Ressonância, materialidade e subjetividade: as culturas como patrimônios

Neste artigo tomo como ponto de partida a possibilidade de pensar os "patrimônios culturais" em termos etnográficos, analisando-os enquanto "fatos sociais totais", seguindo a rica noção elaborada por Marcel Mauss. A proposta é explorar o potencial descritivo e analítico da categoria patrimônio, apontando as suas múltiplas dimensões sociais e simbólicas, e discutindo os contornos semânticos que ela pode assumir no contexto da modernidade. Esse procedimento permite iluminar alguns dos seus aspectos definidores, expressos pelas categorias "ressonância", "materialidade" e "subjetividade", trazendo possivelmente uma contribuição para os debates teóricos e políticos sobre os usos do conceito antropológico de cultura.

autenticidade; memória; modernidade; patrimônios culturais


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