Com enfoque preventivo de riscos ao desenvolvimento, este estudo analisou fatores que influenciam o manejo de dor em prematuros por 84 profissionais de saúde de uma unidade neonatal. Variáveis do ambiente, como clima e diagnóstico organizacional, e pessoais, como estresse, enfrentamento e crenças sobre prematuridade e dor neonatal, foram avaliados por sete instrumentos. Resultados evidenciaram que participantes associam a prematuridade ao peso de nascimento, reconhecem a importância do tratamento da dor (97%), mas conhecem pouco sobre sua avaliação e medidas (32%), realizando a maioria de 20 procedimentos invasivos sem analgesia (70%). O principal estressor foi o ambiente de trabalho, descrito como caótico e requerendo mudanças, mas houve equilíbrio entre esforço e recompensa na percepção do estresse ocupacional, cujo enfrentamento era do tipo "controle". Discute-se a influência do fator organizacional no engajamento-desengajamento desses profissionais em práticas adequadas de alívio da dor, subsidiando intervenções voltadas à assistência neonatal humanizada.
Palavras-chave:
Clima organizacional; Dor; Enfrentamento; Estresse; Nascimento prematuro; Profissionais da saúde
Fonte: Aldwin (2009, p.247). Nota: (a) reafirmação de valores e crenças culturais sobre a capacidade do neonato prematuro sentir dor e suas consequências sobre o desenvolvimento infantil; (b) confirmação e manutenção de valores e crenças individuais sobre a capacidade do prematuro sentir dor e a certeza das consequências no desenvolvimento quando o manejo não é adequado; (c) treinamento e capacitação para manejo de dor, adoção de protocolos e rotina de manejo da dor aguda e crônica; (d) maior engajamento nas atividades profissionais; e (e) ausência de mal-estar físico, estresse fisiológico, poucas faltas e/ou afastamento no trabalho devido a problemas de saúde. UTIN: Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.
