era la fiel guardiana de la imagen de la editorial, como editorial que podía y debía seguir vendiendo sus libros a las escuelas públicas. Es decir, no se manejaba esto de la escuela pública como te lo estoy diciendo yo. Seguro que era pública más privada no católica.

Diana: ¿Quién era el comprador, el Estado?

María Rosa: No, los padres. Pero para la escuela primaria estaba el Consejo Nacional de Educación, que decía cuáles eran los libros aprobados. Un libro con un ojo verde y un ojo marrón, para mi mamá, o para la exigencia infinita de mi mamá, no debería haber pasado la prueba.

Había una prueba de tirada. Yo iba con mi mamá a las imprentas. Y eso me apasionaba, porque esperábamos que llegara la plancha, que iba dando vueltas así, la plancha con las páginas en colores de los manuales, de los libros de lectura. Especialmente, lo que mi mamá controlaba mucho eran los manuales, porque se hacían tiradas muy grandes, de muchos ejemplares, y eso era mucho dinero.

¿Y qué más te puedo contar?

Diana: Y volviendo al tema de los autores, ¿alguno de Brasil?

María Rosa: Estaba la colección... La vieja colección de Cultura Pedagógica, los libros chiquitos... Ahí había autores brasileños... Pero no me acuerdo.

Ignacio: Esa fue la que dirigió Clotilde Guillén de Rezzano.

María Rosa: Claro, esa la dirige ella, y la Doctora Ucha está vinculada a libros más altos, perdón, pero... [Por el formato de los libros, se refiere a libros distintos de los de la colección de Cultura Pedagógica].

Vos me preguntaste en algún momento si también las tapas...

Diana: Sí, si, hacía también las tapas.

María Rosa: Sí y no, porque las tapas las vigilaba mi mamá, pero en general las encargaba afuera, a veces a artistas de cierto grado de reconocimiento. Había un dibujante y pintor que se llamaba Cozzi6, por ejemplo, que vendía muy bien sus cuadros en ese momento, y hacía tapas para la editorial.

Marcos: ¿Tapas de qué libros? ¿De texto o de los libros estos otros, los libros más...?

María Rosa: No, no, no, los libros de la serie universitaria... donde supongo que mi mamá intuía que tenía que cambiar el estilo escolar de la editorial.

Diana: Y estas relaciones que la editorial tenía con, vos dijiste... México, Venezuela, Uruguay y España.

Marcos: ¿Colombia no?

María Rosa: Colombia puede ser, pero no... Estoy segura de Venezuela. Ni Perú ni Chile ni Bolivia.

Diana: Pero Uruguay...

¿Cómo eran estas relaciones?

María Rosa: Te puedo contar muy poco. Lo que yo sé es que tenían primero representantes para vender la GOLU, las Grandes Obras de la Literatura Universal. La GOLU, los libros de las series universitarias, los mapas, porque tenían mucho mapa también. Y tenían cuadernillos con mapas en blanco para ser usados en la escuela. Entonces, primero tenían representantes, después tenían locales con mayor o menor sofisticación. Yo conocí el de México y ninguno más.

Diana: Ah, viajaste, te fuiste ahí.

María Rosa: Pero después, después. No como parte de mi vida vinculada con ellos. Y lo que hacían, que se hacía en Kapelusz, en Buenos Aires, en determinado momento, era libros de escuela secundaria que eran, por ejemplo, para México. Si ustedes se fijan en la entrada de casa, yo tengo dos dibujos que tienen que ver con la historia mexicana. Esos dos dibujos yo los obtuve...

[Retorna a la sala Marcos, que había ido a buscar ejemplares de las colecciones de libros. Vuelve con un ejemplar que le llamó la atención, de la autora María Hortensia Lacau. Lacau fue coautora junto a Mabel Manacorda de Rosetti de reconocidos manuales de educación secundaria de lengua y literatura, editados por Kapelusz entre los años 1960 y 1980, y utilizados hasta la actualidad7.]

Marcos: [Se dirige a María Rosa] Mirá lo que encontré... Ésta estaba siempre... María Hortensia Lacau.

María Rosa: ¡Claro!, esa era la directora de mi escuela.

