| Baixa escolarização, lacunas legislativas, intimidação sofrida pelos trabalhadores, falta de fiscalização. |
Acesso à informação e uma EA com caráter político. |
Luz et al. (2010) |
| A mineração causou degradação e poluição no local estudado. |
Iniciativas independentes, sustentáveis e empreendedoras como o "PAVIECO", que promovam a recuperação da natureza devastada pela ação humana. |
Alvarenga e Piuzana (2011) |
| Não explicitado. |
Viabilizar a coexistência sustentável entre os espaços naturais e os elementos construídos, que pode ser promovido por meio da EA. |
Fiorotti et al. (2013) |
| Modelos tradicionais de planejamento e desenvolvimento que intensificam os problemas sociais e ambientais, e à falta de conhecimento sobre os direitos sociais. |
Promover modelos de desenvolvimento sustentável, local sustentável e de responsabilidade social corporativa (RSC). |
Cabral et al. (2015) |
| Atividade de extração mineral, que gera impactos ambientais, como a perda e a degradação de habitats naturais. Por exemplo, a mineração descarta as cangas que recobrem as jazidas. Os rompimentos de barragens, que causam desastres ambientais. |
Acesso da sociedade aos conhecimentos científicos. Propiciar a reflexão dos alunos sobre a importância das cangas nos contextos biológicos, social e econômico, das ações que as estão dizimando, e a importância individual no processo de preservação do meio ambiente. |
Maciel et al. (2017) |
| Intervenções antrópicas, demandas socioeconômicas, mineração, o ser humano e suas relações sociais, falta de conhecimento e uso da legislação brasileira pelas mineradoras, gestores políticos e da própria população. |
Os projetos de mineração devem considerar fatores como ordenamento urbano, políticas públicas e economia regional. A EAC pode incentivar a participação ativa da população na gestão de recursos e nas decisões sobre o desenvolvimento sustentável. É essencial ampliar o conhecimento dos estudantes e das populações menos favorecidas sobre os impactos do extrativismo e a correta disposição de resíduos. |
Pereira et al. (2017) |
| Educação ambiental tradicional, com ênfase individualista, voltada para a conscientização focada na mudança de comportamentos e no conhecimento restrito aos aspectos ecológicos para a manutenção e preservação de ecossistemas. Falta de acesso às informações sobre a atividade mineradora e do seu processo de licenciamento. |
É necessária uma EAC que promova reflexões sobre a articulação entre as dimensões de reprodução da vida material e a relação do ser humano com o ambiente, entendendo-se como um processo essencialmente político voltado ao desenvolvimento de uma consciência crítica. |
Rabelo (2017) |
| Educação ambiental conservacionista e burguesa. Avanço da exploração capitalista sobre a natureza, que descola à força povos locais. Propriedade privada dos meios de produção. Ser humano cada vez mais distanciado e desvinculado da natureza. |
Pensar a EA como uma crítica à dominação econômica capitalista da natureza. Reapropriar a natureza no âmbito social, repensar a complexa relação entre o ser e a natureza. Governo deve identificar e proteger a área de sobreposição, evitando conflitos. |
Carrilho Eichenberger e Alves Pereira (2018) |
| Fundamentos da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) que deveriam ter sido cumpridos antes dos rompimentos de barragens. Não se desenvolveu, tanto no âmbito do Poder Público quanto na iniciativa privada, uma cultura de EA, apesar de ser um princípio constitucional a ser observado em todos os níveis de ensino (Art. 225, inciso VI). Mineradoras que têm o dever de defender e preservar o meio ambiente. |
Cumprir a Lei 12.334/2010 e aplicar uma eficiente Política Nacional de Segurança de Barragens pautada pelos princípios constitucionais da precaução e da EA. Educar ambientalmente a sociedade sobre os riscos da gestão de barragens. País articulado com a 3ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Redução do Risco de Catástrofes. |
Wedy (2019) |
| Utilização em larga escala de recursos naturais. Consumo desenfreado. Modelo industrial de produção em massa. Degradação do meio ambiente. Capitalismo. |
