Este artigo explora os usos da cartografia histórica na disputa territorial entre Piauí e Ceará, ajuizada em ação cível originária n.1.831/2011 no Supremo Tribunal Federal. Propomos um exercício analítico a partir de mapas históricos dos séculos XVII a XIX, no intento de perceber as continuidades e transformações nos modos de representar a região. Contrastamos esse exercício com documentação do Arquivo Histórico Ultramarino e com o Relatório Técnico do Exército Brasileiro sobre a disputa. Com isso, buscamos relacionar a agência do ambiente, influências políticas e representações das zonas litigantes, demonstrando como a cartografia permanece utilizada como “espelho do mundo”.
Palavras-chave:
Cartografia histórica; Ceará e Piauí; Jurisdição; Litígio; Missões jesuíticas
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