Marcos: Lacau Rossetti, ¿no era?

María Rosa: Esa era, la misma. Lacau y Rossetti.

Marcos: ¿Ves? Directora de un...

María Rosa: Pero después fue directora.

Marcos: [Tono irónico] No importa, porque son normalistas.

Ignacio: Esto es GOLU [en referencia a uno de los libros que acercó Marcos]. Grandes Obras de la Literatura Universal. Esto es muy conocido. Conocidísimo. En todas las librerías de viejos hay libros de estos.

Marcos: Eso sí, esa colección yo la leí... te comentaba, leí hace un tiempo que es considerada novedosa, digamos, la cuestión de la glosa, el comentario al pie, digamos, que es medio erudito, es una mezcla de cosa erudita y cosa escolar. Es como que hay una especialista que te va diciendo, fijate esto, como una especie de práctica de lectura.

Ignacio: Claro, un estudio preliminar...

Marcos: Estudio preliminar, sí, pero no tanto eso, sino de cada libro que, de hecho, yo los odiaba por lo siguiente, porque no podías leer. O sea, es como que tenés todas las notas al pie, pero esto no existe antes... por lo menos, en Argentina... era una cosa muy novedosa en su momento.

Diana: Claro, porque va interfiriendo en la lectura.

María Rosa: Y claro, porque se suponía que ayudaba al profe. Bueno, este es el tipo de material que vendían en las editoriales del exterior.

Diana: ¿Archivos no hay? Archivo de la editorial no quedó nada, documentos...

Marcos: Eso es lo que le habría que preguntar, digamos, el edificio original no está más, es un hotel. La editorial se trasladó, está ahí en el bajo, en Paseo Colón y Córdoba, más o menos, tiene un local. Yo creo que se puede preguntar, sospecharía que no conservaron nada, honestamente, pero, nunca se sabe.

María Rosa: Yo tengo pistas que van hacia esa dirección. Pero... Uno nunca sabe. ¿Por qué? Porque cuando quebró, quebró en los 90. Un buen día me tocan el timbre, era el camionero de la editorial, el que había sido el camionero, y me pregunta si quiero el busto de mi abuelo... Lo tengo allí en el patio. ¿Por qué está en el patio? Porque en la última imagen de mi abuelo que recuerdo estaba sentado en una silla de ruedas, en esa galería, y me convidaba de su té y de su merienda, y era un patio como este, entonces está bajo un alerito... En la editorial, ese busto era un regalo en vida de los autores. Cosa que a mí siempre me espantó, esto de los bustos hechos en vida, pero eran una costumbre, me parece.... Y el busto es de un tucumano reconocido como escultor... Bueno, el busto que estaba en la sala de recibo vino a parar acá.

Foto 3
Busto de Adolfo Kapelusz en la galería de la casa de María Rosa Neufeld

El fichero de la sección Arte, que había sido mi trabajo de hormiga... Yo tenía un fichero que correspondía a las diapositivas de obras de arte que había ido haciéndole hacer a un fotógrafo. Íbamos... yo iba con un fotógrafo, museo por museo. Museo de Historia de Luján, Museo Histórico Nacional, e íbamos documentando. Porque fue una de las cosas que hice con mi mamá cuando terminé el secundario, y empecé a trabajar con ella, porque acordamos que yo cursaba Historia, después se bancaron mi cambio a Antropología, que les pareció más inútil, pero bueno, es lo que había. Que yo cursaba la facultad el tiempo que necesitara, pero que de 8 de la mañana a 12 trabajaba en la editorial. Y el trabajo que hice todo el tiempo fue la parte de ilustraciones, fundamentalmente de los libros de Historia y de Literatura, porque mi mamá lo que quería era que yo hiciera, lo que terminé haciendo, ese archivo de diapositivas al que recurría para independizar lo más posible el material que usaba del “robo” - esto lo digo en mis términos actuales - de las ilustraciones de los libros europeos.

Estos libros de Skira, por ejemplo, etcétera.

Marcos: [Señala una pila de revistas en una biblioteca de la sala] Todas esas revistas que están ahí abajo, corresponden... Es parte de ese material.

María Rosa: Mi mamá era la que venía comprando estas revistas.