EAC vinculada aos movimentos sociais, não apenas como processo educativo voltado às questões individuais e ecológicas, mas às questões sociais. Compreensão de que as questões ambientais são função de decisões políticas. |
Rodrigues (2020) |
| Professores e comunidade local sem formação adequada e parcerias institucionais. Professores incapazes de realizar propostas e ações para programas de RSC. Participação não efetiva da comunidade em programas de RSC. Incompreensão que o ser humano faz parte da natureza. |
Desenvolver ações educativas de caráter ambiental com metodologias participativas para a criação de projetos ambientais com enfoque crítico e transformador a fim de promover a percepção de alunos e professores contribua para sua participação crítica em programas de RSC. |
Silva Costa et al. (2020) |
| Destruição acelerada e de forma irracional do meio ambiente. Noção do ser humano separado da natureza. Atividades de mineração sem desenvolver socialmente e economicamente as comunidades locais. |
Possibilitar um crescimento econômico ambientalmente sustentável. Despertar a preocupação individual e coletiva de preservar o meio ambiente. Desenvolver uma EA integrada, contínua e permanente nas instituições de ensino. |
Soares e Freitas (2020) |
| Ineficiência do Poder Público. Falta de fiscalização do Estado. Empresas que valorizam apenas a lógica do capital. Mineradoras desinteressadas em investir na segurança de suas barragens. |
Desenvolver uma “cultura” ambiental nas empresas por meio da implementação do Compliance, isto é, medidas para prevenir e minimizar riscos no descumprimento de leis do âmbito ambiental. Rigidez na liberação de licenças e na fiscalização pelo poder público. |
Lima e Cunha (2021) |
| Capitalismo, imperialismo. Mineração colonial. Manutenção da ideologia dominante por discursos neoliberais, promovidos pela indústria de mineração, política e mídias burguesas. Ambientalismo de mercado. |
Revelar e desnaturalizar características problemáticas relacionadas à mineração pela EA. Defesa da perspectiva crítica, opor-se às forças hegemônicas para a transformação da realidade. EAC e emancipatória. |
Ribeiro Cardoso e Cosenza Rodrigues (2022) |
| A degradação ambiental da bacia hidrográfica do rio Urussanga é decorrente da mineração, do lançamento de efluentes industriais e domésticos, da supressão de matas em áreas de preservação permanente e da atividade agrícola. |
Não explicitado. |
De Medeiros e Assunção (2022) |
| Falta de compreensão sobre o risco de rompimento de barragens ou sobre a redução do risco de desastres (ERRD). |
Promover a percepção dos riscos de empreendimentos minerários que apresentem barragem de rejeitos nos programas de EA (PEA). |
Bizzotto et al. (2023) |
| Exploração dos recursos naturais. |
Maior compreensão sobre a exploração dos recursos naturais por meio de uma EA. Formação continuada de professores. Práticas docentes transversais, de campo, motivando o aluno. |
Caldas et al. (2023) |
| Problemas ambientais. Consumismo, capitalismo. |
Incluir o ensino de História Ambiental no currículo. Formar agentes de transformação da realidade socioambiental. |
Rodrigues e Machado (2023) |
| Problemas causados pela exploração de recursos naturais. |
Práticas educacionais geocientíficas a fim de promover o pensamento crítico e a consciência ambiental. Entendimento básico de cidadania, direitos e deveres, adequando-se harmoniosamente com o meio a sua volta. |
Pinto et al. (2023) |
| Modelo econômico de desenvolvimento assimétrico (capitalismo), que destrói o meio ambiente e propaga ideologias de um suposto desenvolvimento sustentável e naturalização do neoliberalismo. |
Formas de produção sustentáveis, agroecológicas, protagonismo social, valorização de formas de economia solidária. EAC como antagonista ao modelo hegemônico. |
Batista Henriques (2024) |
| Constante aumento da exploração de recursos naturais. |
Desenvolver consciência sobre as problemáticas dos conflitos socioambientais, que consequentemente, promovem soluções. |
Da Silva et al. (2024) |