Memória e história da hanseníase no Brasil através de depoentes (1960-2000)

Este trabalho é um resultado preliminar de pesquisa sobre memória e história da hanseníase, desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através de depoimentos de quem padeceu da doença ou atuou contra ela. Apresenta as opções metodológicas adotadas pelos autores, um sucinto histórico da hanseníase no Brasil e dados a respeito do estágio em que se encont ra a pesquisa, com extratos de depoimentos que constituem o acervo gerado. Na década de 1980 houve avanços, como a adoção do tratamento através da poliquimioterapia, que provocou a redução do índice de prevalência da doença, que passou de 16,3 casos por dez mil habitantes em 1985, para 4,57 casos para dez mil habitantes em 2000, em nosso país. A gênese e as atividades do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) são reveladas pelos testemunhos de Thomas Frist, cientista social norte-americano que trabalhou no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, período de reestruturação das antigas colônias, e pelode Cristiano Torres, ex-paciente, com passagens por preventórios e leprosários no Pará, personagem atuante, inclusive na proposição de políticas de controle da hanseníase.

história oral; isolamento compulsório; Abrahão Rotberg; lepra; hanseníase; Morhan; res-socialização; preventório


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