Marcos: De hecho, en realidad, todavía hay... si las revisas, están las anotaciones, las notas que tomabas vos o que tomaba [no se entiende el nombre] inclusive, por letra, está en todos los libros.

María Rosa: Claro, porque estas eran colecciones muy eruditas de revistas de arte, especialmente suizas, que mi mamá compraba, pero lo que ella decía y yo acordaba, es que lo que fuera arte argentino, historia argentina, geografía argentina, todo el resto, tenías que tener tu propio acervo fotográfico, ¿no? Y bueno, lo que no nos trajimos nosotros, lo que sé es que se destruyó.

Ignacio: El fichero ese que vos hiciste.

María Rosa: Sí, sí, sí, sí, se tiró a la basura.

Además, yo te diría que estas eran chifladuras de mi mamá, eran cosas de mi mamá, que yo seguía con ganas, porque venía teniendo una formación universitaria que no estaba precisamente de acuerdo con el saqueo documental. Pero... con lo que tuve menos relación, pero tuve alguna relación, fue a través de mis compañeras de facultad que trabajaron en tareas técnicas de la facultad con los autores, en el tiempo en que yo era estudiante universitaria, porque me dedicaba a conseguirle trabajo a cualquier estudiante de Historia o de Antropología, que trabajaban... aprendieron lo que aprendí yo también. Yo aprendí a corregir textos... Todavía hoy no puedo tener un texto en la mano sin hacer la corrección tipográfica, no puedo evitarlo. No sé... Mirtha Lischetti, la que fue la titular del CBC, fue una de las que anduvo por allí, se reía todavía alguna vez, cuando reconocíamos que las dos habíamos aprendido este arte temible de corregir una galera.

Marcos: Mirá, estaba viendo que María Hortensia Lacau es egresada del Joaquín V. González [por el Instituto Nacional del Profesorado ubicado en la Capital Federal, fundado en 1904 para la formación de profesores del nivel secundario].

Ignacio: ¿Quién es María Hortensia?

María Rosa: María Hortensia Lacau, fue una de las... era la directora, la rectora del normal al que yo fui, del Normal 4. Era un personaje imponente.

Marcos: Pero lo que lo que es interesante es que tuvo una cátedra en Filo [por la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA], en el curso de ingreso a la Facultad, de Comentarios de Texto, que es lo que hace ahí. Y yo entiendo que GOLU, lo voy a buscar ahora, porque hace un tiempo, buscando algo sobre Kapelusz, lo que encontré es eso... [en referencia a los comentarios y explicaciones didácticos en los textos].

Diana: De esta biblioteca universitaria, colección universitaria, de formación de maestros, ¿vos te acordás de algo? Porque ésta es una de las cosas que más me interesan, porque tienen que ver con todo esto... Esta relación internacional que Kapelusz tenía, por ejemplo, con Brasil, con México, porque en este entonces me parece que tenía más circulación internacional, además de la nacional.

Ignacio: Nos llamaba la atención... Diana tiene ahí la información de las ediciones, que la publicación de los tests de Lourenço Filho es muy cercana en el tiempo, casi simultáneo.

Diana: Casi simultánea. Los tests de Lourenço Filho salieron en Brasil en 1933 y fueron publicados por Kapelusz en 1937 acá. Y después, la sexta edición de los mismos tests que salieron en 1957, la sexta edición salió acá en 1960. O sea, y la sexta edición es una edición aumentada, o sea, con comentarios, no era solo una reimpresión.

María Rosa: Te diría que cualquier cosa que yo te cuente va a ser mera mentira, porque nací en 1941...

Diana: Está bien... pero cuando te cuando te pregunté sobre la escuela normal, me dijiste que la terminaste cuando tenías... en 1958, más o menos. Sí, ¿no? En 1958, entonces, y la última edición que yo sepa de los tests fue en 1960.

María Rosa: Claro, pero en mi escuela los tests ya eran mala palabra... Porque de lo que yo fui contemporánea, como estudiante de secundario y usuaria de libros de Kapelusz, era del momento de la Escuela Nueva.

Diana: Sí, pero Lorenço Filho es Escuela Nueva... y los tests son Escuela Nueva.

