Como as cientistas sociais brasileiras reagiram à pandemia

Rodrigo Toniol Miriam Grossi Sobre os autores

Resumo

Neste artigo propomos uma avaliação crítica e situacional sobre a produção das cientistas sociais brasileiras sobre a pandemia de Covid-19. Trata-se de um balanço situado pelo fenômeno da pandemia, mas, procuramos explicitar, também indicativo de características mais gerais da produção científica das ciências sociais brasileiras. Para tanto, tomamos como referência a publicação que iniciou o movimento de reflexões públicas das ciências sociais no Brasil sobre a pandemia, o Boletim Cientistas Sociais e Coronavírus publicado diariamente pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) em parceria com outras associações científicas (ABA, SBS, ABCP e ACSRM). Destacamos como essa reação à pandemia dialoga e contrasta com a tradição dos debates que articulam as ciências sociais com a área da saúde. Também oferecemos uma reflexão geral e um esquema de classificação do amplo conjunto de textos deste boletim, escritos “no calor da hora” por cientistas sociais na tentativa de compreender a pandemia e seus efeitos. Realizamos, por fim, uma análise descritiva das características dos textos do boletim, desdobrando-as em apontamentos mais amplos, capazes de indicar transformações que marcaram institucionalmente as ciências sociais no Brasil na segunda década do século XX.

Palavras-chave:
ciências sociais; política científica; pandemia; saúde

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