María Rosa: ¿Sí? Bueno, sí, pero... a ver, quizás yo estoy haciendo algo peligroso, hablando delante de especialistas como una lega.

Diana: ¿Y como una alumna, como una persona que trabajó con los tests?

María Rosa: No trabajé con los tests. Me los administré a mí misma, eso hice.

Ignacio: Un pequeño paréntesis, cuando te referís a que vos fuiste contemporánea de la Escuela Nueva, ¿lo encarás más por el lado del constructivismo?

María Rosa: No sé si vamos a hablar de lo mismo. A ver, yo digo, por un lado, en el mundo de la editorial, el paso a los libros de lectura que usaban el método global y no los métodos silábicos. ¿Eso a qué corresponde?

Diana, Ignacio: Sí, puede ser. Sí, sí, puede ser Escuela Nueva.

María Rosa: Eso seguro. El hecho del aprendizaje global y no parcial. Que un niño aprendería según sus centros de interés, y en términos globales, yendo a los detalles, nada más que en una segunda instancia. Y después, con toda una cantidad de cuestiones que tenían que ver con la actividad de los niños y no con el incorporar y repetir. Es decir, aprendo si voy a un paseo en el que estoy en contacto con las plantas, y no si me enseñan con la ramita de geranio a dibujar el geranio.

Ahora, ¿eso corresponde al constructivismo?

Diana, Ignacio: No, no, claro, Escuela Nueva, eso es Escuela Nueva, sí.

Ignacio: Pasa que el constructivismo por ahí es un poco posterior, es más de los años sesenta y setenta.

Diana: Claro, cuando llegan las traducciones. Los años sesenta, Vigotsky, Piaget.

María Rosa: ¿Y a qué llamás constructivismo?

Ignacio: En Argentina hablamos mucho del constructivismo, pero más en los años sesenta, setenta, ochenta. Pero no hacemos el vínculo que muchas veces hay entre constructivismo y Escuela Nueva. O sea, en Argentina Piaget es central en esa época.

María Rosa: Ah, Piaget es.

Ignacio: Sí, pero Piaget se formó en Ginebra, en el ambiente de la Escuela Nueva. Lo que yo digo es que muchas veces no vinculamos al constructivismo con la Escuela Nueva, los pensamos como dos esferas diferentes. Es verdad que son dos momentos temporales diferentes, pero tienen que ver. En la educación argentina, Piaget es central, por lo menos, en la segunda mitad del siglo XX, y Piaget se formó en ese contexto, en el Instituto Rousseau, en Ginebra, con Claparède...

María Rosa: No hay catálogos, no hay nada, para saber, por ejemplo, todos los libros que fueron publicados, estas cosas que vendría bárbaro, por ejemplo, todos los títulos de las colecciones. Ni siquiera me acuerdo de si había atrás de los libros la nómina.

Marcos: Ahora, las filiales, salvo excepcionalmente, ¿tenían alguna función en el armado de las colecciones o eran más bien lugares de distribución?

María Rosa: Eran lugares de distribución de las ediciones argentinas, y lo que yo había empezado a contar es que para México, por ejemplo, se hacían libros de escuela secundaria en la Argentina, que se exportaban a México. Específicos. Es decir, yo en algún momento me aprendí todo lo que había que saber para ilustrar un libro de escuela secundaria sobre la Revolución Mexicana en México.

Diana: O sea, la planta editorial estaba acá.

María Rosa: Sí.

Diana: Todo se hacía desde acá, después se distribuía.

María Rosa: No, porque creo que en España, que se llamaba Cincel, tenían autonomía.

[Conversación entre María Rosa y Marcos]

María Rosa: Estamos tratando de dirimir, después de que muere mi tío, quién se hace cargo, porque eran figuras muy secundarias. Es decir, la cosa seguía dentro de un estilo bastante androcéntrico, por no decir machista, familiar. Es decir, mis tías, las menores, nunca trabajaron en Kapelusz, sí sus maridos. Uno de ellos era Pascual Robles, que es el padre de Isabel Burkhart, que es una persona que yo veo a veces en Facebook, que existe, y que era mi prima. Y que es la que figura como la que regala o permite el acceso a la foto de mi abuelo que está en ese documento que yo tenía y que vos me pasaste [en referencia a un texto compartido previamente a la entrevista con una síntesis de la historia de la editorial].

Creo que es una foto coloreada la que tenemos acá. En ese documento creo que debajo dice, gentileza de la familia Irigoyen Kapelusz. Es Isabel Irigoyen de Burkhart.

Ignacio: Lo otro sumamente importante que hizo Adolfo fue crear la Cámara Argentina del Libro. O sea, fue el primer presidente de la Cámara... Se hizo el primer congreso en 1938. Producto de ese congreso se fundó en el 39 la Cámara Argentina del Libro y Adolfo fue el presidente hasta su muerte.

María Rosa: Con lo que la editorial siempre, en el tiempo que estuve vinculada, mientras que fue de mi familia, fue con la Feria del Libro. Eso ha de tener que ver con la cámara. En mi experiencia, la Feria del Libro era un lugar donde Kapelusz tenía un lugar grande, generalmente con mucha corriente de aire, y que había que sostener con muchas personas atendiendo. En algún momento fugaz, por un rato, me incorporé...

Diana: ¿Pero acciones, por ejemplo, iniciativas conjuntas con otras editoriales?

María Rosa: Puede ser que la editorial española tuviera vínculos, que la editorial mexicana los tuviera... Mientras que yo tuve que ver con la editorial, no creo que fuera lo más importante. Porque el último tiempo que estuve, yo ya era una estudiante universitaria, después una graduada...

Diana: Sí, lo que pasa es que creció tanto que ya no necesitaba de apoyo de las otras editoriales, por ejemplo, Kapelusz...

María Rosa: No, no era, no era algo que creció. Es algo que tenía un desarrollo importante y que lo sostuvo, pero no tenías la sensación de que estabas en algo que crecía. Al contrario, en algo que se sostenía.

Diana: ¿Pero eso ya... cuando? Los años...

María Rosa: A ver... Finales... Esperate... La editorial quiebra en el 89, 90, en la época de Alfonsín. Con la híper de Alfonsín [se refiere a la crisis económica que atravesó el final del primer gobierno democrático posterior a la última dictadura cívico-militar, asumido en 1983 y terminó en 1989]. Con la híper de Alfonsín, en ese momento quiebra. Diez años antes, al final de la dictadura... Me refiero al final de la dictadura... Al final de la dictadura, la editorial tenía más afuera, a mi entender, que adentro. Adentro, se sostenía. Y, de hecho, durante la dictadura, mi idea es que era algo que se sostenía... Yo trabajé, es decir, como fue la experiencia de más de un universitario, cada vez que subía un gobierno dictatorial me quedaba sin trabajo.

Y mi mamá tuvo a bien... mi familia no quería que yo volviera a Kapelusz, porque yo había sido representante estudiantil, sabían que tenía militancia política, qué sé yo. Pero mi mamá me sostuvo y me mantuvo, pasándome traducciones para hacer, fundamentalmente del alemán y mucho del inglés también.

Pero de estas colecciones de otro tipo... yo le mostraba a él el otro día unos libritos que se llamaban, Cómo hacer..., Cómo hacer tapicería, almohadones de tela, bordados de tal tipo, y yo traducía esas cosas que eran dificilísimas de traducir.

Marcos: Están también las escuelas Kapelusz...

María Rosa: Hay más de una...

Marcos: Hay una en Olavarría... Yo fui a la inauguración.

Ignacio: ¿Era como un homenaje, no?

Marcos: Eran escuelas como de campo, en general, me parece, ¿no? Escuelas en lugares más o menos apartados. Se iba, se daba un discurso, qué sé yo...

María Rosa: Y después, para la escuela eso significaba un apoyo...

Marcos: Recibir manuales...

Diana: La estructura de la editorial también es interesante, el edificio. Tener una idea más o menos de cómo eran los pisos, por ejemplo.

María Rosa: Estaba dividido en secciones. Sección primaria, secundaria, universitaria, arte. Y cada una de estas secciones tenía una superficie grande, como les decía, así, espacios comunes de trabajo, escritorio junto a escritorio. Y lo que tenía era una división entre gente que trabajaba en la editorial todo el tiempo y lugar para los autores. Porque un autor tenía que revisar galeras. Pero las galeras no te las daban como te daba Eudeba, por ejemplo. Yo publiqué un artículo en Eudeba, un artículo o un libro. Un artículo en un libro que publicamos, muy al principio. Y te daban las galeras, arreglate como puedas, te ibas con unas sábanas importantes. Eso se hacía, en general, en Kapelusz mismo. Y el personal de la editorial era, por un lado, personal que se iba volviendo añoso, que venía de hacía tiempo, con mucho conocimiento de tipografía, de producción editorial y menos conocimiento de contenidos.

Por ejemplo, Marcos trabajó un tiempo, egresado del Colegio Nacional Buenos Aires. Mis compañeras, como Mirtha Lischetti, que yo mencionaba, la que después fue una antropóloga conocida, eran graduadas jóvenes con buenos conocimientos de idiomas, de sus asignaturas, y eran las que ocupaban determinados días esos escritorios. Pero creo que esto ya fue una organización nueva, porque la gente más grande, más histórica, no estaba del todo cómoda con esto. Y lo que, mientras que mi mamá estuvo a cargo, que fue hasta sus 80 años, de la sección de Arte, que mantuvo la estructura tradicional de Arte.

En lo que mi mamá dirigía, se hacía desde la diagramación, de lo que llevaba ilustraciones hasta la ilustración misma. La ilustración misma a veces se pedía a externos, si es que era algo muy específico, muy complejo. Pero siempre que había que ubicar, una foto, un diagrama, algo en un texto, eso se hacía en Arte. Y lo que había era una sección de cartografía, que en un tiempo estuvo a cargo de Rampa, si no me equivoco.

Diana: ¿Y la planta misma con las máquinas estaba también ahí?

María Rosa: No. Estaba en otro lugar. En otros lados.

Diana: O sea, había cuatro pisos de trabajo, nada más, y después otra planta con la maquinaria.

María Rosa: Claro. Pero no era propia la maquinaria. Eran imprentas que se contrataban.

Marcos: También había una sección de ventas. La planta baja era de la sección de ventas. De ventas para público, sobre todo para público docente. Porque los docentes tenían un descuento especial, en la época del inicio de la venta. O tenían un ejemplar de regalo, me parece. Había una cosa así, con el certificado de sueldo, una cosa así, podían.

Ignacio: ¿Eso era ya en la sede de Moreno?

María Rosa: Sí. Lo que tenían era un local de exhibición frente al Obelisco.

Marcos: Claro, ese local era importantísimo. Que tenía un lugar, una sala tipo cine, en la que se hacían eventos. Era el local que estaba enfrente del Trust Joyero, que era como la esquina más importante de Buenos Aires en ese momento.

Ignacio: También nos interesa todo lo que tiene que ver con lo que no eran libros, o sea, la cuestión de la librería también. O sea, poco leyendo todo esto, digamos, que le pongan el nombre de Kapelusz a una escuela, ¿no?

Diana: El capital simbólico...

Ignacio: Por ejemplo, la nota de Balmaceda [sobre uno de los artículos compartidos sobre la historia de la editorial] termina con la idea de que el nombre Kapelusz fue parte de la educación nacional.

[Se genera un clima de risas frente a esta afirmación, como si la importancia del proyecto editorial en la historia de la educación argentina no fuera tal].

Ignacio: Bueno, pero yo creo que en su en su momento, imagino que en cualquier aula de muchas de las escuelas argentinas había algún elemento que provenía de Kapelusz, si no era un libro, era un lápiz...

Marcos: En ese sentido, sí.

María Rosa: Era así.

Ignacio: O sea, la pregunta que es interesante es: ¿se puede hablar de la educación argentina sin hablar de Kapelusz? Creo que ahí está lo interesante, y a mí me resulta más interesante aún cuando ustedes me cuentan que estaba esta cuestión de la diferencia entre los comerciantes y los intelectuales en la familia.

Diana: Pero, lo interesante es pensarlo como comerciantes. O sea, no estaban en el ramo pedagógico, no estaban preocupados por esto, no estaban preocupados por el contenido, en el sentido de que no evaluaban tanto el contenido, pero evaluaban el producto, o sea, el potencial de mercado que tenía un producto.

María Rosa: Sí, en ese sentido sí, en ese sentido sí. Y en ese sentido creo que esto que yo digo, que se quebró algo cuando muere Jorge, yo lo sostendría bastante firmemente y que eso no se notó más, porque lo que ya había era esta trama de las editoriales en el exterior, que seguramente tendrían otro funcionamiento, y cierto funcionamiento de mantenimiento de lo que había sobre otros pilares. Porque yo recuerdo, a partir de los nombres que había en esta esta publicación que trae la foto, que hay los nombres de una serie de gente que era de Historia o de otros ámbitos, así, medio como universitarios, que no tendrían manejo de la editorial, pero sí de lo que la editorial seguía haciendo. Es decir, que tiene que haber habido algo inercial, que permitió llegar hasta el momento en que quiebra.

Y que hizo que quebrara. Es decir, que después de Jorge Kapelusz, no hay quien dejaran subir y que se ponga las pilas. Porque yo sé que en mi caso nunca me lo planteé como... como algo posible por razones político ideológicas, muy directamente. Yo tengo mi postura desde hace mucho de... acerca del lugar que no quise ocupar. Y no sé si me hubiera ido mejor, pero los que quedaron a cargo, bueno, llegaron donde llegaron.

Marcos: Ahí, por ejemplo, ese texto [en referencia a un texto compartido previamente a la entrevista con una síntesis de la historia de la editorial] cierra diciendo que las escuelas Kapelusz mantienen su impronta pedagógica, eso me parece que es a título del que escribió la nota, enteramente. No creo que haya una impronta pedagógica, pero sí, por supuesto, se puede reconstruir a partir de... puede ser que sea un tema que esté ligado de alguna manera a cierto aspecto de la educación argentina.

Diana: Pero puede ser que, como algunas de colecciones tenían curadores, por ahí hubiera una impronta pedagógica

María Rosa: Seguro. Los que llevaron adelante colecciones como la GOLU, como la Biblioteca de Cultura Pedagógica, inclusive estas colecciones de Cómo hacer, para las que yo trabajé en este último tiempo, eso cubría un espacio...

Referências

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  • FRECHTEL, Ignacio. Formas de circulación del conocimento pedagógico renovador em Argentina: revistas, visitas pedagógicas y exilio. In: GALAK, Eduardo et al (org.). Circulaciones, transitos y traducciones en la História de la Educación. Buenos Aires: UNIPE/SAIEHE, 2023. p. 20-33.
  • DE TOSI, Carolina. Semblanza de Adolfo Kapelusz (Austria, 1873 - Buenos Aires, 1947). Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2019. (Portal Editores y Editoriales Iberoamericanos (siglos XIX-XXI) - EDI-RED). Disponível em: Disponível em: http://www.cervantesvirtua1.com/obra/adolfo-kape1usz-austria-1873-buenos-aires-1947-seinb1anza-941575/ Acesso em: 13 abr. 2026.
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  • VICENTE, María Eugenia. Las Ciencias de la Educación en la Universidad Nacional de La Plata: la historia de una carrera centenaria (Argentina, 1914-2014). Memoria y Sociedad, v. 20, n. 40, p. 186-203, 2016.
  • VIDAL, Diana Gonçalves; RABELO, Rafaela Silva; MONÇÃO, Vinicius de Moraes. A New Education Fellowship e a América do Sul: um panorama da constituição de redes (1920-1930). Cadernos de História da Educação, Uberlândia, v. 22, 2023. Disponível em: Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-78062023000100028&lng=pt&nrm=iso Acesso em: 13 abr. 2026.
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  • VIDAL, Diana; RABELO, Rafaela. Lourenço Filho: um educador brasileiro nas redes transnacionais da educação nova (1928-1942). In: VALENTE, Wagner; PARDIM, Relicler. (org.). Histórias transnacionais da educação e educação matemática. Santos: Ghemat, 2026. p. 127-164.
  • Editores:
    Profa. Dra. Lúcia Helena Sasseron e Prof. Dr. Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    14 Ago 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    08 Ago 2025
  • Aceito
    16 Abr 2026
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